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ATALAIA, Vila Nova da Barquinha, Portugal
Vivendo nesta terra há 30 anos vou perguntar à história e à tradição qual a origem desta localidade. Desejo saber quem neste atractivo sítio erigiu a primeira construção, quais as obras que foram nascendo, a sua idade e as mãos que as edificaram, quais os seus homens ilustres e os seus descendentes, quem construiu as estradas, os caminhos, as pontes e as fontes. Quão agradável será descobrir em cada pedra os nossos antepassados levantando com palavras o sonho do nosso futuro. Atalaia, 18-11-2007.

27.8.19

Almourol
Lenda do CRUEL DOM RAMIRO
Nos primeiros tempos da Reconquista, Dom Ramiro, um cavaleiro cristão, regressava orgulhoso de combates contra os muçulmanos quando encontrou mãe e filha, ambas mouras. A mais jovem trazia uma bilha de água, que assustada deixou cair, dada a rudeza com que o cavaleiro lhe pediu água. Irado, logo ali matou as duas pobres mulheres; e eis senão quando, surgiu um jovem mouro, que era nem mais nem menos, o filho e o irmão das vítimas, que de imediato foi aprisionado.
Dom Ramiro levou o cativo para o seu castelo, onde viva com a sua esposa e filha; às quais o prisioneiro mouro planeou assassinar em represália. Contudo, se à mãe passou a dar-lhe um veneno de ação lenta, acabou por se apaixonar pela filha, a quem o pai planeava casar com um cavaleiro da sua fé. Correspondido pela jovem, que entretanto tomara conhecimento dos planos do progenitor, os apaixonados deixaram o castelo e desapareceram para sempre.
Reza a lenda que, nas noites de São João, o casal pode ser visto abraçado no alto da torre de menagem e, a seus pés, implorando o perdão, o cruel Dom Ramiro.

(Fonte: Portugal Antigo e Moderno”, PINHO LEAL, Augusto Soares D’Azevedo Barbosa de).

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