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ATALAIA, Vila Nova da Barquinha, Portugal
Vivendo nesta terra há 30 anos vou perguntar à história e à tradição qual a origem desta localidade. Desejo saber quem neste atractivo sítio erigiu a primeira construção, quais as obras que foram nascendo, a sua idade e as mãos que as edificaram, quais os seus homens ilustres e os seus descendentes, quem construiu as estradas, os caminhos, as pontes e as fontes. Quão agradável será descobrir em cada pedra os nossos antepassados levantando com palavras o sonho do nosso futuro. Atalaia, 18-11-2007.

13.12.08

Homenagem a João Caetano

Não sei com que verbo hei-de fazer este artigo depois do que já disse, neste blog, sobre o Sr. João Caetano.
Há uma lei da natureza, mística e maravilhosa, que nos diz que três das coisas pelas quais nós mais ansiamos na vida – felicidade, liberdade e paz de espírito – são sempre alcançadas quando as damos a outra pessoa” autor desconhecido.
Numa época em que existe descontentamento, cepticismo, decepção, mal-estar e insegurança internacional é bom pegarmos no exemplo deste homem, ser de coragem para inovar, e acreditar que nesta terra a mudança é possível.
Todos nós temos que crer. De desanimados e espectadores desta mudança devemo-nos converter neste grande palco que é o mundo em sãos actores.
Foi isto que soube fazer o Sr. João durante 50 anos como oleiro, actor e cidadão.
Olhando para trás, nos anos 40 e 50, a vida era bem mais dura que na actualidade. Nem por isso o homenageado deixou de ir à luta e enfrentar todas as dificuldades que lhe apareciam no caminho da vida. Neste dia 7 de Dezembro de 2008 fiquei com a sensação, melhor certeza, que este homem viveu uma vida com prazer, com um sabor de felicidade e realização. No universo dos presentes, perto de 4 centenas de convivas, houve lágrimas sentidas dos novos e velhos companheiros, abraços de amigos, de gerações de artistas, houve festa em honra do Sr. João “Avança”.
Também, aqueles que se encontravam longe quiserem participar. À Quinta da Ponte da Pedra, na Atalaia, chegaram mensagens de Itália e do Brasil.
Reescrevo, pela enorme grandeza, a do seu amigo Sérgio Duarte: “João, poderia dizer muita coisa e afinal nem sei como dizer... Sei que a nossa querida Ivone Silva, que conheci graças a ti, era capaz de dizer melhor que eu e punha o pessoal a rir. Sei que outros artistas transmitiriam de outra forma diferente, mas temos a honrar da prata da casa. Peço a essa exímia fadista de Vila Nova da Barquinha, por quem sinto um carinho enorme e que daqui do Rio Grande do Sul lhe mando um abraço tão grande, como a extensão de oceano que nos separa, que cante para o nosso querido João um fado tão bonito e que a sua alma artista sabe dizer e ele sentir, como é o ... "Eu queria cantar-te um fado".... (escolha o tom).Por favor... não me emocionem mais, que as lágrimas... essas já estão nos meus olhos, ao escrever estas palavras. Vamos Julieta.... Vamos cantar esse fado ao nosso querido João. Julieta ao palco!.... Palmas a esta artista e....SILÊNCIO, CANTA-SE O FADO, na voz da Julieta!...”.
A mensagen foi cumprida e tanto a Julieta, como todos os outros artistas, (Teresa Tapadas, Sidónio Pereira, António Caeiro, Henrique Leitão, Maria José Valério, Raul Caldeira, João de Sá, João Chora, Luísa Soares, João Paulo Marques, Silvina de Sá, Tina Jofre, Pedro Correia, Rita Inácio e Manuel João Ferreira), actuando a título gratuito, cantaram e encantaram.
Era um dia de alegria e de paixão.
Em todas as actuações o João deixava vaguear os olhos enamorado por este panorama real.
A medalha que transportava ao peito, medalha de honra do concelho, as lembranças e as dádivas são pequenos símbolos para tão grande homem.
Justa homenagem da SIRA a quem arriscou e conseguiu ir demasiado longe !
Justa festa a quem, muitas vezes, fechou a cortina do palco mas também conseguiu ver a cortina que se abriu !

2 comentários:

DUARTE SILVA disse...

Obrigado Dr. Fernando.
Não prestar uma homenagem, mesmo que longe, ao nosso João, era imperdoável.
Se estiver com o Sidónio Pereira, para quem tive a honra de trabalhar na Taverna D'El Rey no Montijo, ou para a sobrinha do Maestro Frederico Valério, que me deu tantas achegas e importantes no Parque Mayer, também vai um abraço.
Ela tem boa voz. Quando um dia iamos a caminho da Marinha Grande e houve uma ultrapassagem difícil... ela lembra-se, decerto.
Ia-me furando os tímpanos... eheheh...
Outro bem grande para si.
Sérgio

HELDER PEDROSA PEDROSA disse...

Bom dia
Quando tinha os meus 16 anos tive o grande prazer de trabalhar com o Senhor João em algumas revistas na Sociedade da Atalaia . Tempos que já não voltam mas ficam as grandes recordações Obrigada Senhor João