Seja bem-vindo.

A minha foto
ATALAIA, Vila Nova da Barquinha, Portugal
Vivendo nesta terra há 30 anos vou perguntar à história e à tradição qual a origem desta localidade. Desejo saber quem neste atractivo sítio erigiu a primeira construção, quais as obras que foram nascendo, a sua idade e as mãos que as edificaram, quais os seus homens ilustres e os seus descendentes, quem construiu as estradas, os caminhos, as pontes e as fontes. Quão agradável será descobrir em cada pedra os nossos antepassados levantando com palavras o sonho do nosso futuro. Atalaia, 18-11-2007.

11.9.10

Porque é que Vila Nova da Barquinha é tão importante para compreender todo o Tejo?

Iniciaram-se um ciclo de debates no Centro Cultural. Irão realizar-se todos os primeiros Sábados de cada mês. Estas conferências só são possíveis devido ao inexcedível empenho dos docentes do Instituto Politécnico de Tomar, do Centro de Pré-História, do Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo e do Instituto Politécnico de Santarém. Queremos, assim, fazer registos e escriturar para que no futuro a alguém seja agradável conhecer o que disserem estas vozes que construem a história de TODOS NÓS.

Transcrevo o artigo de Lopes da Silva, do Jornal Notícias do Entroncamento, 10 de Setembro de 2010 sobre este tema:

“ Se ninguém tem dúvidas que qualquer localidade que se queira afirmar hoje em dia precisa de pensar de forma integrada o território, também poucas dúvidas devem prevalecer sobre a excepcional localização estratégica da Barquinha relativamente ao Tejo e à região. Essas dúvidas terão sido em boa parte dissipadas pelo docente do ensino superior Luiz Oosterbeek, que considera a Barquinha um lugar importante por estar onde está, num território de povoamento muito antigo junto a um dos rios mais aproveitados pela ocupação humana em toda a Península Ibérica.

A Barquinha é importante porque tem a sorte de estar onde está. E podemos guiar-nos pelos indícios arqueológicos, que são dos mais antigos a registarem a ocupação humana no território nacional: acima de duzentos mil anos, com vestígios comprovados no vale da ribeira da Atalaia/Ponte da Pedra, apenas um entre mais duma centena de sítios arqueológicos que se podem encontrar em todo o concelho.

O primeiro duma série de colóquios a promover pela Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, no auditório do seu Centro Cultural, abriu no passado dia 4 com o tema "Porque é que Vila Nova da Barquinha é tão importante para compreender todo o Tejo?", tendo Luiz Oosterbeek docente do Instituto Politécnico de Tomar, traçado uma série de directrizes e opiniões pessoais para explicar essa questão.

Desde logo é necessário perceber a dimensão do Tejo como fronteira. Dum lado começava o norte e do outro iniciava-se o sul. Daí a nossa região estar marcada por fortalezas militares e poucos monumentos com outras características, em terras de ninguém mas marcadas por um intercâmbio dominado na faina fluvial por pequenas embarcações. O Tejo sempre foi além de fronteira natural, um corredor de comunicação entre as terras altas e as terras baixas.

Atravessável nalguns locais, a importância da zona da Barquinha ganhou contornos relevantes pelos portos naturais que aqui se encontraram, banhados por águas calmas, onde a identidade retalhada ("ninguém é de cá, veio tudo para cá") foi sendo construída por oposições, numa confluência e mescla de paisagens e tradições.

Luiz Oosterbeek sublinha que "o Tejo separa, segrega, mas também protege", achando curioso, bizarro até, as populações hoje em dia viverem de costas voltadas para o rio, mesmo que considere que as soluções económicas assentes apenas no turismo não têm um futuro sustentável.

Se há milhares de anos os nossos antepassados se adaptaram ao ambiente circundante, numa estratégia unificada em prol da defesa e sobrevivência do grupo, agora é preciso fazer a "didáctica do óbvio", interligando os recursos, o conhecimento e a nossa capacidade integradora. Segundo Luiz Oosterbeek falta-nos integração interna e os desafios do futuro irão colocar-nos seriamente à prova numa adaptação ao território segundo critérios de enorme competência, pensando o território integradamente e sem nos esquecermos que a sobrevivência dos nossos antepassados passou sempre pelas vantagens, maiores que as desvantagens, dos seus pontos de fixação.

Numa iniciativa em que participaram ainda o vereador do município barquinhense Fernando Freire e o arqueólogo José Gomes, Luiz Oosterbeek deixou bem assente que "o Tejo é um dos rios da Península Ibérica que melhor permite compreender a história humana ao longo de milhares de anos " e, por um feliz acaso, Vila Nova da Barquinha nasceu nas suas margens e num espaço que os achados arqueológicos nos dizem ter sido privilegiado e favorecedor duma intensa e contínua ocupação territorial.” Lopes da Silva

1 comentário:

CLUNY disse...

Bom dia gostava de lhe deixar aqui o prorama do nosso proximo evento.

Visite o nosso fórum: forum.thomar.org
Seminario

9/23/2010
TEMPLO & TEMPLARISMOS

13º ENCONTRO DO BLOG - SEMINÁRIO
Orante e Guia convidado: Manuel J. Gandra



Apresentação do Seminário




PROGRAMA


SÁB 23/10
10.30 Ponto de Encontro Praça da República
Roteiro Centro Histórico: igreja S. João Baptista, Sinagoga, Moinhos de El-Rei, igreja St Maria do Olival
Almoço na Estalagem de Santa Iria no Mouchão
14.30 Sessão de estudo e reflexão: Ordem do Templo e Templarismos (ver programa detalhado)
Porto de Honra no Posto de Turismo
20:30 Jantar Convento de Cristo, seguido de Tertúlia.

DOM 24/10
10.30 Visita Guiada ao Convento de Cristo
Almoço
15.00 Percurso de Tancos até Almourol (em barco da junta de freguesia reservado para o efeito), seguida de visita guiada ao castelo.


INFORMAÇÕES | INSCRIÇÕES
POSTO DE TURISMO DE TOMAR
ou
cethomar@hotmail.com
aptcultural@gmail.com