<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294</id><updated>2012-01-02T01:53:49.378-08:00</updated><title type='text'>ATALAIA - V.N.BARQUINHA</title><subtitle type='html'>Aqui se irá reescrever a História da Atalaia (Ata-laâ ou Atalaya) e das terras confinantes.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>101</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7141631654095252431</id><published>2012-01-01T10:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T01:53:49.386-08:00</updated><title type='text'>CARTAS DE PRIVILÉGIOS À VILA DA ATALAIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZKBIoXHYJEE/TwCjA25HyyI/AAAAAAAAByw/WetfQwtQtkU/s1600/atalaia%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 186px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZKBIoXHYJEE/TwCjA25HyyI/AAAAAAAAByw/WetfQwtQtkU/s320/atalaia%2B2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692729164126735138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Uma das paixões de qualquer investigador é datar a origem de qualquer vila. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O desconhecimento das circunstâncias concretas da origem medieval da Atalaia não olvida uma leitura atenta aos documentos agora republicados no presente blog. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Podemos afirmar que a origem da Atallaya, enquanto lugar com privilégios reais remonta, pelo menos, aos primórdios da nacionalidade. As cartas abaixo contam-nos as quezílias da Atalaia, e da Asseiceira, com os territórios vizinhos e confinantes, a criação de póvoas ou, melhor dizendo, de concelhos, além da procura de letra de lei real para pôr termo aos abusos de que eram vítimas os nossos antepassados e, também, através dela &lt;/span&gt;&lt;span&gt;adquirir&lt;/span&gt;&lt;span&gt; direitos às suas gentes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Os estudos devem prosseguir procurando esclarecer e divulgar as verdadeiras origens desta bonita vila.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;OBS. No fim das Cartas abaixo indica-se a &lt;b&gt;era de ...&lt;/b&gt;, exemplo: "(...) era de mil e trezemtos e coremta annos " que corresponde ao ano de 1302. Recorda-se que aquando da feitura da Carta, vigorava a era de César, baseada no calendário juliano que iniciara a contagem dos anos em 1 de Janeiro do ano 38 a.C. Este método de datação vigoraria em Portugal até ao ano de 1422, ano em que por Carta Régia de 22 de Agosto, viria a ser substituído pela Era de Cristo, cuja contagem se iniciava no ano 1 do Nascimento de Jesus.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;CARTA DE 1302 DE D. DINIS  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;“ Dom Dinis per graça de Deus, Rey de Purtugal, e do Alguarve. A quamtos esta carta virem faço saber, que pello muyto mal que amim disseram, e que eu sey certo que se fazia no Soveral da lameira, que he amtre Tomar e a Golegam, matanldo hy os homens, e molheres, e esbulhamdo e tendo lhe hy o caminho, e fazemdo hy muyto mal, e muvto mallfeytoria; pera se partir este mal todo, e todos estes danos e todas estas perdas, emtemdemdo que he serviço de Deos, mamdei, e mamdo ao comcelho de Torres novas, cujo termo é aquelle luguar, que façam hy duas povoras; a saber: huua nallbergaria a que chamam a Ceiceira, e a outra lugar onde chamam Atallaya no caminho, no qual luguar hy devisou Ruy Paees bugalho quando lá foy com os Juizes de Torres, e querendolhe fazer graça e merce a todos aquelles que ha povorarem, e morarem comtinuadamente, tennho por bem, e mamdo que sejam escusados d'ostes, e de fosado, e dadua a que nom vam em ella em nenhuum tempo. Outro sy mamdo e tenho por bem que de todas aquellas vinhas que fizerem nos termos de sas pobras, que nom dem do vinho que nellas ouverem nenhuua releguajem em nenhuum tempo, mas mando, e tenho por bem, que se vinho trouxerem pera hy doutros lugares pera vemder no releguo, que dem de toda carregua huum almude como o custume de Samtarem, e no mais: e o vemdam tambem no releguo em cuba como em tonel, como se cada huum pagar. E outro sy a todos aquelles que esta carta virem, faço saber que eu Recebo em minha guarda, e em minha emcomemda, e sob meu defemdimemto todos aquelles que morarem em esas povoras sobreditas; e seus homens, e seus herdamemtos, e cryados, e todallas outras suas cousas, porque mamdo, e defemdo que nenhuum seja ousado que faça mal, nem torto a elles, nem a seus homens, nem a suas herdades, nem a seus guados, nem nenhuuas suas cousas; e aquelle que ende al fizer, ficará por meu ymiguo, e peitarmia os meus emcoutos de seis mil solldos e corregeria a elles, e a cada huum delles em dobro o mal que lhes fezese, e dey emde aos ditos povoradores esta carta. Damte em Samtarem adesoyto dias de Fevereiro. ElRey o mandou. Francisco Annes a fez, &lt;/span&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;era de mil e trezemtos e coremta annos&lt;/a&gt;&lt;span&gt;.” (ano de 1302 d.C.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;2.ª CARTA DE 1303 DE D. DINIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;“Dom Dinis, per graça de Deus, Rey de Purtugal, e do Alguarve. A quamtos esta carta virem faço saber, que eu sabemdo por verdade que se matavam muytos homens, e faziam muitos roubos, e muitas malfeytorias em termo de Torres novas, a saber: no Soveral dabureiras; que he amtre aguoa de cardiga, e bellsega, fiz fazer huua povra no lugar que chamam Atallaya, e outra na Ceiceira, e outra amtre essas povras no lugar que chamam a Tojeira, e eu por minha allma em remimento de meus pecados, querendo fazer graça e merce a eses que morarem em esas povras, quitolhe a minha jugada pera todo sempre do pam, e do vinho, e do linho que ouverem em essas povras, e termo das ditas povras. Em testemunho desto lhe dey esta minha carta, damte em Lixboa a cimquo dias de Setembro. ElRey o mamdou. Afomso Pires a fez, de mil trezentos coremta e huum anos.” (ano de 1303 d.C.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;3.ª CARTA DE 1307 DE D. DINIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;“Dom Dinis, per graça de Deus, Rey de Purtugal, e do Alguarve. A quantos esta carta virem faço saber, que hos povoradores das minhas pobras da Tallaya, e da Ceiceira se me emviaram queixar do mal, e força que lhes faziam os Concelhos de Torres novas, e Tomar, e dalguus outros lugares queremdo por sobre elles Releguos, e portajens, e allmotaçarias, e açouguajem, e mordomado, e outros foros, e custumajens, perque hos derramcavam, e destroyam do que eses povoradores aviam em tal guisa, que nam. podiam sofrer, nem poderiam a hy morar, nem povorar, e pediramme que lhes ouvese merce. E eu queremdolhe" fazer graça, e merce, e porque emtemdo que he meu serviço, Mamdo que estes povoradores nom dem aos ditos comcelhos, nem a nenhuum outro lugoar nenhuua das sobreditas cousas elles, nem os moradores dos termos das ditas pobras; e mamdo, e defemdo aos ditos Comcelhos de Torres, e de Tomar, e dos outros lugares, que lhes nom demamdem, nem filhem nenhuua das ditas cousas, nem ponham sobre elles foro, nem custume allguum; e se lhes allguua cousa tem filhada polla dita resao, mamdo que loguo, vista esta carta, lhe emtreguem, sob penna dos corpos, e dos meus emcoutos: em testemunho desta cousa dey aos povoradores dos ditos lugares estaa minha carta, damte em Samtarem a dous dias dabril. ElRey o mandou por Gilly Annes, seu tisoureiro. Ruy Vasques a fez, anno de mil e trezemtos e coremtae cimquo” (ano de 1307 d.C.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;4.ª CARTA DE 1325 DE D. AFONSO IV&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;“Dom Afonso, per graça de Deus, Rey de Purtugual, e do Alguarve. A quamtos esta carta. virem faço saber, que hos povoradores das povras datallaya, e da Ceiccira, me mostraram huúa Carta delRey Dom Dinis meu padre, a que Deus perdoee, em a qual he comtheudo amtre as outras causas, que por agravamemtos que lhes faziam os comcelhos de Torres novas, e Tomar, e outros lugares, queremdolhes poer sobre elles Relegos, e portagens, e allmotaçarias, e açoguajees, e mordomos, e outros foros, e custumajens, perque os derramcavam, e destroyam do que aviam, que lhe, pediam sobre esto merce; elRey meu padre vemdo esto, queremdolhe fazer graça, e merce, mamdou que hos ditos povoradores nom desem ao ditos comcelhos, nem a nenhuus outros lugares as sobrditas causas, e elles nem os moradores das ditas pobras, e mamdava aos ditos comcelhos de Torres novas, e de Tomar, e dos outros lugares, que lhes nã demamdasem, nem filhasem nenhuua das ditas cousas; e pediram me por merce, que eu lhes fizese esto comprir, e guardar, segundo era comtheudo na dita carta delRey meu padre: e eu queremdolhe fazer graça, e merce, tenho por bem, e mamdo que lhe seja guardada a dita carta delRey  meu padre, assy como em ella he comtheudo, e mamdo aos ditos Comcelhos que lha façam cumprir, e guardar. E em testemunho desto lhe dey esta minha carta, damte em Santarem postomeiro dia de Janeiro. ElRey o mamdou per Mige1 Vivas, seu clérigo. Lourenço Martins a fez, era de mil e trezemtos e sesemta etres annos” (ano de 1325 d.C.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;5.ª CARTA DE 1328 DE D. AFONSO IV&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;“Dom Afonso, per graça de Deus, Rey de Purtugal, e do Alguarve: a todallas Justiças; corregedores dos meus Reynos, que esta minha carta virem, faço saber os povoradores da minha povora datallaya, e Ceiceira me diseram que vós lhe nom queriades leixar levar as viamdas que ham mister pera dita povora, e esto nam tenho eu por bem se asy he, porque vos Mamdo a cada huum de vós em vossos lugares, que vós lhe leixes levar as viamdas ho que ham mister pera dita povora por seus dinheiros, e nom lhes embarguedes o que al nam façades, se nam a vós me tornaria eu porem, e peitarmiades os meus emcoutos. E em testemunho desto lhe dey esta minha carta, damte em Miramda adezasete de Janeiro ElRey o mamdou por Estevam Pires. Joham Lopes a fez, &lt;b&gt;era de mil e trezemtos sesemta e seis annos.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Todas as cartas são originais, apresentadas perante a autoridade real, conforme se infere do Livro 28 da Chancelaria d’ElRei D. João III, fl. 1&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;1. As quaees cartas asy mostradas como dito he, o dito Estevam Paees, precurador do dito comcelho, em seu nome nos pedio que elle se temia de se as ditas cartas perderem per foguo, ou aguoa, ou allgum outro cajam; e que se emterndiam dajudar dellas ao diamte, que lhas mamdassemos dar o trellado das ditas cartas, e privilegiós pella guysa que em ellas he comtheudo; e nós vemdo as ditas cartas em como nam eram riscadas, nem viciadas, nem em nenhuum lugar sospeitas, Mamdámos lhe dar o dito trelado em esta nosa carta testemunhavel, selada com noso sello pemdemte; em testemunho desta lhe mamdámos dar esta nosa carta, damte na cidade de Lixboa quimze dias de Novembro. ElRey o mamdou por Lourenço Annes Fogaça, seu vasallo &amp;amp;c. Gil Vasques a fez, &lt;b&gt;era de mil e quatro centos e vintoyto annos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;2 . Pedimdonos o dito concelho que lhas quisesemos asy confirmar, e nós visto seu Requerimento, queremdo-lhe fazer graça e merce, temos por bem, e confirmamoslha como se nela comtem. E asy mamdamos as Justiças que lha cumpram imteiramemte como nela he comtheudo, sem allguua duvida, nem embarguo allguum. Dada em Samtarem a dous dias do mes de Junho. Fernam de Pina a fez. &lt;b&gt;Anno de noso Senhor Jesus Chrispto de quatrocentos e oytemta e sete annos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;3. Pedimdonos o dito comcelho que lhe comfirmasemos as ditas cartas aquy comtheudas, e vysto per nós seu Requerimento, e queremdolhe fazer graça e merce, temos por bem e lha comfirmamos asy, e pela guysa, e maneira que se em ella comtem. E asy mamdamos que se cumpram, e guardem imteyramemte sem nenhuma duvida; dada em a villa destremoz a vimte cimquo dias de Dezembro. Vicente Pires a fez. Anno do nascimento de noso Senhor Jesus Chrispto de mil e quatro cemtos novemta e seis annos. Pedimdome os sobreditos que por lhe fazer merce lhe comfirmase as ditas cartas á dita villa datallaya, e visto por mym seu Requerimemto, queremdolhe fazer graça e merce, tenho por bem de lhas comfirmar, e mamdo que se cumpra, e guarde como nellas se conthem. Bastiam Lameguo a fez em Lixboa a &lt;b&gt;desanove de Setembro de mil e quynhemtos e vimte oyto annos&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; "&gt;Bibliografia: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; "&gt;MEMÓRIAS DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA, TOMO VIII, PARTE I, 1823 e &lt;/span&gt;&lt;span style="text-transform: uppercase; "&gt;Livro 28 da Chancelaria d’ElRei D. João III, fl. 1&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7141631654095252431?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7141631654095252431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7141631654095252431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7141631654095252431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7141631654095252431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2012/01/cartas-de-privilegios-villa-da-atalaia.html' title='CARTAS DE PRIVILÉGIOS À VILA DA ATALAIA'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZKBIoXHYJEE/TwCjA25HyyI/AAAAAAAAByw/WetfQwtQtkU/s72-c/atalaia%2B2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6663919093872688980</id><published>2011-12-26T13:58:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T16:01:17.998-08:00</updated><title type='text'>CONFLITOS SOBRE A LEZÍRIA DA ATALAIA (REINADOS DE AFONSO III E D. DINIS)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RRPxqi2ICsQ/TvpcDbAag0I/AAAAAAAAByk/3sgSCP_97xw/s1600/P2120134.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-RRPxqi2ICsQ/TvpcDbAag0I/AAAAAAAAByk/3sgSCP_97xw/s320/P2120134.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690962292994900802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Tejo depois de calcorrear montes e rasgar vales abraça a borda de água em Vila Nova da Barquinha. A partir daqui espalha a sua tumultuosa riqueza pelas planícies. As lezírias, mouchões e pauis acomodam-se às inundações recorrentes que invadem as terras da beira-rio, sinal de fertilidade e de abundância. Semeiam-se os campos, crescem as espigas e as vinhas, pululam olivais e a maior diversidade de árvores de fruto, avulta o gado cavalar, muar, asinino, bovino, arietino, caprino e suíno. O rio, nas zonas alagadiças, é o grande impulsionador agrícola e mercantil. Não espanta pois que este território, desde os primórdios da nacionalidade, tenha sido alvo de contendas pelo seu domínio ou posse. Os reis da reconquista concederam muitas das terras das lezírias às ordens militares mas quase sempre invocavam para a Coroa “ o direito de reconquista que filhou a terra aos mouros e a pobrou”. As mesmas lezírias foram causa para muitos conflitos no reinado de Afonso II e III, com relace para os casos da Lezíria da Atalaia, no termo de Santarém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São estes conflitos que dou a conhecer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentença dada por Paio Domingues, Deão de Évora, e Mestre Martinho, como «arvidros e compõedores», em um pleito sobre a propriedade da Lezíria da Atalaia, termo de Santarém, em que eram A. (autor) e R.(réu) respectivamente o Concelho desta vila e Lourenço Esteves de Fremoselhe, Arcediago de Viseu. O R. herdara a referida lezíria de Estêvão Joanes, Chanceler de D. Afonso II, o qual a houvera por doação do Concelho de Santarém que alegava, agora, a nulidade desta doação por haver sido feita sob coação e por temor do donatário. Os juízes julgaram nula a doação e ordenaram a restituição da mesma ao Concelho, ao qual ficaria pertencendo de pleno direito em propriedade e posse. Na sentença são transcritos por íntegra: 1) - Procuração, com poderes forenses, ao «tenente» do Alcaide, aos Alvazis, Almoxarife d’el-rei e Homens bons, datada de 12-11-1281, redigida em português. 2) - Compromisso de arbitragem entre as partes pelo qual os AA. escolhem como árbitro Paio Domingues, e os réus Mestre Martinho; datado de 12-2-1282. 3) - Libelo dos autores; sem data. Dada em Santarém, em 5.a feira, de Fevereiro de 1282. Lavrada pelo tabelião Lourenço Esteves. 530 X 259 mm., bem conservada. Teve 4 selos todos pendentes por cordão de lã vermelha, dos quais se conservam apenas o do Concelho de Santarém e um fragmento do último que era de cera vermelha e deve ser o do réu. «Gaveta» 3, M.º 7, N.º 5.  Sumariado na Reforma dos documentos das Gavetas, L.º 7, fI. 116; e transcrito por íntegra na «Leitura Nova», L.º 12 da Estremadura, fI. 168, col. 1.ª. Num sumário lançado no v.º do pergaminho, por letra coeva, lê-se «Carta de juízo de avença... ». Como representantes do Concelho outorgam os seguintes indivíduos: Martim Mendes, «tenente» do Alcaide D. Martim Dade; Geraldo Rodrigues e Rui Pires, Alvazis; Estêvão Gomes Ramos; Pedro Esteves, Almoxarife d’el-rei na vila; João Gomes; Felipe Guilherme; Martim Anes, o Cancelas; João Gonçalves; Mendo Afonso; João Eanes do Ferrageal e Estêvão Eanes, o Caçapo. Quatro selos, pendentes por cordões de lã vermelha, dos quais apenas restam o do Concelho e um fragmento do último, irreconhecível, de cera vermelha. O de Santarém é de cera vermelha, de 2 faces. Circular; tem ainda visível no anverso, vestígios da orla circular formada por uma linha ponteada. Mal conservado, pois lhe falta o rebordo e parte da legenda, além de os relevos estarem já algo apagados, especialmente no reverso. Diâmetro: 630 mm. Anverso: ao centro um quadrado com 45 mm. de lado, formado de uma linha ponteada entre 2 filetes paralelos; no espaço dos segmentos circulares a legenda: SIGILL ... / ... / VILLA / ... CARE ... / em caracteres capitais romanos, mas o E uncial. No campo, um castelo de três torres ameíadas, as duas laterais mais baixas e defendidas cada uma por um muro ameíado, espécie de adarve, e rasgado de 1 porta e 2 janelas. A torre central, defendida por muro ameíado onde se rasga uma porta de arco ultrapassado. Em chefe, assente na torre central., o escudo português formado de 5 escudetes, com os 2 laterais horizontalmente; vestígios das arruelas. A silharia das torres muito regular e quadrada. A porta da torre central, em nível mais elevado, tem em frente um pavimento de lisonjas. Reverso: na mesma disposição do campo e da legenda. Desta lê-se: ... U ... / CONCILll / DE VILLA / … Campo quadrado, com 40 mm. de lado. Mesma disposição das torres, muros e portas; porém, o número dos cubelos das torres é menor (3 e 4, e não 4 e 5) e estas de menores proporções. As torres laterais tem 5 (?) pavimentos; a porta da central ladeada de seteiras; nesta, ao alto, o escudo como ficou descrito; as duas torres laterais mais largas na base.”  “ Transacção amigável acordada entre o Alcaide, Alvazis e Vereadores do Concelho da vila de Santarém, Lourenço Esteves de Formoselhe, Arcediago de Viseu, e o Prior e Convento de S. Martinho de Crasto, pela qual o referido Concelho se obrigava a dar anualmente ao dito Mosteiro a quarta parte dos frutos da Lezíria da Atalaia, da qual, em sinal de reconhecimento de domínio, o mesmo Lourenço Esteves dava ao Concelho um móio de pão meiado anualmente, tudo isto em vida apenas do dito Lourenço Esteves. Ambas as partes desistem de todo o seu direito e acção, dão-se mutuamente quitações e prometem, sob juramento das Evangelhos e obrigando todos os seus bens, assim o cumprir fielmente. Após a morte do Lourenço Esteves a lezíria da Atalaia ficaria pertencendo em plena propriedade ao Concelho. A transacção fizera-se em virtude do Chanceler Estêvão Joanes ter deixado em testamento a pensão anual de 30 moios de trigo, imposta na dita Lezíria, ao Mosteiro de Crasto. Com êste doc. correlaciona-se o aqui sumariado sob o N.º ... Na transacção estão transcritos na íntegra: 1) - a procuração, de 20-6-1282, com poderes forenses, passada pelo abade Pedro Martins e convento do Mosteiro de S. Martinho de Crasto a Domingues Esteves, cónego do mesmo Mosteiro; 2) - confirmação pela Sé de Braga, passada em nome do arcebispo D. Telo, da transacção referida, datada de 20-6-1282. Lavrada em Santarém, em 10 de Julho de 1282, pelo Tabelião Pedro Esteves e com o reconhecimento autógrafo e respectivos sinais públicos dos Tabeliães públicos de Santarém: Estêvão «Juliani», João Paes, Fernando Joanes, Domingos Martins e Salvador Jaques. Gaveta 3.a, M.º 9, N.º 13.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bibliografia: Beirante, Maria Ângela, “O Tejo na construção do poder real na Idade Média portuguesa, de D. Afonso I a D. João I”, separata da Revista da Faculdade de Letras-História, II Série, vol. XV, Porto, 1998. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boletim da Junta Geral do Distrito de Santarém, ano 6.º, n.º 43, 1936.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6663919093872688980?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6663919093872688980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6663919093872688980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6663919093872688980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6663919093872688980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/12/confitos-sobre-leziria-da-atalaia.html' title='CONFLITOS SOBRE A LEZÍRIA DA ATALAIA (REINADOS DE AFONSO III E D. DINIS)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RRPxqi2ICsQ/TvpcDbAag0I/AAAAAAAAByk/3sgSCP_97xw/s72-c/P2120134.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1832097593171690627</id><published>2011-11-29T14:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T02:40:37.923-08:00</updated><title type='text'>ARROLAMENTOS DOS BENS CULTURAIS DA FREGUESIA DA ATALAIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_W6sps4MR4c/TtVc6pikgLI/AAAAAAAABxk/93-LnA7ICHk/s1600/317651_1840291746657_1821469964_1199922_1530030262_n.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; 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background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;” ( art.º 62.º da referida lei). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;A lei não obrigava a que existisse uma avaliação e imposição de selos, mas tão só que se entregasse os bens móveis de valor cujo descaminho se temia à guarda das juntas de paróquia ou remetendo-os para os depósitos públicos ou para os museus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Tal arrolamento era feito, conforme estipulava no art. 63.º “ &lt;/span&gt;&lt;i style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;(...) administrativamente, de paróquia em paróquia, por uma Comissão concelhia de inventário, composta do administrador do concelho ou do bairro e do escrivão da fazenda, que poderão fazer-se representar por empregados seus, sob sua responsabilidade, servindo o primeiro de presidente e o segundo de secretário, e por um homem bom de cada paróquia, membro da respectiva junta, e indicado pela câmara municipal para o serviço dessa paróquia.” Continuando, no art. 64.º refere-se que “quando o governo o entender necessário, poderá designar mais de uma comissão para o mesmo concelho ou bairro, ou nomear para qualquer delas outros funcionários além dos indicados no artigo anterior.” Pelo art. 65.º “a comissão poderá reclamar o auxílio de qualquer autoridade pública e todos os elementos de esclarecimento de que careça e deverá requisitar da respectiva comissão regional artística, ou escolher por si, um ou mais peritos de reconhecida competência, quando presumidamente se tratar de móveis com valor artístico ou histórico&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Estas “&lt;/span&gt;&lt;i style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;comissões concelhias ficam directamente subordinadas ao Ministério da Justiça, onde será criada e exercerá atribuições de superior direcção e administração, uma Comissão central de execução da lei da separação, composta de funcionários do Ministério, administrativos ou fiscais, e de magistrados ou empregados judiciais, e do Ministério público, da escolha do ministro&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;.” (art. 66.º). Determina-se que os inventários deveriam começar no dia 1 de Junho de 1911 e terminar no prazo de três meses, sendo feitos em duplicado, ficando um exemplar na câmara municipal à disposição de quem o quisesse examinar, e o outro seria enviado à Comissão Central de Execução da Lei de Separação pelo administrador do concelho, à medida que terminassem os trabalhos relativamente a cada paróquia (art. 67.º). Do auto de entrega de 10 de Janeiro de 1931, constam todos os bens móveis arrolados da freguesia de Atalaia. O administrador do concelho entregava à corporação cultural e esta declarava, no competente auto de entrega, que se responsabilizava pelas despesas anuais com a guarda, conservação e reparação dos bens que recebia, ficando obrigada a apresentar ao Ministério da Justiça e dos Cultos um duplicado do referido auto de entrega, no prazo de três meses. Deste auto de entrega relevo os seguintes bens, entre outros, que estavam na Igreja da Atalaia: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. da Assunção, padroeira da freguesia da Atalaia; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. do Rosário; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. António; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem do Menino Jesus; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- 2 quadros em tela (N.S. da Piedade e S. Sebastião). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Na Capela do Senhor d’Ajuda, Atalaia: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem do Senhor d’Ájuda (Cristo crucificado) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. Ajuda; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. António; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. José; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. Caetano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Na capela da Moita – N. S. Remédios: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. dos Remédios; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. do Carmo; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. José; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. Amaro; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem do Menino Jesus;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- 1 quadro de Cristo crucificado em madeira; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- 1 quadro do Senhor dos Passos em tela &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Na Capela de S. João Batista das Vaginhas (Entroncamento): &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. João Batista; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. Conceição; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de N.S. Lourdes; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem do Menino Jesus; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem Senhor Aflitos (Cristo crucificado) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Na Capela de S. Caetano (Cardiga):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem de S. Caetano; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- Imagem do Menino Jesus; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- 1 quadro de N.S. da Paz (em madeira); &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;- 1 quadro em tela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Curioso é descobrir que, neste auto de entrega, a Casa da Irmandade e as dependências da Igreja da Atalaia foram destruídas aquando das obras de restauração de 1939. Todos estes bens, constantes do auto de entrega, imóveis e móveis, foram-no em uso e administração, conforme art.ºs 10° e 11°, do Decreto-lei no 11887, de 6 de Julho de 1926. Todavia, as entregas móveis e imóveis foram convertidas em propriedade da Igreja, nos termos do art.º 44.º do Decreto-Lei n.º 30615, de 25 de Julho de 1940, com excepção da Igreja da Atalaia, classificada de Monumento Nacional, pelo Decreto n.º 11453, de 19 de Fevereiro de 1926, que continua como propriedade do Estado Português, com afectação ao serviço da Igreja, administração do imóvel, de acordo com o disposto no art.º 41 do mesmo Decreto-Lei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;(1) Bastante polémica provocou a animosidade da hierarquia da Igreja Católica, nomeadamente, de todos bispos portugueses e da própria Santa Sé e, segundo alguns autores, foi, a par da participação de Portugal na I Guerra Mundial, responsável pela queda da I República (José Relvas, Memórias Políticas, vol. I, Terra Livre, Lisboa, 1977, p. 161)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1832097593171690627?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1832097593171690627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1832097593171690627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1832097593171690627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1832097593171690627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/11/arrolamentos-dos-bens-culturais-da.html' title='ARROLAMENTOS DOS BENS CULTURAIS DA FREGUESIA DA ATALAIA'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_W6sps4MR4c/TtVc6pikgLI/AAAAAAAABxk/93-LnA7ICHk/s72-c/317651_1840291746657_1821469964_1199922_1530030262_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1669216143145138549</id><published>2011-10-29T14:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-29T14:46:02.445-07:00</updated><title type='text'>A Gliptografia na Igreja de Nª Srª da Assunção, Atalaia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vzgXkaanI0c/Tqxz_Krd5gI/AAAAAAAABv0/ECeTQTqnukY/s1600/gliptografia.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vzgXkaanI0c/Tqxz_Krd5gI/AAAAAAAABv0/ECeTQTqnukY/s320/gliptografia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669033559988233730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;A Igreja de Nª Srª da Assunção, na Atalaia, Vila Nova da Barquinha, é monumento nacional por Decreto n.º 11453, de 19 de Fevereiro de 1926. A data, gravada numa pilastra do lado esquerdo do arco da capela-mor, remete-nos para o acerto da data da sua construção, ano de 1528. Este belo edifício reflecte a orientação da escola de João de Castilho e de João de Ruão que enriqueceu entre nós “a arte da pedraria” com visibilidade acentuada no pórtico principal, verdadeira obra-prima da arte Renascentista. Para além do seu pórtico, dos painéis de azulejo do Séc. XVII, de duas cores combinadas, azul e amarelo, e do honorífico túmulo de D. José Manuel da Câmara, 2.º cardeal patriarca de Lisboa, a Igreja tem outros segredos que importa desvendar. Vamos então ao seu encontro … &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;Diversas marcas de cantaria encontram-se gravadas na Igreja da Atalaia (1). Localizam-se as mesmas em vários sítios do monumento nacional e que escaparam, até agora, à sua extinção. Podemos vislumbrá-las, entre outros locais: na torre sineira da igreja, na parede e contraforte de cunhal da fachada principal, na cabeceira do lado norte e também no seu interior, na arcaria do lado esquerdo e do lado direito da nave central. As marcas de canteiro ou siglas, Gliptografia (2), surgem nas superfícies interior e exterior das pedras e as que estão na Igreja da Atalaia, iguais às da figura ao lado, exprimem, afinal, o quê? Existem várias teses com o objectivo de clarificar o significado e a função destas marcas de cantaria havendo quem defenda que: “ - Constituem o alfabeto de uma língua mágica e esotérica de origem caldaica, destinando-se a exercisar toda a casta de malefícios;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;- Não passariam de sinais utilitários gravados pelos canteiros para indicar a exacta posição, colocação, localização e altura, bem como o adequado ajustamento dos silhares aparelhados;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;- Seriam marcas feitas pelos canteiros como assinatura pessoal com o fito de assinalar o trabalho realizado por cada um e permitir a contabilização do salário em conformidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;- São marcas individuais, reportando-se ao nome de cada pedreiro (inicial ou monograma), às respectivas crenças e devoções (objecto simbólico ou alegórico), ao seu estado social (instrumento profissional), à data da realização do trabalho (signo astrológico), etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;- Reproduziriam sinais franco-mações adoptados pelos pedreiros para seu mútuo reconhecimento;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;- Poderiam corresponder, em certos casos, concomitantemente ou não com os significados enumerados supra, à assinatura do doador de uma pedra, coluna, abóbora, etc.” (3).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;O certo é que estas marcas constituem um mistério que dá lugar a todo tipo de teorias que vão desde as iniciais do nome do canteiro, a indicadores de qualidades da pedra, à assinatura do canteiro para cobrar o preço do seu trabalho, a pedras dadas em doação para a sua construção, a interpretações astrológicas, etc. etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;A opinião maioritária defende que as marcas de cantaria são para justificar o trabalho realizado na obra. Pelo levantamento dos sinais gravados nas pedras da Igreja da Atalaia verificamos que as marcas de identidade são de fácil execução e de traço simples pelo que me parece, salvo melhor parecer, que estas demonstram o apuramento do valor funcional incorporado tendo o objectivo de assinalar o trabalho realizado por cada um dos canteiros permitindo, assim, a contabilização do seu salário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;A gliptografia em Portugal constitui um caso de estudo dos mais notáveis casos da Europa mas, inexplicavelmente, esta permanece uma área que menos atenção tem despertado aos nossos investigadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 36pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; "&gt;(1)&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;   &lt;/span&gt;Investigação do Dr. João Ramalhete: “A Gliptografia na Igreja de Nª Srª da Assunção, Atalaia, Vila Nova da Barquinha, Agosto de 2011”. O trabalho encontra-se para consulta na Biblioteca Municipal do Município.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 36pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; "&gt;(2)&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;   &lt;/span&gt;Griptografia – gravação na pedra por incisão ou relevo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-left: 36pt; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; "&gt;(3)&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;   &lt;/span&gt;Gandra, Manuel J., Cadernos da tradição, siglas e marcas lapidares, subsídio para o Corpus Lusitânico, Ano I, n.º 2, 2001.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1669216143145138549?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1669216143145138549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1669216143145138549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1669216143145138549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1669216143145138549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/10/gliptografia-na-igreja-de-n-sr-da.html' title='A Gliptografia na Igreja de Nª Srª da Assunção, Atalaia'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vzgXkaanI0c/Tqxz_Krd5gI/AAAAAAAABv0/ECeTQTqnukY/s72-c/gliptografia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7233107603171895829</id><published>2011-10-17T01:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T01:23:04.399-07:00</updated><title type='text'>A lenda do Arrepiado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FNYol7V0bh4/TpvleA0ZriI/AAAAAAAABvc/ne6Q_EKMyos/s1600/16112010435.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-FNYol7V0bh4/TpvleA0ZriI/AAAAAAAABvc/ne6Q_EKMyos/s320/16112010435.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664373260127153698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Recortada contra o azul do céu, a silhueta imponente do Castelo de Almourol, evoca um passado povoado de personagens lendárias, de guerreiros e de heróis, de mouras encantadas e misteriosas donzelas. Todo um imaginário de sonho vivificando de imaginário a História e a Cultura das populações vizinhas do milenar castelo. A imponente construção medieval ergue-se na pequena, mas agreste e solitária, ilha de Almourol no meio do formoso e vasto Tejo, ali engrossado pelas águas do luso Zêzere. Das suas elevadas torres avista-se uma paisagem deslumbrante. Perto, prende-nos a atenção a risonha e mourisca povoação do Arripiado. O seu nome remete para uma lenda a que não falta nenhum dos ingredientes requeridos pela arte narrativa do povo de riba Tejo: cavaleiros sedutores e jovens de divina formosura vivem amores ora contrariados ora bem conseguidos. E tudo acontece naquele lugar privilegiado pela natureza, um lugar disputado pelos homens e pelos deuses: a surpreendente ilha de rochas reluzentes destacadas do areão de seixos doirados. Ilha verde e ocre, sombreada de frescos salgueirais e de copados sobreiros e azinheiras. Quando um frémito de aragem percorre a ramaria, a moldura esmeraldina reflecte-se no espelho mágico do rio. Pescadores e homens serranos navegam as águas profundas e descansam nas aprazíveis praias do Tejo. Casario branqueja nas encostas marginais do grande rio. As povações do Arripiado, do concelho da Chamusca, e logo além Tancos, do concelho de Vila Nova da Barquinha, apresentam aos olhos do viajante as marcas de um Passado que se desdobra também na aventurosa gesta de desbravar a terra e o rio e as matas. Povoações que testemunham a luta quotidiana, vivida ao longo dos tempos, por povos de dferentes civilizações. Almourol, a pitoresca ilha tagana, era já um castro romano na Era de César. Na decadência do Império Romano, a arruinada fortaleza foi convento e ermitério. A situação estratégica determinou o oscilar da sua posse por senhores de exércitos, por nobres poderosos. No periodo de declinio da dominação muçulmana, algumas épocas de agitação seguem-se a tempos de pacifica convivência entre moçárabes e os cristãos descendentes dos godos. Em Almourol vivia-se ao sabor de algaras mouriscas e de fossados dos cavaleiros cristãos que acompanhavam os cruzados nas lutas pela Reconquista. Reza a tradição que, no século X, a ilha tinha sido conquistada pelo temido Ibne Baqui, filho do lendário Xurumbaque. Este era um Mouro dotado de forças superiores. Feito prisioneiro pelos nórdicos da Normandia, logrou escapar-se-lhes. Conheceu palmo a palmo a região galega e, mais tarde, as terras taganas. Era já muito velho, quando decidiu marcar os seus dominios e instalar-se, em recônditos e inacessiveis lugares, entre serranias e rios profundos, numa região da antiga Lusitania, entre Coimbra e Santarém. A ilha de Al Mourol foi reforçada e dotada de uma zona de residência e de lazeres. Uma luxuosa alcaçaba, onde Ibne Baqui dividia o seu tempo entre aventuras guerreiras e os prazeres da música e da poesia. Al Mourol era um luger de paz e de recolhimento e uma atalaia vigilante. O poderoso muçulmano amava muito a sua mulher, a doce Fata, da tribo de Micnesa. Ambos se orgulhavam de sue filha Ari, uma jovem de rara beleza e invulgar talento. Os seus cânticos dulcificavam o coração dos guerreiros de Alá . A sua elegância e arte de bailarina eram afamados em todo Al Andaluz. De Beja, por uma madrugada de Maio, chegou uma luzida embaixada. Logo, Ibne Baqui mandou que todos os barqueiros e pescadores do rio se preparassem para acolher e transportar para Al Mourol o seu amado e velho irmão e toda a luzida comitiva que de tão longe viera visitá-lo. Ibne Xurami, senhor de imensa fortuna e invencível poderio militar, ouvira falar de Ari. Por ela, se decidira a vir negociar um casamento que haveria de reforçar ainda mais os descendentes do heróico Xurumbaque. A doce Ari veio a saber pelo zum-zum das belas mulheres do Pátio das Estrelas o que estava a acontecer. Uma nuvem negra parecia-lhe pairar sobre a sua juventude. Desde menina que ela amava Mem Roderico, moçárabe influente, mensageiro da paz em muitas questões e rivalidades entre mouros e cristãos. Também ele amava perdidamente a formosa Ari. Esperavam ocasião asada para convencerem os pais de ambos a permitirem o seu casamento. Depois de um longo serão de festejos, Ari esperou que o pai e a mãe se dirigissem para os seus aposentos e pediu-lhes para a ouvirem. Confiada no amor dos seus progenitores, Ari confessou-lhes o seu romance com Mem Roderico. E, rojando-se no lajedo, jurou-lhes que não suportaria nunca casar-se com o velho tio. Irado, Ibne Baqui mandou que metessem a filha na mais alta torre da fortaleza. E, para que não tentasse fugir, dizem as pessoas antigas, que "Piaram-a, isto é, ataram-na pelos pés como se fazia às cavalgaduras ruins de amansar. Ari peada, morria de saudade e paixão. Certo dia, por uma estreita fresta, entrou uma pomba branca que trazia presa a um laço no pé uma mensagem. Era a notícia de que o seu amado Mem Roderico tinha sido morto numa cilada pelos soldados de Ibne Baqui. Nesse mesmo instante a alma pura da infeliz Ari deixou o seu formoso corpo. Ari peada voou no corpo da pomba branca e foi poisar na campa de Roderico, lá em baixo, frente ao Tejo, no branco cemitério da povação que o povo passou a chamar de Aripeada, a branca e bela povação do Arripiado."&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Retirado de: &lt;a href="http://olharopassado.blogs.sapo.pt/24707.html"&gt;http://olharopassado.blogs.sapo.pt/24707.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7233107603171895829?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7233107603171895829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7233107603171895829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7233107603171895829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7233107603171895829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/10/lenda-do-arrepiado.html' title='A lenda do Arrepiado'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FNYol7V0bh4/TpvleA0ZriI/AAAAAAAABvc/ne6Q_EKMyos/s72-c/16112010435.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6199116185578732833</id><published>2011-09-17T04:43:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T04:16:10.053-07:00</updated><title type='text'>A FEIRA FRANCA DA VILA DA ATALAIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gFjglB6HEL0/TnSIPGUQPaI/AAAAAAAABvU/I_kq4jKWUsY/s1600/feira_medieval.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gFjglB6HEL0/TnSIPGUQPaI/AAAAAAAABvU/I_kq4jKWUsY/s320/feira_medieval.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653293225231793570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dissipa-se na escuridade dos tempos a altura em que se iniciou a feira da Atalaia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos, então, à sua procura!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos tempos dos primórdios da nacionalidade a agricultura era a principal actividade do reino e dela emanava uma força social significativa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;D. Dinis, denominado o “Rei Lavrador”, proferia que os homens que se dedicavam à agricultura eram os “&lt;i&gt;Nervos do Estado&lt;/i&gt;”. Ora, para colocarem os seus produtos à venda os agricultores afluíam às feiras e mercados em todo o território nacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sabemos, a mando de D. José I e de Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido por Marquês de Pombal, no ano de 1758, foram efectuados os interrogatórios ou inquéritos paroquiais a todas as vilas e aldeias de Portugal, documentos que actualmente se encontram no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa. À questão: “&lt;i&gt;19º. Se tem Feira, e em que dias, e quantos dura, e se é Franca, ou Captiva&lt;/i&gt;?”, respondeu o prior da Atalaia: “ &lt;i&gt;Há só uma feira nesta vila a vinte de Janeiro, três dias franca…&lt;/i&gt;”, esta é a primeira referência que encontrei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posteriormente, descobri outra referência descritiva sobre a feira e que dou ao conhecimento mais adiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1822 a vila da Atalaia detinha 626 fogos, 2196 habitantes, sendo 13 desses habitantes comerciantes. A população era estável “&lt;i&gt;nem se tem vindo estabelecer nesta gente de fora, nem dela tem emigrado seus habitantes para outras partes&lt;/i&gt;”. Muita da população dedicava-se à agricultura pois neste território havia bons terrenos, como em outros lugares do reino. A principal cultura era o milho, produção de 4370 alqueires, semeado nos nateiros e nas terras de boa qualidade do interior da vila com acesso fácil à água da ribeira, das fontes e das nascentes com peculiar realce para baldios do Vale das Éguas, Braçal, Vale do Junco, Vale da Sardinha e Vale das Sete Fontes. Depois o trigo, com lavra de 1490 alqueires, centeio com 300 alqueires, este último semeado nas terras altas. Abundam as oliveiras com produção de 3.000 alqueires de azeitona pelo que, nesta vila da Atalaia, existiam vários lagares de azeite. Havia um de especial relevo, o lagar da Ponte da Pedra, do Sr. Trigoso, célebre pelo seu engenho com a roda principal movida por água, com 3 galgas, 4 varas e com movimento rápido que permitia fazer uma moedura numa hora. Igualmente, havia muita gente que se empregava na navegação, 446 pessoas designadas por gentes do mar que se deslocavam na sua faina para a capital. Deste fluxo marítimo resultavam trocas e actos de comércio que davam força e pujança às gentes da Atalaia e, obviamente, à sua feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comércio está intimamente relacionado com a agricultura pela troca de produtos, bem como à indústria/manufacturação e a pecuária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também, a Atalaia era rica em louça, devido à abundância de greda na nossa região. Existiam 15 oleiros que comercializavam os seus produtos nas feiras circunvizinhas em concorrência com as das da Flor da Rosa e das Caldas da Rainha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Ponta da Pedra havia um engenho de serrar madeira e a população da Atalaia apresenta 37 carpinteiros de obras número significativo para a comarca de Tomar que permitia criar riqueza para a aquisição de produtos na feira. Todas estas actividades concorriam para que a feira fosse um grande acontecimento. Mas, vejamos o relato que descobri nas Memórias da Academia Real:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“ &lt;i&gt;A feira da Atalaia se faz pela mesma villa; o primeiro dia é a 20 de Janeiro de todos os anos, e continua também nos dias seguintes. É uma das melhores feiras destes contornos, e onde vão muitas lojas de mercadores, e capelistas. Entretanto um dos objectos de maior consideração desta feira é a grande quantidade de porcos, que ali entram, e donde se extraem assim para estas terras circunvizinhas, como também para a capital: os porcos, que ordinariamente ali entram são já gordos, e vindos dos montados do Alentejo directamente, ou de negociações feitas em a feira de Galveas, que costuma ser a 7 do dito mês. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Somente esta negociação faz a feira de grande monta, e entidade, e é de grandes vantagens não só para a vila, mas também para as povoações vizinhas, que anualmente costumam ir sortir-se à dita feira dos géneros, que ali concorrem, e especialmente dos porcos, e o que algum modo torna a feira estável&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por último, as feiras e mercados deste território, comarca de Tomar, mais concorridas eram as Punhete (Constância), Paio de Pelle ou Feira de Tancos, Atalaia e Santa Cita. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bibliografia: MEMORIAS DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA, TOMO VIII, PARTE I, 1823&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6199116185578732833?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6199116185578732833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6199116185578732833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6199116185578732833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6199116185578732833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/09/dissipam-se-na-escuridade-dos-tempos.html' title='A FEIRA FRANCA DA VILA DA ATALAIA'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gFjglB6HEL0/TnSIPGUQPaI/AAAAAAAABvU/I_kq4jKWUsY/s72-c/feira_medieval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-597592838092779455</id><published>2011-08-09T08:51:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T08:54:19.688-07:00</updated><title type='text'>A Cultura Avieira II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7lDbzJfquw8/TkFX09aTwqI/AAAAAAAABuU/lkcVhXjvxr8/s1600/ciganos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7lDbzJfquw8/TkFX09aTwqI/AAAAAAAABuU/lkcVhXjvxr8/s320/ciganos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638884775794295458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;Este é o segundo escrito neste blog sobre a Cultura Avieira. O primeiro é de 8.11.2010 e pode ser revisto em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/11/seculo-xix-os-pescadores-nos-oceanos.html"&gt;http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/11/seculo-xix-os-pescadores-nos-oceanos.html&lt;/a&gt;&lt;span&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;In MEMORIAS DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA, TOMO VIII, 1823, retiro que a maioria da população de Paio de Pelle, actual Praia do Ribatejo, desde tempos de antanho, se dedicava à pesca: “ &lt;i&gt;Quase todos já de antiquíssimos tempos se tem empregado no serviço da pesca do que tiram muito maiores vantagens, do que na cultura de terras …&lt;/i&gt;” uma vez que os terrenos circundantes, pelo relevo e declive acentuado das propriedades rústicas eram “&lt;i&gt;bastantemente áridas&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;e estéreis, e em que somente muitos braços, muitos gados, e muitos estrumes poderão concorrer para que elas dêem algum interesse ao lavrador&lt;/i&gt;”. &lt;/span&gt;O locais de pesca dos nossos antepassados, tal como na actualidade “ &lt;i&gt;é às vezes no rio Z&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;êzere, e muito principalmente no Tejo …” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;Parte da população de Paio de Pelle emigrava para jusante do rio “&lt;i&gt;onde chega a maré&lt;/i&gt;”. A sua actividade é exercida entre Vila Franca de Xira e Salvaterra de Magos e “ &lt;i&gt;pescam sáveis desde o Natal até ao Santo Antonio, e mugens desde este tempo até ao S. Martinho. A imensa quantidade de varinas, e de chinchas &lt;/i&gt;(pequenas redes de arrastar)&lt;i&gt;, e de outras redes desta ordem, chamadas de arrastar, que desde o Alqueidão até &lt;span style="background:white; mso-shading-themecolor:background1"&gt;a&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="gstxthlt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-theme-font:major-fareast; background:white;mso-shading-themecolor:background1"&gt;Barquinha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:12.0pt;background:white;mso-shading-themecolor:background1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:12.0pt; background:white;mso-shading-themecolor:background1"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;e empregam na pesca dos sáveis no seu tempo competente, produz muitas vezes a escassez deste peixe no pego de Tancos, e é esta uma das causas da emigração destes homens se bem que outros há, que se empregam na pescaria dos sáveis no lugar da Praia, com as tais chinchas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;,&lt;i&gt; e como por tal emigração não terão suficientes braços, costumam anualmente vir de Ovar, e de suas imediações de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;80&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;a&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="gtxtbody1"&gt;100 homens, que somente aqui permanecem aquele tempo necessário, e mesmo porque esta gente é mais apta, e está mais acostumada a tal serviço&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="gtxtbody1"&gt;.”&lt;/span&gt; Abalando das suas terras de origem, no texto de Ovar, onde o Inverno é rigoroso e ao mar agitado o que, certamente, os inibia de exercer a sua actividade procuraram no Tejo, rio sem risco acrescido e pouco agitado, o seu sustento durante o tempo em que o mar está alterado.&lt;/span&gt; &lt;span&gt;Terminado o Inverno regressavam às suas terras de origem para de dedicarem à pescar no mar e à faina da sardinha. Vemos que há, assim, uma migração sazonal de pescadores não são só da Praia da Vieira, como atrás se escreveu, mas igualmente de Ovar. No ano de 1823 eram, do dizer do escritor, de 80 a 100 homens pescadores. Muitos destes não regressam à sua terra natal, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;ficam a habitar na Borda-d’água do Tejo vindo a ser designados Avieiros ou Ciganos do Tejo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-597592838092779455?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/597592838092779455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=597592838092779455&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/597592838092779455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/597592838092779455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/08/cultura-avieira-ii.html' title='A Cultura Avieira II'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7lDbzJfquw8/TkFX09aTwqI/AAAAAAAABuU/lkcVhXjvxr8/s72-c/ciganos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1853136859058863557</id><published>2011-07-31T14:05:00.001-07:00</published><updated>2011-07-31T14:10:07.336-07:00</updated><title type='text'>ATALAIA, In MEMORIAS DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA, TOMO VIII, 1823</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QMBXHEt5FGc/TjXEdy0s8lI/AAAAAAAABuM/Pto8_zdtmZw/s1600/ATALAIA.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QMBXHEt5FGc/TjXEdy0s8lI/AAAAAAAABuM/Pto8_zdtmZw/s320/ATALAIA.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635626524862116434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="gtxtbody" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify"&gt;“41. Os mapas n.º 3&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;e 4&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;mostrão a população da villa da Atalaia , e no termo, que simplesmente contém huma freguezia, e de todas deste território a mais populosa. Vê-se pois que o numero dos fogos he de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;627&lt;/span&gt;, e o total dos habitantes de 2196, estando estes para aquelles na proporção de 3,5 &amp;amp;c. que realmente não indica fertilidade de população. Tem esta freguezia lugares muito populosos, como são a&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="gstxthlt"&gt;Barquinha&lt;/span&gt;, Mouta, &amp;amp;c.&lt;/p&gt;  &lt;p class="gtxtbody" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;42. Os mesmos mappas a respeito desta villa e termo (como de todas as mais) especificão tudo quanto no plano se exige: aqui acontece o mesmo do que nas outras, a respeito da grande desproporção das viúvas a respeito dos viúvos, que he sempre em menor numero, e as causas que isto aqui tem originado, não são differentes: ha aqui huma grande &lt;span class="gstxthlt"&gt;quantidade&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;de gente do mar, e quasi todos são da&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="gstxthlt"&gt;Barquinha,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;e alguns da Mouta; ha também muita gente occupada no serviço do campo; tanto em huma, como em outra occupação os homens se expõem ás differentes alternativas das estações, e adquirem por isso grande numero de enfermidades, além de serem ambos os serviços forçados, e violentos; estas mesmas causas são as que concorrem para a falta de povoação, nem ha nesta freguezia outras algumas, de donde se possa colligir o terem produzido o mencionado effeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="gtxtbody" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;43. A classe mais numerosa he a empregada na navegação para a capital, e quasi toda dos lugares acima referidos, pois que o commercio he o seu principal trafico: os cultivadores não guardão a proporção, e o calculo, de que em em 20 pares de habitantes sejão&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;16&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;destinados para a cultura (da terra); entretanto segundo o presente estado de pequena cultura do paiz , e porque mesmo huma grande porção delle he máo terreno, elles são sufficientes; a respeito porém da colheita da azeitona verifica-se o mesmo, dito nos antecedentes Artigos, pois sufficientes braços não ha. Nem se tem vindo estabelecer nesta freguezia gente de fóra, nem dela tem emigrado seus habitantes para outras partes. Aqui ha ordinários meios de subsistência ou no serviço do mar, ou do campo , alem dos differentes officios; se bem que os actuaes jornaes são diminutos, porém isto tem huma causa mais geral na decadência do commercio intrínseco, e agricultura em toda a nação. Ha huma roda de expostos na Atalaia, entretanto a seu respeito nada tenho que accrescentar ao já dito. Eis aqui o que julgo conveniente dizer a respeito da povoação deste território.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="gtxtbody" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;tab-stops:357.75pt"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;A maior parte da actividade agrícola e pecuária tinha como referência o rio Tejo. Daí que não surpreenda os números de gentes do mar, pescadores e singeleiros na nossa terra. Uma breve referência para estes últimos, os singeleiros, quem são estes homens e qual o seu ofício? O transporte de mercadorias era feito, essencialmente, pelo rio Tejo e por terra mas para transportar os produtos entre os lugares do termo da Vila da Atalaia e a via fluvial tal tarefa estava entregue a estes homens que no mapa são 11.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="gtxtbody" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1853136859058863557?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1853136859058863557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1853136859058863557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1853136859058863557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1853136859058863557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/07/atalaia-in-memorias-d-academia-real-das.html' title='ATALAIA, In MEMORIAS DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA, TOMO VIII, 1823'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QMBXHEt5FGc/TjXEdy0s8lI/AAAAAAAABuM/Pto8_zdtmZw/s72-c/ATALAIA.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-631694293246979922</id><published>2011-05-31T09:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T10:26:02.930-07:00</updated><title type='text'>O TELÉGRAFO DA ATALAIA - VILA NOVA DA BARQUINHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T2bz7bevJ2o/TeUivfvD22I/AAAAAAAABtk/-GxWELVY8CQ/s1600/atalaia.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 166px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-T2bz7bevJ2o/TeUivfvD22I/AAAAAAAABtk/-GxWELVY8CQ/s320/atalaia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612930709955271522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Ignora-se a sua história, sendo que de crer que tivesse sido ocupada por Alanos, Visigodos e Muçulmanos, e sabendo-se ao certo que em 1129 estava já em poder dos Portugueses. Tornando anos depois a cair em poder dos Mouros, foi reconquistada em 1147, por D. Afonso Henriques, que mandou reedificar o castelo medieval. Reconquistado de novo pelos Mouros estes teriam arrasado e abandonado a fortaleza, que ficou completamente despovoada, até que D. Afonso II mandou reedificar o castelo e lhe concedeu foral em 1212, com muitos privilégios para os moradores a fim de mais facilmente ser povoada. Parece que, sendo de novo destruída pelos Mouros, D. Dinis a mandou repovoar e reedificar a fortaleza, construindo-lhe a torre de menagem, e dando novo foral à povoação em 1315. Hoje está totalmente destruída e o monte coberto de mato e arvoredo, mal se pressentindo que ali tivera um forte castelo medieval&lt;/i&gt;.” (1)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É na encosta, ponto mais alto da Vila da Atalaia, ocupada desde tempos de antanho, que os actuais registos matriciais denominam sítio da encosta do telégrafo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a sua origem? Investiguemos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Junho de 1810 dá-se a terceira invasão Francesa. A nação era o epicentro do choque de interesses das duas potências, a Inglaterra e a França. O invasor empregava o Telégrafo de Chappe e o aliado inglês empregava o Telégrafo de Balões ou Telégrafo de Bolas, usado entre as fortificações das Linhas de Torres e os seus flancos laterais. O português Francisco António Ciera, Director dos Telégrafos, inspirado nos sistemas que viu e/ou estudou, inventou o Telégrafo Óptico Português, de menor alcance mas mais económico, mais eficaz e que dava maior celeridade às comunicações. Começavam as primeiras “obras telegráficas” na nossa região. O marechal de campo José Lopes de Sousa, a partir de Abrantes, comunica a D. Miguel de Forjaz, Secretário de Estado da Guerra, o seguinte: “&lt;i&gt;Tenho a honra de informar V. Exª., que se tem trabalhado na obra do Telegrafo (de Abrantes), e que posto senão ache completa toda a obra pelo que respeita a barraca e sua escada; o Telegrafo já poderia trabalhar; a corresponder-se com o da Barquinha cazo que aquelle de achasse pronto, mas não se avista ainda no lugar em que se pode collocar […] Abrantes 23 de Junho de 1810&lt;/i&gt;”. No dia seguinte, a 24 de Junho de 1810, o mesmo marechal de campo informa: “&lt;i&gt;Hontem participei a V. Exª que não se avistava ainda daqui o trabalhar-se na colocação do Telegrafo no lugar da Barquinha, mas na mesma tarde já se divizava este trabalho, e o que hoje mais se verifica. Deos Guarde V. Exª. Abrantes 24 de Junho de 1810&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, temos por certa a data da construção do telégrafo da Atalaia, o dia 24 de Junho de 1810 (2). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num contexto bélico o telégrafo, como um sistema de comunicação rápido à distância, era um elemento fundamental para a estratégia e para as operações de guerra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No boletim do telégrafo central de Lisboa do dia 13 de Abril de 1812 (3), consta que pelas 9 horas e ½ da manhã, é comunicado do posto da Atalaya: “ &lt;i&gt;Hontem de tarde chegaram aqui 2 Companhias de Brigada da Cavalaria Inglesa&lt;/i&gt;”. No mesmo boletim há uma mensagem enviada às 6 horas da tarde, agora do telégrafo de Abrantes: “&lt;i&gt;Participar a Marechal Beresford, q. no dia 11 do corrente vierão huns 5000 homens de Cavallaria Inimiga a Alpedrinha, Sobreira Formosa, Fundão saquear[…] Governador”.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelos conteúdos das mensagens podemos perceber a importância do posto da Atalaia na Guerra Peninsular, essencialmente o seu interesse estratégico. Por aqui passavam todas as informações da Nação resultantes da ligação à linha telegráfica das Beiras: Lisboa, Atalaia, Abrantes, C.Branco, Elvas, e da ligação à linha telegráfica: Lisboa, Atalaia, Tomar, Ceiras, Zambujal, Vendas D.Maria, S.Sens, Almalaguer e Coimbra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O telégrafo da Atalaia ainda estava a funcionar em 1832 e era parte da rede: Castelo de S. Jorge, Penha França, Monte Serves, Monte Gordo, Boavista, Santarém, Alviela, Golegã, Atalaya, Tomar, Ceiros, Alvaiázere, Monte Ver, Volta Monte, Coimbra, Agrello, Buçaco, Boialvo, Montedo, Vila Nova  Juzos, A. Branco, S.º Estêvão, Morado, S.º Ovídeo e Porto (4).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sequência das Guerras Liberais verifica-se a destruição do telégrafo da Atalaia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal tarefa coube à guerrilha constitucional, comandada pelo coronel do exército espanhol, D. Manuel Martini: “&lt;i&gt;No dia 24 de Junho de 1833, dei o grito da Liberdade, acclamei o Governo Legitimo, fiz nomear outras Authoridades, soltei os prezos políticos, desarmei a Guerrilha do Corregedor, e hum forte Destacamento de Realistas de Abrantes, amparei-me de 400 armas; e de tarde … marchei para a Barquinha; ao passar destrui o Thelegrafo da Atalaia; na madrugada de 26 aprizionei hum barco que de Lisboa hia para Abrantes com 500 fardamentos completos, armamento, correame, 5 cornetas, e 20 praças da sua escolta&lt;/i&gt;.” (5).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Telégrafo da Atalaia foi construído em 24 de Junho de 1810 e destruído em 24 de Junho de 1833, precisamente 23 anos depois! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda hoje os registos matriciais o mantêm vivo e a mim coube-me o dever de reescrever a sua história. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) Almeida, João (General), Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Vol II, Edição do Autor, 1946. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(2) Telégrafo da Barquinha concluído – Arquivo Histórico Militar (AHM)-DIV-1-14-269-50. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(3) Boletim do Telégrafo Central com referências às comunicações do Telégrafo de Abrantes – AHM-DIV-1-14-180-25. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(4) AHM/DIV 3-32-5-24. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(5) Ventura, António: As guerras liberais em Portalegre: Junho-Julho de 1833, Portalegre, Assembleia Distrital, 1982.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AGRADECIMENTO, ao meu preclaro amigo José Manuel d'Oliveira Vieira, colaborador do Jornal de Alferrarede, que me cedeu muita da informação para a história do telégrafo da Atalaia. O meu eterno BEM-HAJA.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-631694293246979922?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/631694293246979922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=631694293246979922&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/631694293246979922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/631694293246979922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/05/o-telegrafo-da-atalaia-barquinha.html' title='O TELÉGRAFO DA ATALAIA - VILA NOVA DA BARQUINHA'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-T2bz7bevJ2o/TeUivfvD22I/AAAAAAAABtk/-GxWELVY8CQ/s72-c/atalaia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8864771327408771419</id><published>2011-05-18T03:56:00.000-07:00</published><updated>2011-05-18T03:59:49.502-07:00</updated><title type='text'>Troféu Disciplina para a União Desportiva Atalaiense</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WghJEvrlSSM/TdOmlqy8mnI/AAAAAAAABs0/RQGk4cnI1hU/s1600/Trof%25C3%25A9uGCS_Disciplina1_15-05-2011.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-WghJEvrlSSM/TdOmlqy8mnI/AAAAAAAABs0/RQGk4cnI1hU/s320/Trof%25C3%25A9uGCS_Disciplina1_15-05-2011.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608009127079746162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi entregue no dia 15 de Maio de 2011, o equipamento desportivo às equipas do Atalaiense (Divisão Secundária) e do Ouriquense (Divisão Principal) de futebol, no âmbito do Troféu Disciplina referente à época 2009/2010, instituído pelo Governo Civil de Santarém, em colaboração com a Associação de Futebol de Santarém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Adjunto da Governadora Civil Nuno Antão e o Presidente da Associação de Futebol de Santarém, Rui Manhoso, fizeram a entrega no Estádio Municipal de Rio Maior, no intervalo da final da Taça do Ribatejo, cujo resultado final foi de 5 – 4 CD Torres Novas SL Cartaxo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recorde-se que a atribuição do troféu e do equipamento são relativos ao bom desempenho disciplinar e fair play na época 2009/10, no futebol e futsal em masculinos e femininos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cerimónia para a entrega do troféu, neste caso a todos, realizou-se no dia 9 de Fevereiro de 2011, durante o intervalo do jogo de futebol sub 21, entre as selecções nacionais de Portugal e da Suécia no Estádio Municipal do Cartaxo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpre-se um dos desígnios referidos pela Governadora Civil durante a atribuição “reforçar a importância e a visibilidade deste troféu, onde contrariamente ao mérito competitivo, que é obtido pelo maior número de pontos na classificação, nesta vertente destacam-se as equipas com menos pontos, a quem equivale a atribuição de menos sanções disciplinares e maior desportivismo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O regulamento prevê a entrega de troféu a todos, e equipamento desportivo aos clubes de futebol, no entanto com o desenvolvimento da modalidade de futsal será revisto o regulamento de atribuição, e se esta iniciativa continuar, poderá contemplar no futuro também estes praticantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Divisão Principal: Estrela Futebol Club Ouriquense (Cartaxo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Divisão Secundária: União Desportiva Atalaiense (Vila Nova Barquinha)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seniores Futsal Masculino: Juventude Ouriense (Ourém)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I Divisão Seniores Futsal Feminino: Casa do Povo das Mouriscas (Abrantes)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;II Divisão Seniores Futsal Feminino: Sport Club de Ferreira do Zêzere&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8864771327408771419?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8864771327408771419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8864771327408771419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8864771327408771419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8864771327408771419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/05/trofeu-disciplina-para-uniao-desportiva.html' title='Troféu Disciplina para a União Desportiva Atalaiense'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WghJEvrlSSM/TdOmlqy8mnI/AAAAAAAABs0/RQGk4cnI1hU/s72-c/Trof%25C3%25A9uGCS_Disciplina1_15-05-2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1708256428228945132</id><published>2011-05-07T08:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T08:40:07.434-07:00</updated><title type='text'>Vila Nova da Barquinha na génese dos Descobrimentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WnSuidEyLco/TcVnZ07mhXI/AAAAAAAABr8/3BHtmvTp3o8/s1600/gon%25C3%25A7alo%2Bvelho.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 236px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603999004735473010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WnSuidEyLco/TcVnZ07mhXI/AAAAAAAABr8/3BHtmvTp3o8/s320/gon%25C3%25A7alo%2Bvelho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Foram os descobrimentos portugueses feitos ao acaso? Bem pelo contrário, tiveram por alicerce muito estudo e meditação da parte do Infante D. Henrique e dos seus colaboradores.&lt;br /&gt;Esta grandiosa epopeia não só tem como pontos de partida Sagres, Lagos ou o Restelo, mas tem, também, a sua génese no actual território de Vila Nova da Barquinha. Os factos abaixo demonstram que o nosso concelho está ligado à origem dos descobrimentos e nela existiram figuras intervenientes e decisivas no processo de expansão.&lt;br /&gt;Um relatório redigido em Lisboa, datado de 23 de Abril de 1415, do espião castelhano Ruy Dias de Veja para o rei D. Fernando I de Aragão, dava-lhe a notícia dos preparativos da Armada que então se constituía em Portugal e nas margens do rio Zêzere (Sesar). Dizia então o relatório: «EI Prior et los maestres mandan fazer senhas galeotas de sesenta rremos cada una, saluo el maestre de Santyago. Et fazenlas en el rryo de Sesar [Zêzere] que es cerça de Punete, et entra en Tajo aquel rrio a syete leguas de Santareno Et ellos estan todos en sus tierras, adereçando pela la partyda, que na todos de partyr con el rrey.» (1)&lt;br /&gt;Questionei-me, porque eram construídas as galeotas no nosso concelho mais precisamente nas&lt;br /&gt;margens do rio Zêzere (entre as Limeiras e o Cafuz), local onde, ainda hoje, é possível visualizar a existência de um antigo porto. Dir-me-ão, certamente por segredo, alma de qualquer projecto humano tendo em vista afastar qualquer putativa antecipação de concorrentes, e que à data eram muitos. Logo, nada melhor que a construção das galeotas se fizesse num local de problemático acesso, longe das cidades e dos olhos curiosos das gentes. Seria? Certamente … mas não só. Há um facto que não posso olvidar, uma criatura de nome Frei Gonçalo Velho.&lt;br /&gt;A primeira expedição portuguesa que se pôde chamar de descobrimento, foi a que enviou o infante D. Henrique, em 1416, à Terra Alta: “Depois de empreender diversas viagens, ao longo da Costa de África, a sua caravela rumava ao Ocidente. Gonçalo Velho, familiarizado com a ciência náutica delineou o itinerário da primeira navegação cientifica – sem terra à vista e em pleno mar largo – da qual resultou o estudo das correntes marítimas, a descoberta da Terra-Alta e mais tarde Santa Maria” (2)&lt;br /&gt;Dúvidas não restam que na epopeia dos descobrimentos foi relevante o papel desempenhado pelo então comendador do Castelo de Almourol, título que detinha desde o ano de 1426.&lt;br /&gt;Como sabemos existia uma ligação muito “íntima” da Ordem de Cristo, proprietária da Quinta da Cardiga ao projecto Descobrimentos. Frei Gonçalo, segundo os historiadores, era um homem audaz e desprezava a superstição de terror que, à data, se abatia sobre os oceanos. Naqueles tempos as lendas iam desde a imobilidade dos mares, das quilhas que se prendiam até à infestação de mostrengos de toda a espécie, que nas palavras de Fernando Pessoa foram convertidos em "tectos negros do fim do mundo". Mas, o comendador de Almourol era um homem com poder, valente e corajoso e rumou sempre mais adiante. Conta-se que " . . . no ano do Senhor, de 1431, reinando em Portugal Ey-rei D. João de Boa Memória, decima em numero e primeiro de nome, tendo o dito Infante, (D. Henrique) em sua casa um nobre fidalgo e esforçado cavalheiro chamado Frei Gonçalo Velho das Pias, comendador do Castelo de Almourol, que está sobre o Rio Tejo, arriba da vila de Tancos, de quem por sua virtude grande esforço e prudência tinha muita confiança, o mandou descobrir as ilhas dos Açores, a Ilha de Santa Maria, ou também, porventura a de S. Miguel: o qual, aparelhando um navio com as coisas necessárias para sua viagem, partiu no dito ano da vila de Sagres e navegando com prospero vento para o Ocidente, depois de passados alguns dias de navegação, teve vista de uns penedos que estão sobre o mar, e se vêm de Maria, e de uns marrulhos que fazem outros que estão ali perto, debaixo do mar, chamados agora todos – Formigas – nome imposto por ele … e se tornou ao Algarve... no ano seguinte 1432 tornou o infante . . . a mandar o mesmo frei Gonçalo Velho a descobrir o que dantes não achara, dando-lhe por regimento, que passasse além das Formigas … O qual Gonçalo Velho tornando a fazer esta viagem… houve vista de Ilha em dia de Ascensão da Nossa Senhora, 15 de Agosto de… 1432, que é o ano em que se achou a Ilha de Santa Maria… " (3)&lt;br /&gt;Toda a Nação colaborou no nosso maior empreendimento, os Descobrimentos Portugueses, mas estes só foram possíveis graças às pessoas, aos meios e às técnicas de navegação. As primeiras&lt;br /&gt;viagens foram feitas em barcas e só mais tarde, já com navios mais robustos e capazes de navegar com ventos contrários, as caravelas. Mas se há alguém proeminente, é certamente Gonçalo Velho, comendador do Castelo de Almourol e da Quinta da Cardiga, corajoso cavaleiro da Ordem de Cristo, ousado mareante da Escola de Sagres e egrégio companheiro do Infante Dom Henrique que, presumivelmente, construiu as galeotas na sua Comenda junto do Rio Zêzere perto do lugar de Frade (actual Limeiras) e de Fernando Eanes (actual Outeiro) e daqui levou as nossas gentes para esta colossal epopeia, a expansão ultramarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Monumenta Henricina, II, Coimbra, 1960, doc 57, p. 132-135&lt;br /&gt;(2) Guia de Portugal Artístico, Açores, Robélia Sousa Lobo Ramalho, 13.º Volume, 1946&lt;br /&gt;(3) Gaspar Frutuoso, Saudades da terra, L.III, Santa Maria, ed. 1922 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1708256428228945132?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1708256428228945132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1708256428228945132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1708256428228945132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1708256428228945132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/05/vila-nova-da-barquinha-na-genese-dos.html' title='Vila Nova da Barquinha na génese dos Descobrimentos'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WnSuidEyLco/TcVnZ07mhXI/AAAAAAAABr8/3BHtmvTp3o8/s72-c/gon%25C3%25A7alo%2Bvelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-994229351373372677</id><published>2011-03-03T16:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T16:07:22.978-08:00</updated><title type='text'>BARQUINHA, PRODUTO DO TEJO OU FRUTO DE RURALIDADE?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-x9KleF4-qxY/TXAs5KbPjAI/AAAAAAAABrU/vBPipvkNGoo/s1600/barquinha.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-x9KleF4-qxY/TXAs5KbPjAI/AAAAAAAABrU/vBPipvkNGoo/s320/barquinha.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580009298874829826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;"&lt;i&gt;E talvez por este nome – Barquinha – provenha do facto de qualquer modesta barca de passagem haver chamado concorrência àquele ancoradouro: com a concorrência viria o comércio, e com o comércio a população. O que não parece dúvida é que o esboço do lugar foi um improviso; um produto espontâneo da sua navegação, que lhe deu origem e estímulo&lt;/i&gt;”&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Alberto Pimentel, &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;Estremadura Portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;, 1908 (&lt;b&gt;1&lt;/b&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;Questiona-se, terá a origem da povoação sido um produto do Tejo? Ou a sua origem é fruto da ruralidade de muitos casais que pululavam na zona e que pagavam foro à Ordem de Cristo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Debate controverso que os factos se encarregarão de dirimir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Uma coisa poderá ser certa, se é um produto do Tejo a origem da Barquinha remonta a data subsequente a 1544 uma vez que o porto da Barca só poderia ter surgido depois da mudança do curso do rio Tejo uma vez que naquela data corria a cerca de 2Km a sul da localização do leito actual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Vejamos como defender tal tese e o que nos conta a prova documental. Antes de mais uma advertência, ensina o Prof. José Hermano Saraiva “ &lt;i&gt;ver nos instrumentos … e acreditar que são as palavras que devem servir os factos, não os factos que se hão-se sacrificar à emoção das palavras.&lt;/i&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Nos anos de 1543 e &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;&lt;span&gt;1544&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; aconteceu no nosso território, entre o Arripiado e a Golegã, uma gigantesca obra de engenharia, o desvio do curso do rio Tejo por mão humana. Facto impressionante à data pelo número de pessoas envolvidas em tal árdua empreitada. A obra foi ordenada pelo infante D. Luís e foi feita ao longo de cerca de 10 km, a sul da Barquinha. Na figura podemos ver o mapa de reconstituição pelo Prof. João Alves Dias (&lt;b&gt;2&lt;/b&gt;). Na Idade Média o rio Tejo, depois de passar Tancos, desviava-se para a Carregueira e seguia até perto da actual ponte da Chamusca. Aconteceu que por ordem do príncipe inicia-se a sua mudança artificial com inicio na Lagoa Fedorenta situada a este da actual Barquinha. Assim, 20.000 a 30.000 trabalhadores iniciam o desvio do curso do Tejo em mais de 1 km no sentido norte, aproximando-o da nossa Vila e da Quinta da Cardiga, ao longo de 10 km de extensão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Tais obras provocaram alterações significativas no leito do rio. As suas margens eram um ponto de abastecimento e escoamento de diversos produtos, como cereais, peixe, vinho, cerâmica, produtos hortícolas, azeite, madeira, etc. De 1544 e 1694 surgiriam a jusante da Lagoa Fedorenta novos portos em consequência da alteração do curso do rio. A zona é rica em agricultura e os residentes necessitam de entregar os seus produtos no porto do rio para serem enviados para a capital do reino. A Barquinha é, na margem direita, um local onde a campina começa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Na Revista da Faculdade de Letras, sob o título “Viajar em Portugal nos séculos XV e XVI”, num artigo de José Marques retiro “ &lt;i&gt;em relação ao rio Tejo, sabemos que era atravessado também pelas barcas de Almada, Salvaterra (de Magos), Muge, Constância, Santarém, Arraiolos, Azinhaga e outras, a que nem sequer poderemos fazer menção. Conhecemos um elevado número de barcas de passagem, através da documentação que, pelos mais variados motivos ficou registada nas chancelarias régias. Outras haveria de que não ficaram quaisquer registos. A travessia dos rios fazia-se em barcas, instituídas preferentemente para a passagem de pessoas, animais e bens móveis, em localidades definidas não só por razões de segurança como ideias para a recolha de produtos”. &lt;/i&gt;&lt;span&gt;A folhas 169 desta revista surge um mapa onde consta a Barquinha com sendo dententora de barca de passagem no Séc. XVI mas esta indicação, infelizmente, não vem sustentada em prova documental. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Que poderia ter existido um porto na Barquinha atesta-o o facto histórico ocorrido em 30/07/1636, a condenação de Pedro Fernandes, com a alcunha "&lt;i&gt;o pisco&lt;/i&gt;", cristão-velho, pescador, de 26 anos, acusado de judaísmo, morador em Barquinha, termo de Atalaia (&lt;b&gt;3&lt;/b&gt;). Ou seja, 92 anos depois do desvio do rio (1544-1636) há novo indício que a Barquinha poderá ser um produto do Tejo uma vez que há uma povoação com esse nome e das suas gentes faz parte um pescador que mora em tal localidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Em 1694 reinava o rei D. Pedro II "O Pacífico”, quando as águas do Tejo, entravam nas terras da Quinta conforme consta em alvará (4)&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;“ … &lt;i&gt;foram o tempo as correntes das águas mudando o primeiro curso, e entrando pelas terra da Quinta da Cardiga, de tal sorte que até ao presente lhe tinha levado mais de &lt;span&gt;sessenta móis &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;(5)&lt;i&gt; de terra de semeadura e já ia indireitando com casas, em que se temia grande ruína; e não lhe acudindo com reparo, na forma que fosse possível, entrariam as águas pelas terras circunvizinhas, levando as do campo da Golegã, com notável prejuízo , não só da dita Quinta, mas do bem público comum &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;”. Perante a gravidade dos factos convocaram-se os técnicos nesta matéria, à data designados por “&lt;i&gt;homens práticos e inteligentes&lt;/i&gt;”, do termo de Coimbra, para resolveram a situação. A solução técnica passou pela plantação de estacadas de tachões de salgueiro e outras árvores. Todavia, os barqueiros e mareantes das Vilas de Tancos, Alcochete e Abrantes, porque a colocação de estacas e tachões lhe prejudicavam a navegação no rio, cortaram-nas e arrancaram-nas com o argumento que sem estas era mais fácil levar os seus barcos à sirga (corda que serve para rebocar embarcações) e assim podiam melhorar as suas viagens no rio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Perante a erosão contínua e já danos consideráveis na Quinta da Cardiga era necessário agir de imediato. Assim, não resta outra solução à Coroa do que fazer valer o seu &lt;i&gt;Ius Imperium &lt;/i&gt;e com autoridade faz publicar um alvará, com data de 6 de Agosto de 1694, para que se tomem providências para evitar os danos causados pelos pescadores e mareantes. Para além da aplicação de coima, no valor de 2,000 réis, era imposta, também, uma pena de prisão por 20 dias. Em caso de reincidência aplicar-se-ia o dobro da pena, fundamento bastante, para compelir os pescadores dos propósitos dos seus actos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;Também, dúvidas não restam que passados 214 anos (1544-1758) após o desvio do rio Tejo a Barquinha tem já um grande porto. As palavras estão incertas nas Inquirições Paroquias de 1758 da Vila da Atalaia: “H&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;á mais quatro Ermidas dispersas pelos povos donde se administra o Sacro Viático aos enfermos, uma de S. João no lugar da Baginhas (Entroncamento), outra de Nossa Sr.ª dos Remédios no lugar da Moita, outra de St.° António no lugar da Barquinha, e outra de Nossa Sr.ª do Recamadouro (N.ª Sr.ª do Rocamador) entre o lugar da Mouta e Barquinha. Nesta freguesia &lt;b&gt;se achão os Lugares da Barquinha, que é um grande porto de comércio por ficar junto ao Rio Tejo&lt;/b&gt;, o Lugar da Moita, Baginhas, Pedregoso, Tojeira e Laveiros, e contarão em si todos com a vila seiscentos, e dois fogos, e mil nove centos, noventa, e sete pessoas de confissão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;Muita da nossa história local ainda está por fazer mas se hoje estamos mais ricos muito devemos ao empenho, dedicação e investigação do Sr. António Roldão, barquinhense a quem dedico o presente artigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;(1) &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;PIMENTEL, Alberto - Portugal pitoresco e ilustrado, a Estremadura Portuguesa, Lisboa, Liv. Guimarães, 1908. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;(2) Mapa da autoria do Prof. José Alves Dias, "Uma grande obra de engenharia em meados do Século XVI: A mudança do Curso do rio Tejo”, Estampa, Lisboa, 1984.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "  &gt;(3) Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 359, cópia microfilmada. Portugal, Torre do Tombo, mf. 1811- A. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="color: rgb(34, 34, 34); "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;(4) Alvará, de 6 de Agosto de 1694. Fonte: Universidade Nova de Lisboa, Ius Lusitaniae - Fontes Históricas do Direito Português. O alvará tinha a vigência temporal de um ano, caso vigorasse ad-eternum, dizia-se alvará com força de Lei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;(5) Moio – antiga unidade de medida equivalente a 60 alqueires&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-994229351373372677?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/994229351373372677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=994229351373372677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/994229351373372677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/994229351373372677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/03/barquinha-produto-do-tejo-ou-fruto-de_03.html' title='BARQUINHA, PRODUTO DO TEJO OU FRUTO DE RURALIDADE?'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-x9KleF4-qxY/TXAs5KbPjAI/AAAAAAAABrU/vBPipvkNGoo/s72-c/barquinha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1171022006094042924</id><published>2011-02-04T09:02:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T09:20:23.439-08:00</updated><title type='text'>APTCNEWS – REVISTA DIGITAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TUw1KRKUdFI/AAAAAAAABq0/BiVUxFF6orw/s1600/revista.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 273px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TUw1KRKUdFI/AAAAAAAABq0/BiVUxFF6orw/s320/revista.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569885289672111186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;ENTREVISTA NA ÍNTEGRA À APTCNEWS – REVISTA DIGITAL - n.º 2, Janeiro de 2011&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Fernando Manuel dos Santos Freire, de 50 anos, natural de Oleiros - Castelo Branco, Licenciado em Direito e Pós-Graduado em Estudos Europeus pela Faculdade de Direito de Lisboa, exerce actualmente as funções de Vereador da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, possuindo inúmeras funções institucionais, nomeadamente as de animação e gestão de projectos culturais, defesa e valorização do património, manutenção e modernização de equipamentos educativos, culturais e desportivos, entre outras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Quais a estratégias políticas no âmbito do Turismo e da Cultura delineadas para o Concelho de Vila Nova da Barquinha (VNB)?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;FF - É essencial para Vila Nova da Barquinha, e para os seus dirigentes, perceber que a valorização do património é um recurso económico que deve ser aproveitado. Neste contexto posso dizer que, decididamente, é uma das apostas do Município, para este mandato, colocar Vila Nova da Barquinha como concelho ligado arte e ao turismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;À arte com a criação de uma galeria permanente de exposições regulares, com a construção de uma residência para artistas, com a dinamização do atelier de desenho e pintura, com a criação de workshops de fotografia e marionetes. Na escultura com a criação de um parque de esculturas ao ar livre com obras de prestigiados escultores portugueses (assinaturas de contratos a decorrer). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No turismo com a criação de um parque de auto caravanas (a inaugurar em Abril) e de um posto de turismo (a inaugurar em 2011). Outrossim, já foram adjudicados os “percursos ribeirinhos” que ligam o Barquinha Parque ao Castelo de Almourol, passando por Tancos, o que permite desenvolver passeios pedestres junto do rio e actividades de lazer. Há a recente aposta no turismo militar que, no que ao nosso território diz respeito, poder-se-á iniciar com a abertura das unidades ao público para revisitação de locais onde se prestou o serviço militar, dos seus museus “privativos, com o encontro de ex-combatentes e com actividades de competição e de lazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A estratégia passa por saber cativar os visitantes do Castelo de Almourol a entrar pela porta de outra “praça-forte”, Vila de Nova da Barquinha, ou seja, o Museu de Esculturas ao ar livre que ficará concluído no decorrer do ano de 2011, ligado por via pedonal ao castelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Entendemos que a cultura e o turismo têm um valor económico significativo, são um privilegiado campo de actuação, potenciadores de inovação e desenvolvimento pelo que não podemos, nem devemos ser negligentes, mas sim ambiciosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;O Castelo de Almourol é uma das atracções turísticas de Portugal. Que mais pode o turista encontrar em VNB?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O concelho da Barquinha é rico em património arqueológico, edificado, móvel, integrado, imaterial e paisagístico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O castelo é a maior atracção turística. Todavia, ninguém ama o que desconhece. Dar a conhecer os nossos recursos endógenos é um dever imperativo, melhor é uma obrigação de quem presta um serviço público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O turista poderá passear no Parque ribeirinho, inaugurado em 2005, e Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista em 2007, com cerca de 7 hectares de área de lazer pelos quais estão distribuídos diversos equipamentos desportivos, lúdicos, infantis, percursos ribeirinhos, parque de merendas e que está equipado com uma rede sem fios para ligação gratuita à Internet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Poderá visitar o Museu etnográfico, Bar 21, na sede de concelho, perto da Loja do Cidadão, para beber o belo abafado servido pelo Sr. Joaquim Vieira e, em seguida, visitar o Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR) aí podendo observar todo o seu rico espólio retirado das escavações efectuadas durante 2 décadas no concelho. Posteriormente, poderá visitar a Praça de Touros, a segunda mais antiga de Portugal, construída no século XIX, no ano de 1853. Deslocando-se mais para oeste poderá visitar a Ribeira da Atalaia, ao lado da Quinta da Ponte da Pedra, local ao ar livre onde se encontram vestígios de instrumentos líticos que vão do homem de Neandertal, 300 mil anos, ao homem Moderno, 24 mil anos. Esta datação da presença humana neste lugar demonstra o seu interesse no contexto ibérico e a atenção para a sua conservação. Este é o sítio arqueológico em Portugal com uma datação absoluta mais antiga. (foi pedido a classificação deste sítio à entidade competente).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na Atalaia poderá visitar a sua Igreja Matriz, Monumento Nacional, com pórtico renascentista do Séc. XVI e no seu interior realce para os azulejos do princípio do séc. XVII e para o monumento funerário do II Cardeal Patriarca de Lisboa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em Tancos poderá visitar a Igreja Matriz fundada no início do século XVI, bem como a Igreja da Misericórdia, construída em 1585 e implantada junto às margens do Tejo, transformada no Centro Cultural de Tancos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na Praia do Ribatejo poderá observar a Igreja Matriz, descendo até ao rio poderá descobrir a junção do Zêzere com o Tejo, subindo pelas Madeiras - Limeiras, no meio rural, poderá, no lugar de Cafuz, apreciar a paisagem magnífica sobre o Zêzere e o Nabão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Qual o posicionamento do Castelo de Almourol em relação a essas atracções mencionadas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O castelo de Almourol é o ex-libris do Concelho e detém posição privilegiada face ao restante património edificado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É um castelo de sonho, no meio de uma ilha do Tejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Fortaleza reconstruída por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, em 1171, constitui um dos exemplos mais representativos da arquitectura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do Reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de enigma e romantismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É, sem dúvida, o local mais visitado do nosso concelho. Com uma nova estratégia poderemos prolongar a permanência de turistas no concelho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Constata-se que o Castelo de Almourol carece de uma estratégia de interpretação turística e cultural adequada. Que propostas se podem sugerir para contribuir significativamente com uma melhor apresentação do monumento para o turismo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O castelo é hoje, como foi ontem, um recurso turístico que ainda não se conseguiu afirmar como produto turístico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A simbiose entre o castelo, o parque ribeirinho da Barquinha, o museu de escultura, a galeria de arte e o Centro Integrado de Educação e Ciência (CIEC) é um incentivado para criar esse produto turístico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A apresentação do monumento passa por uma intervenção minimalista, mas essencial, na torre de menagem, com implementação de conteúdos multimédia. O castelo fala por si próprio, assim como a paisagem envolvente pelo que não existe necessidade de fazer intervenções profundas sob pena de provocar danos irreparáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Convém assegurar, desde já, uma melhor qualidade de serviço bem como classificar a zona como paisagem protegida. Feitas estas medidas cautelares, importa criar condições para a iniciativa privada apostar no aumento de camas disponíveis e na hotelaria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cremos que com o posto de turismo e com a implementação do Mercado das Artes, percursos ribeirinhos e CIEC, já em 2011, através de uma estratégia de comunicação e realização de actividades de âmbito imaterial podemos contribuir para uma melhor apresentação do castelo e do território.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Alguma vez esteve no horizonte do município a proposta do Castelo de Almourol a Património da Humanidade UNESCO?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O reconhecimento de um bem e sua sequente inserção na Lista do Património da Humanidade é um procedimento complexo e rigoroso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao que tenho conhecimento nunca esteve nas ambições do Município fazer tal proposta. O interesse turístico do monumento é catalisador para novos desafios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todavia, estamos cientes que com a intervenção que se irá realizar na envolvente do Castelo, nos percursos ribeirinhos (ligação da Barquinha ao Castelo por percursos pedonais) e sempre junto do rio, bem como a intervenção na torre de menagem (novas escadas e implementação de conteúdos multimédia) damos passos seguros para podermos ir mais além.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;O que representa para o município o novo projecto do “Mercado das Artes” e qual o impacto esperado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Mercado das Artes” tem como objectivo apresentar um conjunto integrado de operações de valorização ambiental, patrimonial e urbana com incidência territorial no centro urbano de Vila Nova da Barquinha e na frente ribeirinha adjacente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No edifício do Centro Cultural irá ser criada uma loja do museu de escultura, também, um posto de informação turística. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A nascente do parque será construído um edifício para residência de artistas e ao lado funcionará o ateliê de desenho e pintura. Dentro destas operações destaca-se o projecto “Esculturas no Parque”, o qual se constitui como um projecto de referência a desenvolver no âmbito da estratégia encetada pelo Município aquando do ordenamento da frente ribeirinha e consequente implementação do parque urbano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O Centro de Escultura ao Ar Livre, a implementar no Parque Ribeirinho, irá contemplar um conjunto de esculturas, dos artistas: Ângela Ferreira, Carlos Nogueira, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, Xana, Alberto Carneiro e Zulmiro de Carvalho, conjugando a arquitectura paisagista no contexto espacial do Parque, enriquecendo todo o elemento circundante, a água, o rio e a Galeria de Arte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A galeria ficará instalada no antigo edifício dos paços de concelho e aí irão realizar-se várias exposições durante o ano. Para este projecto há um relevante parceiro, a Fundação EDP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O objectivo é o de dinamizar o tecido económico e urbano de Vila Nova da Barquinha e atrair à Barquinha parte dos turistas que visitam o Castelo de Almourol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Quais as futuras valências do novo Centro Escolar e suas implicações no Turismo e na Cultura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A estrutura Centro Integrado de Educação e Ciência – Centro Escola (CIEC) é parte integrante de uma escola concebida pelo Arqt.º Aires Mateus, em forma de paralelepípedos, mas está arquitecturalmente concebida de forma a tornar-se uma estrutura independente e autónoma, o que permite continuar aberta ao público para além do horário escolar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A ciência é uma cultura caracterizada por maneiras de pensar e de causar, que, à semelhança com outras culturas, só se alcança com a prática e com a participação em actividades que simulam a investigação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os conteúdos didácticos experimentais presentes no CIEC estão inseridos em temáticas regionais e nacionais o que será apelativo para o turista e para os seus filhos. Os seus conteúdos estão ancorados nas realidades locais, onde a compreensão da coerência do conjunto implica um conhecimento e um sentir do território. Não se trata, portanto, de um espaço temático nem tão pouco de uma mera selecção de módulos interactivos avulsos, trata-se de criar um espaço de ciência com módulos e actividades que visam a compreensão de conceitos e fenómenos científicos globais, mas a partir da realidade e contexto local, como por exemplo: Rio Tejo, barca, ponte romana, Castelo de Almourol, pára-quedismo e arqueologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aos visitantes da região proporcionará a exploração de conceitos e fenómenos científicos contextualizados no seu próprio território (lançamento de balões, de pára-quedas, escavações, etc.) e aos visitantes das restantes localidades do país, para além dessa exploração, dá-lhes ainda a possibilidade ficaram a conhecer todo o nosso território e a sua grandiosa história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1171022006094042924?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1171022006094042924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1171022006094042924&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1171022006094042924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1171022006094042924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/02/aptcnews-revista-digital.html' title='APTCNEWS – REVISTA DIGITAL'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TUw1KRKUdFI/AAAAAAAABq0/BiVUxFF6orw/s72-c/revista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-4412656147997827905</id><published>2011-01-15T09:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T02:51:41.467-08:00</updated><title type='text'>O Castelo de Ozêzere</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTrxp9O0UDI/AAAAAAAABqo/Jyxe3kkkoyk/s1600/zezere.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTrxp9O0UDI/AAAAAAAABqo/Jyxe3kkkoyk/s320/zezere.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565025992683311154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTHhHM3nJlI/AAAAAAAABqQ/xxgmxhx0P4Q/s1600/456979228_ca0e5a4a57.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="Estilo" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;No século XI, na área actual do concelho de Vila Nova da Barquinha, após um primeiro momento de carácter defensivo, surge por parte dos monarcas a determinação de conquista de solo e, obviamente, a (re) construção de torres de vigia e fortificações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Esta novel política ofensiva e estratégica advém da desagregação gradual do Califado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Igualmente, é decidida uma forte investida contra os muçulmanos, com especial empenho após a conquista de Lisboa em 1147.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Em 1169, D. Afonso I confirma à Ordem do Templo a doação que lhe fizera, em 1159, do Castelo de Tomar e seus termos e da Igreja de Santiago de Santarém, doando-lhe também os castelos do Ozêzere, da Cardiga e territórios adjacentes. Esta doação, no período da segunda reconquista peninsular, data em que sucedem conquistas significativas aos infiéis, é consequência de forte acção bélica e novas políticas de todos os reinos cristãos da Península Ibérica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;A luta faz-se contra a incursão e expansão muçulmana na Península e em contra ataque, através das cruzadas no Oriente, em sucessivos avanços e recuos, atingindo o seu auge nas fronteiras junto do rio Tejo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Neste tempo, todas as classes sociais associam-se à luta e daí retiram os seus imensos privilégios. Não podemos descurar que a ocupação do território e a (re) construção de castelos passava, também, pelo repovoamento do território conquistado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;A Ordem do Templo e os seus cavaleiros tinham nas terras que hoje habitamos um papel determinante. Construíram a sua primeira sede em Ceras, no ano de 1159, e posteriormente em Tomar, no ano de 1160. Neste período, assistiu-se à construção e reconstrução de fortalezas em grande escala. Por exemplo, em 1170, Gualdim Pais, reedifica o Castelo de Almourol “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt;…nas proximidades o Castelo de Ozêzere na foz do Zêzere, seguindo-se a fundação dos lugares de Golegã e Casével. A acção dos cavaleiros do Templo passou a exercer-se ao longo da área do rio Zêzere defendendo parte do Tejo, Tomar, Santarém, e Lisboa. Assim, os acessos a Coimbra e Santarém passaram a ser defendidos pelas linhas dos castelos de Tomar e Torres Novas, e de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt;Almourol, Ozêzere e Cardiga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt;, ligados por algumas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt;torres de vigia como o da Atalaia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black;mso-bidi-font-style:italic"&gt;na margem direita do Zêzere, e pelos castelos de Torre (Punhete, actual Constância/1158), Pias (1160), Dornes (1160), Ferreira (1160), Castro Carretão (1160).&lt;/span&gt;” &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;(1).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;O Castelo de Ozêzere fora doado à Ordem do templo para reconstrução em 1151, seguindo-se Torre (Constância) em 1158. Doação que tinha em vista a defesa dos vales do Zêzere e Nabão essencialmente devido à sua riqueza agrícola. Gualdim Pais reconstruiu os castelos de Ozêzere, na Praia do Ribatejo, e na Cardiga (2).&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;Na Bula de Adriano IV (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Papa de&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color:#444444"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black"&gt;1154 a 1159)&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;consta que os templários fundaram os Castelos de Pombal, Tomar, Ozêzere e Almourol.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Da pesquisa efectuada e do que me foi dado a conhecer, existem escritores que defendem que o local de Ozêzere é um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;morro junto ao rio Zêzere, onde hoje se situa a actual vila de Constância, como o faz, por exemplo, José Manuel Capelo que, contudo, refere: “&lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;… existem estudiosos que afirmam – e possivelmente com toda a razão!... – que Ozêzere era Paio de Pele (o seu castelo e casas) num morro próximo onde hoje se ergue a Vila de Praia do Ribatejo&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;(3).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Compulsando a obra do Professor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;João José Alves Dias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;(4) verificamos que defende a localização do castelo na Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, com uma argumentação substancial - os termos das doações - ou a identificação de demarcação física do território à data de 1169.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Onde, afinal, se poderia ter localizado o castelo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Certamente, num morro onde se situa o actual cemitério da Praia do Ribatejo, tese que é também defendida pelo Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Furtado, Teresa Pinto, “O Castelo de Almourol monumento e imaginário” (texto policopiado): 1996.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;(2) Costa, Frei Bernardo, pp. 115 a 219, Doação do primeiro foral à povoação de Ozêzere em 1174. Idem, pp. 196 a 199, doação da Cardiga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;à Ordem, em Outubro de 1169.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;(3) Capelo, José Manuel, Codex Templari, Os Mistérios Templários à Luz da História e da Tradição, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Dias, João José Alves,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Paio de Pele: a vila e a região do século XII ao XVI, Assembleia Municipal de Santarém, 1989.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="estilo" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:13.5pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Fotografia de Serrano Rosa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-4412656147997827905?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/4412656147997827905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=4412656147997827905&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4412656147997827905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4412656147997827905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/01/no-seculo-xi-no-nosso-actual-territorio.html' title='O Castelo de Ozêzere'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTrxp9O0UDI/AAAAAAAABqo/Jyxe3kkkoyk/s72-c/zezere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-4355111573452250436</id><published>2011-01-14T13:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T13:13:39.813-08:00</updated><title type='text'>Com o turismo cultural, agregando-lhe as artes, a ganhar importância crescente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTC79NtA1KI/AAAAAAAABqI/rFxkRnxLM7I/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTC79NtA1KI/AAAAAAAABqI/rFxkRnxLM7I/s320/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562152200127435938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="Estilo"&gt;&lt;span style="font-family: Cambria, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;"Desenvolvimento da Barquinha deve passar para diferenciação e pela sua atractividade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Estilo"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Estilo" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span&gt;Carlos&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Vicente, pintor e técnico de turismo do município da Barquinha&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;considera que o desen­volvimento do seu con­celho tem que passar pela diferenciação e pela atrac­tividade dos&lt;/span&gt;&lt;span&gt; S&lt;/span&gt;&lt;span&gt;erviços e produtos que pode vir a disponibilizar. Isso já acontece com o Barquinha Non Stop, mas deverá ser reforçado com o Mercado das Artes e a sua ligação ao longo do &lt;/span&gt;&lt;span&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ejo até ao castelo de Almourol. Jun­ção da ar&lt;/span&gt;&lt;span&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span&gt;e ao patr&lt;/span&gt;&lt;span&gt;imónio e ao turismo é, portanto,&lt;/span&gt;&lt;span&gt; o caminho a seguir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;O desenvolvimento de Vila Nova da Barquinha tem que passar cada vez mais pela sua diferenciação e pela sua atractividade. Enquanto destino turístico de qualidade e com a oferta de produtos artísticos de excepção. Assim pensa Carlos Vicente, técnico superior e curador das exposições organizadas por aquele município, além de pintor e orientador dum ateliê municipal que persiste há uns dez anos com assinalável sucesso, enquanto apresenta conceitos crescentes nos países artisticamente mais desenvolvidos de interligação e contacto das artes ao turismo, que fazem do turismo cultural um destino que se vai afirmando e tomando corrente pelo mundo fora para aqueles que não se limitam apenas ao sol e às praias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;"As artes e o turismo num projecto autárquico de turismo cultural" foi o tema que serviu de base à palestra integrada no ciclo sobre o património "Sábados às cinco com .. .", que decorreu no auditório do Centro Cultural da Barquinha no sábado 8, o mesmo tema que está na base da tese de mestrado que presentemente prepara em desenvolvimento de produtos de turismo cultural no Instituto Politécnico de Tomar (lPT). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Dando especial enfoque ao futuro Mercado das Artes, em implantação na zona ribeirinha e em torno e dentro do Barquinha Parque, com a sua exposição de escultura ao ar livre, onde ficarão patentes obras de grandes mestres portugueses, desde a década de sessenta do século passado até à actualidade, a nova galeria de exposições no antigo edifício dos paços do concelho, uma loja comercial, o ateliê de escultura e as residências para artistas, que passará a funcionar como porta de entrada no concelho, abrindo caminho para um corredor que irá até ao castelo de AImourol através do percurso pedonal e ciclável ribeirinho que está para ser executado proximamente, Carlos Vicente diz que não faz sentido e tem que se inverter o fluxo actual de visitantes, que regista uma média anual de 65 mil presenças no castelo e apenas um ou dois milhares a passarem efectivamente pelo centro da Barquinha.  Tendo património, e arte, logo a Barquinha tem potencial turístico, que é sinónimo de sustentabilidade económica e desenvolvimento local, assente na restauração, conhecida pelo seu efectivo carácter dinâmico, e no alojamento, faltando aqui algumas peças imobiliárias para hospedagem e até talvez uma unidade hoteleira de razoável dimensão, para que os turistas não se vejam obrigados, como sucede actualmente, a deslocarem-se para outros concelhos da região em busca de pernoita. Natural de Tancos, Carlos Vicente considera o troço do Tejo entre a sua terra natal e o castelo de Almourol quase como um museu de natureza, um quadro vivo, envolvendo a fauna, a flora e a fortaleza assente numa ilha no rio, achando que o castelo esteve demasiado tempo esquecido e abandonado pelas  entidades oficiais e regozijando-se por, finalmente, terem sido encontrados entendimentos e consensos com vista à sua musealização. Sendo necessário dar vida interactiva ao Barquinha Parque,  a partir dos felizes exemplos do  Barquinha Non Stop, festival de artes performativas e circenses de rua, porque isso representará mais valias para todo o concelho  e até para a região envolvente, Carlos Vicente declara que "há que se fazer um resgate histórico para conhecer o património e as suas memórias ", pois que "o turismo é arte, interrogação, afirmação, motivo de discussão" e quando os artistas são vistos como guardadores de memórias e o turismo local apresenta um potencial inegável  de desenvolvimento, posição que é partilhada por Luís Mota Figueira, director do Departamento de Gestão Turística e , Cultural do IPT e orientador da tese de mestrado de Carlos Vicente, que considera o seu mestrando uma pessoa honesta e empreendedora, empenhada com aplicação num projecto que dá indícios promissores para poder singrar."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Artigo de Lopes da Silva, Jornal Notícias do Entroncamento, n.º 1379, 14 de Janeiro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Estilo" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:31.5pt;font-family:&amp;quot;Cambria&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-bidi-language:HE"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-4355111573452250436?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/4355111573452250436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=4355111573452250436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4355111573452250436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4355111573452250436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2011/01/com-o-turismo-cultural-agregando-lhe-as.html' title='Com o turismo cultural, agregando-lhe as artes, a ganhar importância crescente'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TTC79NtA1KI/AAAAAAAABqI/rFxkRnxLM7I/s72-c/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-440496494913279678</id><published>2010-12-06T02:59:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T03:14:50.528-08:00</updated><title type='text'>Quem foi Torquato Pinheiro?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TPzDIhnGvEI/AAAAAAAABpE/PagxI4t7s7k/s1600/torquato.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TPzDIhnGvEI/AAAAAAAABpE/PagxI4t7s7k/s320/torquato.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547523392242367554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O Professor João Serrano do Instituto Politécnico de Santarém é o coordenador da cultura Avieira. Questionar-se-ão, o que é isso? No séc. XIX, os pescadores nos oceanos lutavam pela sua sobrevivência. Mas o mar teimava em não lhe dar o sustento. Um punhado de pescadores saem de Vieira de Leiria, abandonam a faina marítima, e dirigiram-se para o rio Tejo onde havia abundância de peixe. Passam aqui a ser chamados os «&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;ciganos do rio&lt;/i&gt;». Construem as suas casas, todas elas assentes sobre estacas (palafitas), que se dizem serem ímpares na Europa e criam aldeias. Na Praia do Ribatejo, temos, ainda, duas casas deste tipo. Logo, a cultura Avieira é o estudo do fenómeno migratório dos pescadores e os testemunhos vivos que chegaram até nós através das tradições, das bateiras que continuam a ser usadas pelos pescadores ou as suas conhecidas casas ou palheiros. Serve este intróito para vos dar a conhecer que foi através do Prof. João Serrano que colhi a informação da existência de um pintor, de nome Alfredo José Torquato Pinheiro, que fenecera nesta Vila. Aguçado o apetite, questionei várias pessoas sobre o assunto, mas delas nada de concreto apurei. Feitas as devidas investigações, com a prestimosa colaboração de António Roldão, dou-as ao conhecimento público: Torquato Pinheiro nasceu em 1850 em Santarém e veio a falecer em 1910, nesta Vila, conforme atesta o seu registo de óbito: “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Registo n.º 6 – Alfredo José Torquato Pinheiro - Aos doze dias do mez de Fevereiro do anno de mil novecentos e dez … nesta vila, freguesia e concelho de Vila Nova da Barquinha, patriarcado de Lisboa, falleceu, sem descendentes, um individuo do sexo masculino de cinquenta e nove anos de idade, general de infantaria, natural da freguesia de São Nicolau, da cidade de Santarém&lt;/i&gt; … &lt;i&gt;e foi sepultado no cemitério municipal d'este concelho”. &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Contemos uma parte da sua vida. Tendo concluído os seus estudos militares, na Academia em Lisboa, arma de infantaria, frequentou as aulas de Desenho e de Pintura de Belas Artes. Posteriormente, foi colocado no Porto. Aí foi discípulo de Miguel Angelo Lupi, existindo uma pintura sobre a morte deste. Também, de João António Correia, Marques Oliveira e do escultor Soares do Reis onde frequentava o seu ateliê. Figurou com pinturas na 14.ª exposição Trienal da Academia Portuense da Belas Artes (1884), na 3.ª Exposição da Sociedade promotora de Belas Artes (1884) e subsequentes, na Exposição do Grémio Artístico (1891) e posteriores, na 2.ª exposição da Sociedade Nacional de Belas Artes (1902) e seguintes. Em 1899 realizou uma exposição individual que mereceu referências elogiosas da crítica. Colaborou com artigos, desenhos e pinturas na revista “A arte portugueza” edição mensal de belas-artes (ano de 1882 e seguintes).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Compulsando, por exemplo, a revista “Notas de Arte”, Porto, ano de 1906, podemos ler um texto escrito pelo famoso pintor José Malhoa: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Há muito tempo já, deveria ter vindo dizer da bela impressão que me causou a 1.ª Exposição organizada pelo Instituto de Estudos e Conferências, mas os meus afazeres obrigaram-me … &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a só hoje cumprir este dever. Fui ver a exposição sete vezes, e de cada vez que lá ia, novos encantos encontrava nos trabalhos expostos, pois a tentativa do Instituto teve o resultado mais brilhante que podia desejar-se … Torquato Pinheiro veio marcar n'esta exposição o seu lugar definido e assente ao lado dos bons artistas. Um caminho encharcado, Manhã d'Abril, Margens do Leça, e todos os demais são feitos com alma de verdadeiro artista. Mas, a destacar, como primor de execução, o Retrato de minha Mãe, que é um trabalho notável&lt;/i&gt;.”. Na mesma revista podemos retirar os seguintes extractos: “&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT"&gt;Torquato Pinheiro é um paisagista distinto, mas não é menos como retratista. Os seus quadros são tocados sempre de uma certa ingenuidade, que nos encanta”. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;O quadro&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; “o &lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;Leça de Bailio&lt;/span&gt;, profundamente melancólico” &lt;/i&gt;e &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;o “ &lt;i&gt;Fim da Tarde&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;bem feito, com muita suavidade de luz&lt;/i&gt;.” Ou, ainda&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;, “ um fino desenho do &lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;Convento de Santa Clara&lt;/span&gt; de Vila do Conde, trabalho impecável de correcção e firmeza”.&lt;/i&gt; Grandes elogios eram feitos nas revistas da especialidade a Torquato Pinheiro pelo que podemos inferir que era um excelente pintor. Mais, com Van Kricken pintou o salão nobre do Clube Elvense, em Elvas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;A sua obra está dispersa por galerias particulares e Museus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O pintor registou na tela magníficas paisagens, retratos e pedaços do dia-a-dia. Os Barquinhenses ficam agora a conhecê-lo porque a família avieira, através da sua pintura (no quadro maior), o trouxe até nós. Esta fica com uma prova, inequívoca, da sua presença tão antiga, no rio Tejo de tal modo que este ícone vai ser o símbolo do seu 2.º congresso nacional. Eis o panorama da elevada afectividade entre os avieiros e esta Vila. Ali vemos o barco atracado ao fundo, as redes a secar na praia, um covo, ou viveiro de peixe capturado, em construção e colocado em cima de um sombreiro de folhas secas, duas tendas na praia, um casal sentado na areia, trajados com as suas vestes tradicionais, a mulher e o homem concentrados a trabalhar, ela com um afazer doméstico e ele a reparar as redes. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;O filósofo Taine proferia: “A ARTE É O REFLEXO DOS COSTUMES”. O quadro de Torquato Pinheiro é a prova inequívoca de tal facto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Completam-se agora 100 anos sobre a sua morte, s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT"&gt;aibamos orgulhar-nos deste grande pintor que vive (u) entre nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:7.5pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#444444"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; color: rgb(68, 68, 68); "&gt;ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL " NOVO ALMOUROL", n.º 355, ano XXIX&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-440496494913279678?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/440496494913279678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=440496494913279678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/440496494913279678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/440496494913279678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/12/quem-foi-torquato-pinheiro.html' title='Quem foi Torquato Pinheiro?'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TPzDIhnGvEI/AAAAAAAABpE/PagxI4t7s7k/s72-c/torquato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7836614750749589535</id><published>2010-11-08T15:30:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T01:50:51.704-08:00</updated><title type='text'>A Cultura Avieira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TNiJjteZqkI/AAAAAAAABo8/pyxhTyOIPcc/s1600/aldeia+avieira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TNiJjteZqkI/AAAAAAAABo8/pyxhTyOIPcc/s320/aldeia+avieira.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537326988447558210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TNiJWU_MDgI/AAAAAAAABo0/VXI5p1nduWA/s1600/a+casa+avieira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 195px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TNiJWU_MDgI/AAAAAAAABo0/VXI5p1nduWA/s320/a+casa+avieira.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537326758535892482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TNiJMW0y2fI/AAAAAAAABos/XbUW02V4IgA/s1600/aldeia+avieira.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Século XIX, os pescadores nos oceanos lutavam pela sua sobrevivência. Mas o mar teimava em não lhe dar o sustento. Um punhado de pescadores saem de Vieira de Leiria, abandonam a faina marítima, e dirigiram-se para o rio Tejo onde há abundância de peixe. Passam aqui a ser chamados os «ciganos do rio». Construem as suas casas, criam as designadas aldeias piscatórias, todas elas assentadas sobre estacas (palafitas), que se dizem serem as ímpares na Europa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;Na Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, temos, ainda, uma casa destas características. (figura ao lado)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Existe um projecto que, perante um cenário de abandono do património da arquitectura popular portuguesa, quer reconstruir e requalificar as «aldeias do rio» para fins turísticos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Professor João Serrano, meu querido amigo, é o coordenador deste projecto e no dia 6 de Novembro de 2010, contou-nos com pormenor, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, a dimensão cultural, turística e o estudo que tem sobre a cultura avieira. Vamos, em síntese, reter algumas das suas palavras. Começou por associar-se, com honra, à evocação da obra de um Homem que dividiu a sua vida entre Santarém, onde nasceu em 1850, e Vila Nova da Barquinha, onde viria a falecer em 1910, completando-se agora por isso 100 anos sobre a sua morte. Quis a coincidência das coisas que o pintor Torquato Pinheiro tenha registado na tela de um dos seus magníficos quadros, nos finais do século XIX, uma fracção do quotidiano de uma família de pescadores Avieiros. É o único documento que possuí dessa época tão recuada, que regista visualmente a vida dos pescadores Avieiros e da sua cultura que agora trabalha para se candidatar a cultura nacional e que prova a presença tão antiga, no rio Tejo, desta comunidade piscatória. No quadro se podem ver acima - pelos olhos, pela técnica e pela elevada sensibilidade do artista - os pormenores que até hoje só nos chegavam através de relatos orais, ou seja, ali se testemunha a épica de uma família que afinal sintetiza a vida de todas as famílias Avieiras - o barco atracado ao fundo, as redes a secar na praia, um covo (ou viveiro de peixe capturado) em construção e colocado em cima de um sombreiro de folhas secas, duas tendas na praia, um casal sentado na areia, trajados com as suas vestes tradicionais, a mulher e o homem concentrados a trabalhar, ela com um afazer doméstico e ele a reparar as redes. Este quadro carrega um tão elevado valor humano e um tão significativo valor cultural que a direcção executiva do projecto dos Avieiros o elegeu como símbolo do 2º Congresso Nacional da cultura Avieira, que se realizará no primeiro fim-de-semana de Maio de 2011. Vila Nova da Barquinha, Santarém e os Ribatejanos só se podem sentir orgulhosos de ter este vulto incluído no mais alto patamar da arte pictórica em Portugal, não será exagerado dizê-lo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Tão íntimos são os laços de proximidade cultural dos pescadores da costa ocidental Portuguesa e os pescadores dos rios Tejo e Sado. Podemos dizer que estes povos só se podem orgulhar do seu trajecto de vida e da sua épica. Souberam lutar pelo reconhecimento e hoje estão a ser reconhecidos. Souberam com perícia manejar os instrumentos que lhes possibilitaram construir os belos palheiros das dunas e as belíssimas casas palafíticas do Tejo (Vieira de Leiria, Caneiras, Patacão, Escaroupim, Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira) do Sado (Alcácer do Sal). Com a luta pelo reconhecimento e com o manejo experimentado de tantos instrumentos só deles, criaram uma cultura própria que hoje começa finalmente a ser conhecida e devidamente valorizada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O grande escritor Raul Brandão, que tanto admirou e escreveu sobre os pescadores da costa ocidental e especialmente os da Praia de Mira, onde viveu, designou-os como "os mais pobres dos pobres", dando assim a verdadeira dimensão humana do grandioso e heróico trabalho dos que diariamente enfrentavam o mar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;À distância, e olhando com visão crítica e desapaixonada para a épica dos Avieiros e de todos os que lhes estiveram na origem, aqui na região da borda-d'água, numa Vila Nova da Barquinha debruçada e enamorada do rio Tejo, podemos afinal perceber que estes pescadores são "os mais nobres dos nobres". A vida deles assim nos obriga a reconhecê-los, e os trabalhos que estamos a desenvolver assim encontram total fundamento.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7836614750749589535?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7836614750749589535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7836614750749589535&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7836614750749589535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7836614750749589535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/11/seculo-xix-os-pescadores-nos-oceanos.html' title='A Cultura Avieira'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TNiJjteZqkI/AAAAAAAABo8/pyxhTyOIPcc/s72-c/aldeia+avieira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-5284856671040090691</id><published>2010-10-30T09:04:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T09:47:47.995-07:00</updated><title type='text'>A QUINTA DA PONTE DA PEDRA - PARTE I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TMxEkmfInjI/AAAAAAAABoQ/UdJkx9MWOyQ/s1600/Ponte+Romana+2.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TMxEkmfInjI/AAAAAAAABoQ/UdJkx9MWOyQ/s320/Ponte+Romana+2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533873437728611890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;As zonas junto dos rios, desde os tempos mais longínquos, constituíram um pólo de atracção para os povos primitivos devido à abundância de alimentos.  A Ponte da Pedra encontra-se próxima do Rio Tejo e no seu território corriam as Ribeiras da Atalaia, da Cardiga e de Santa Catarina. Toda esta zona foi frequentada pelo homem de Neandertal, 300 mil anos, como atesta as provas arqueológicas recolhidas na Ribeira da Atalaia, em pleno território da Quinta. Posteriormente foram estas terras romanizadas e conquistadas aos mouros. Numa terra fértil e abundante seria fácil a fixação de população. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A Ponte da Pedra, no século XVI, tinha uma importância estratégica fundamental uma vez que era ali que confinavam os concelhos de Santarém e da Atalaia (1). No numeramento de 1527 é referida a existência de uma ponte, certamente romana, que dividia, ao tempo, os 2 concelhos. Como é sabido foram os legionários (soldados) romanos que, com a ajuda das populações locais, iniciaram a construção de uma rede de estradas e pontes para unir as cidades mais importantes e permitir uma ligação rápida a Roma. Muitas dessas estradas e pontes ainda hoje existem. Recorda-se que o Itinerário de Antonino ligava Braga (BRACARA), ao Porto (CALE) e a Lisboa (OLISIPO), tinha CCXLIIII milhas, o equivalente a 361.5 km e passaria por Atalaia, calçada na Rua Luís Picciochi, onde foi possível ver um miliário e fonte centenária e daqui derivava a via Tomar-Évora, atravessando o rio Tejo em Tancos. No itinerário de Antonino são referenciados 6 miliários na cidade de Tomar e mais 2 na periferia, o miliário de Sta. Catarina em Delongo e o miliário de Santos Mártires em Curvaceiras, o que atesta a continuação da via rumo à Ponte da Pedra (antiga Ponte da Cardiga que atravessa a ribeira da Ponte da Pedra), ao Entroncamento e à Golegã (na Qta. dos Álamos fica a villa de S. Miguel). Interesse é ainda poder ver restos do itinerário romano de Antonino na Rua Luis Picciochi e, segundo mera hipótese do signatário, dentro da Quinta da Ponte da Pedra onde se poderá contemplar estrada toda feita a pedra junto ao portão do lado norte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No maço 30 dos "Conventos de Tomar, Ordem de Cristo", existentes na Torre do Tombo, em Lisboa existe um documento com o nº 5 denominado "Ponte da Cardiga" e congrega em si todo o processo de construção de uma nova ponte, à data de 1623, para substituir a chamada "Ponte da Cardiga" que se encontrava muito velha e em ruína eminente. Assim,&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;em petição dirigida a Sua Majestade, de 27 de Março de 1623, o D. Prior do Convento de Tomar, Fr. Pedro Moniz, conta-nos que junto à Quinta da Cardiga, comarca da "vila" de Santarém, existia uma ponte antiquíssima e muito necessária para o serviço comum de todos os habitantes e povos do reino e ainda de Castela por ser estrada Real e mui seguida. Nesse ano a ponte estava a ruir (os alicerces estavam velhos) &lt;span&gt; &lt;/span&gt;de tal modo que se não se lhe acudisse a tempo cairia totalmente. D. Prior do Convento de Cristo, de Tomar, solicitava a Filipe III que lhe concedesse uma provisão para se proceder ao arrecadamento da finta (imposto) necessária à reparação ou construção de uma nova ponte para a qual contribuiu a região de Castelo Branco e Portalegre, o que atesta a sua importância estratégica. Esta nova ponte será, portanto, construída depois de 1625 e era de cantaria com três olhais (2). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Deste documento, depositado na Torre do Tombo, pode retirar-se um novel facto: existia uma outra ponte a cerca de 2 léguas (cerca de 9 a 10 Km) da Ponte da Pedra e para a nascente da ribeira. Vejamos o relato &lt;span&gt; &lt;/span&gt;“Se arruinar e cair …. não terem outra passagem …sem torcerem cousa de duas léguas”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Portanto, a ponte romana que ainda hoje existe na Ribeira da Atalaia (debaixo do viaduto da A23 e que vemos na figura acima dista para nascente cerca de 2 Km) deverá ser de outra época que não a romana para mágoa de todos nós. A prova documental aponta nesse sentido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;(1)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-language:HE"&gt;A. Braamcamp Freire, &lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;Archivo Histórico Português&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;vol. VI, n.º 7, Lisboa, Julho de 1908. O "Numeramento de 1527" . Primeiro recenseamento que se fez cm Portugal, no reinado de D. João III. Transcrição: "Esta vila de Santarém tem de termo, a saber: ( ... ) Pera a parte de Tomar tem 5 léguas de termo, que é de Santarém até à ponte d’Atalaya, isto é para a parte do norte".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Estilo" style="margin-top:0cm;margin-right:1.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:18.7pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;(2)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-language:HE"&gt;Inquérito Paroquial de 1758, do Cura de Olaia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Estilo" style="margin-top:0cm;margin-right:1.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:18.7pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-size:9.5pt;mso-bidi-language:HE"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Estilo" style="margin-top:0cm;margin-right:1.9pt;margin-bottom:0cm; margin-left:18.7pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 9.5pt;"&gt;BIBLIOGRAFIA: A QUINTA DA PONTE DA PEDRA, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Luís&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 9.5pt;"&gt; Miguel Preto Batista, Edição da Câmara Municipal do Entroncamento, 1998.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-5284856671040090691?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/5284856671040090691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=5284856671040090691&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5284856671040090691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5284856671040090691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/10/quinta-da-ponte-da-pedra.html' title='A QUINTA DA PONTE DA PEDRA - PARTE I'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TMxEkmfInjI/AAAAAAAABoQ/UdJkx9MWOyQ/s72-c/Ponte+Romana+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3432727216507636881</id><published>2010-10-17T16:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T16:26:17.741-07:00</updated><title type='text'>A Proclamação da República e a Barquinha de 1910</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TLuDWs724jI/AAAAAAAABoI/oKrKOl6Xx7A/s1600/Antonio+Luis+Rold%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TLuDWs724jI/AAAAAAAABoI/oKrKOl6Xx7A/s320/Antonio+Luis+Rold%C3%A3o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529157393569997362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="Estilo" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A República, como modelo político em oposição ao Monárquico, pode dizer-se, sem excessos de sabedoria, que antes de o ser já o era na Vila da Barquinha. Despropositado e leviano comentário? Talvez não tanto assim! A proclamação da República aconteceu aqui, para todos os efeitos, com os ingredientes possíveis e imaginários do pacifismo e da naturalidade. Não foi tumultuosa, tão teve substanciais enredos, não se revestiu de fracturas na sociedade, não causou vítimas, nada teve de original. Numa abordagem simplista e escorreita de pensamento é esta a leitura convicta e convincente que a documentação disponível da época nos transmite”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Foi este o intróito de António Luís Roldão na palestra subordinada ao tema: “A proclamação da República e a Barquinha em 1910", a segunda palestra do ano de 2010 "Sábados às cinco com ... " que aconteceu no auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha no pretérito dia 2 de Outubro de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Para este historiador e investigador da história local, “ Mudaram, ou melhor dizendo, baralharam-se os trunfos, acomodaram-se no poder os rostos da visibilidade política da Barquinha, nada de importante, passando aligeiradamente de um para o outro posto do regime sem oposições ou estéril contestação, na plena paz dos anjos. Fixaram-se na distribuição dos pelouros e no contentamento relativo que beneficiava cada um desses actores principais. No fundo, prosseguiram um rumo, só politicamente diferente, adivinhado por aqui e sentido desde há muito. Pode dizer-se, com segura convicção, que o sistema monárquico estava moribundo, apodrecido, à espera da morte anunciada, principalmente a partir do episódio sangrento do regicídio, sucedido em 1908. Essa esperança já era aqui sentida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Foi assim que, no dia 2 de Fevereiro de 1907, se anunciou para a Praça de Touros desta Vila, com a presença de vultos tão prestigiantes como os dos Drs. Bernardino Machado e António José de Almeida e do publicista Dr. Brito Camacho. Este acto, visto com indiferença e acentuada tolerância pelos elementos instalados, significa um fechar de olhos do poder instituído, que, ao fazê-lo, deixava a mensagem de se rever naqueles episódios. O historiador recorda-nos que em Janeiro de 1908, o administrador da Quinta da Cantiga dispunha-se doar à Câmara Municipal valor financeiro para ajudar as famílias mais pobres e em maiores dificuldades, propondo-se a receber jornaleiros para trabalharem as terras da Quinta, pelo que pudemos ver como se encontrava o país em 1908, ou seja, assistia-se a um estado dramático de míngua e fome. Os ideais da Revolução Francesa estavam de há muito firmemente enraizados e presentes no espírito da sociedade em geral e a mudança do regime era apenas uma questão temporal. Aconteceu em 1910 como poderia ter sido um sucesso consequente algum tempo antes. As causas que levaram à queda da Monarquia são sobejamente conhecidas, não adianta recordá-las para lhes perceber os efeitos e as consequências a nível nacional. Nem é essa a imagem de marca que pretendemos recolher, antes a local, a que nos diz directamente respeito, particularmente nas diversas nuances dos seus acontecimentos. Pode afiançar -se, com a segurança que as fontes documentais nos permitem, ter sido de natural aceitação, sem ponta de reservas, sem constrangimentos ou oposição a mudança de regime na Barquinha, como facto previsível a prazo, como esperada ressurreição e aspiração de melhoria das condições de vida da população. Dela emergiram, de pronto, duas magnas e principais questões: a primeira, de natureza política, como não podia deixar de ser, de acerto primário de contas, da dominância das posições quanto aos vultos que abraçavam o poder local: Câmara, Administração do Concelho e Juntas Paroquiais, onde legalmente se encontravam. A segunda de natureza também política e económica, a posse de terras da Coroa situadas a Àgua Tesa e Barquinha. Que os ideais da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) estavam iluminadamente presentes nas cabeças pensantes chamadas a governar os povos do Concelho da Barquinha pós Monarquia, provam-se pela alteração do estilo e formulário epistolar quanto ao final das mensagens oficialmente manuscritas, quando expressamente passam a vincular a proclamação da República nestes termos: Saúde e Fraternidade. Sem mais! Por dever de oficio, por convicção ou jeito apressado de agradar e de colher dividendos ante os preclaros salvadores da Pátria, os novos e velhos comissários políticos manifestam-se sem arrependimento, sem incomodidade pelo percurso do passado recente.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Os festejos do 5 de Outubro de 1910, conhecido por telegrama do Excelentíssimo Governador Civil comunicando o assassinato de EI-Rei D. Carlos, decorreram com pacifismo e naturalidade, não causando rupturas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: 'Arial Narrow', sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Dia 6 de Novembro de 2010 - Os professores Teresa e João Serrano, do Instituto Politécnico de Santarém abordam os temas "A Cultura Avieira" e "Centenário da morte do pintor Torquato Ferreira falecido em Vila Nova da Barquinha no ano de 1910".&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3432727216507636881?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3432727216507636881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3432727216507636881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3432727216507636881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3432727216507636881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/10/proclamacao-da-republica-e-barquinha-de.html' title='A Proclamação da República e a Barquinha de 1910'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TLuDWs724jI/AAAAAAAABoI/oKrKOl6Xx7A/s72-c/Antonio+Luis+Rold%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-4398264812297539648</id><published>2010-09-11T03:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T04:07:17.626-07:00</updated><title type='text'>Porque é que Vila Nova da Barquinha é tão importante para compreender todo o Tejo?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TItiLRGmrvI/AAAAAAAABnM/mzhrOnxKlU4/s1600/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TItiLRGmrvI/AAAAAAAABnM/mzhrOnxKlU4/s320/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515610114354491122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;Iniciaram-se um ciclo de debates no Centro Cultural. Irão realizar-se todos os primeiros Sábados de cada mês. Estas conferências só são possíveis devido ao inexcedível empenho dos docentes do Instituto Politécnico de Tomar, do Centro de Pré-História, do Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo e do Instituto Politécnico de Santarém. Queremos, assim, fazer registos e escriturar para que no futuro a alguém seja agradável conhecer o que disserem estas vozes que construem a história de TODOS NÓS.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;Transcrevo o artigo de Lopes da Silva, do Jornal Notícias do Entroncamento, 10 de Setembro de 2010 sobre este tema: &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;“ Se ninguém tem dúvidas que qualquer localidade que se queira afirmar hoje em dia precisa de pensar de forma integrada o território, também poucas dúvidas devem prevalecer sobre a excepcional localização estratégica da Barquinha relativamente ao Tejo e à região. Essas dúvidas terão sido em boa parte dissipadas pelo docente do ensino superior Luiz Oosterbeek, que considera a Barquinha um lugar importante por estar onde está, num território de povoamento muito antigo junto a um dos rios mais aproveitados pela ocupação humana em toda a Península Ibérica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;A Barquinha é importante porque tem a sorte de estar onde está. E podemos guiar-nos pelos indícios arqueológicos, que são dos mais antigos a registarem a ocupação humana no território nacional: acima de duzentos mil anos, com vestígios comprovados no vale da ribeira da Atalaia/Ponte da Pedra, apenas um entre mais duma centena de sítios arqueológicos que se podem encontrar em todo o concelho. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;O primeiro duma série de colóquios a promover pela Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, no auditório do seu Centro Cultural, abriu no passado dia 4 com o tema "Porque é que Vila Nova da Barquinha é tão importante para compreender todo o Tejo?", tendo Luiz Oosterbeek docente do Instituto Politécnico de Tomar, traçado uma série de directrizes e opiniões pessoais para explicar essa questão.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;Desde logo é necessário perceber a dimensão do Tejo como fronteira. Dum lado começava o norte e do outro iniciava-se o sul. Daí a nossa região estar marcada por fortalezas militares e poucos monumentos com outras características, em terras de ninguém mas marcadas por um intercâmbio dominado na faina fluvial por pequenas embarcações. O Tejo sempre foi além de fronteira natural, um corredor de comunicação entre as terras altas e as terras baixas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;Atravessável nalguns locais, a importância da zona da Barquinha ganhou contornos relevantes pelos portos naturais que aqui se encontraram, banhados por águas calmas, onde a identidade retalhada ("ninguém é de cá, veio tudo para cá") foi sendo construída por oposições, numa confluência e mescla de paisagens e tradições. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;Luiz Oosterbeek sublinha que "o Tejo separa, segrega, mas também protege", achando curioso, bizarro até, as populações hoje em dia viverem de costas voltadas para o rio, mesmo que considere que as soluções económicas assentes apenas no turismo não têm um futuro sustentável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:normal"&gt;Se há milhares de anos os nossos antepassados se adaptaram ao ambiente circundante, numa estratégia unificada em prol da defesa e sobrevivência do grupo, agora é preciso fazer a "didáctica do óbvio", interligando os recursos, o conhecimento e a nossa capacidade integradora. Segundo Luiz Oosterbeek falta-nos integração interna e os desafios do futuro irão colocar-nos seriamente à prova numa adaptação ao território segundo critérios de enorme competência, pensando o território integradamente e sem nos esquecermos que a sobrevivência dos nossos antepassados passou sempre pelas vantagens, maiores que as desvantagens, dos seus pontos de fixação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:normal"&gt;Numa iniciativa em que participaram ainda o vereador do município barquinhense Fernando Freire e o arqueólogo José Gomes, Luiz Oosterbeek deixou bem assente que "o Tejo é um dos rios da Península Ibérica que melhor permite compreender a história humana ao longo de milhares de anos " e, por um feliz acaso, Vila Nova da Barquinha nasceu nas suas margens e num espaço que os achados arqueológicos nos dizem ter sido privilegiado e favorecedor duma intensa e contínua ocupação territorial.” Lopes da Silva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-4398264812297539648?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/4398264812297539648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=4398264812297539648&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4398264812297539648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4398264812297539648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/09/porque-e-que-vila-nova-da-barquinha-e.html' title='Porque é que Vila Nova da Barquinha é tão importante para compreender todo o Tejo?'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TItiLRGmrvI/AAAAAAAABnM/mzhrOnxKlU4/s72-c/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1109697959477445897</id><published>2010-08-15T11:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T09:07:22.473-07:00</updated><title type='text'>Ciclo de palestras no Centro Cultural</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TGg2LNxOlRI/AAAAAAAABnE/PxzTInfMMsU/s1600/S%C3%A1bado.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505710110763029778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TGg2LNxOlRI/AAAAAAAABnE/PxzTInfMMsU/s320/S%C3%A1bado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, a partir de 4 de Setembro de 2010, e no 1º Sábado de cada mês, iniciar-se-á um ciclo de palestras sobre o património cultural arqueológico, edificado, móvel, integrado, imaterial e paisagístico.&lt;br /&gt;Foram convidados docentes dos Institutos Politécnicos de Tomar (IPT), de Santarém (IPS) e do Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR), este último com sede nesta Vila.&lt;br /&gt;O concelho da Barquinha é um concelho farto nas mais diversificadas “formas” de património.&lt;br /&gt;Os temas serão diferenciados e os primeiros versarão sobre:&lt;br /&gt;- a importância de Vila Nova da Barquinha para compreensão de todo o Tejo (tendo como conferencistas o Prof. Luis Oosterbeek e José Gomes), este já no dia 4 de Setembro, posteriormente,&lt;br /&gt;- a Ribeira da Atalaia, local ao ar livre onde se encontram vestígios de instrumentos líticos do homem de Neandertal, 300 mil anos, ao homem Moderno, 24 mil anos, o que demonstra o interesse do local no contexto Ibérico;&lt;br /&gt;- a nossa terra em 1910 e quais os barquinhenses que participaram na implementação da República;&lt;br /&gt;- a Cultura Avieira e o pintor Alfredo José Torquato Ferreira (falecido na Barquinha em 1910);&lt;br /&gt;- O rio Zêzere e a paisagem da Praia do Ribatejo (Payo de Pelle).&lt;br /&gt;Outros temas se seguirão uma vez que estamos cientes que a Cultura constitui um meio potenciador de inovação e de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Dar a conhecer a nossa herança é um imperativo de generosidade para com as gerações futuras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Participem e coloquem questões ! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1109697959477445897?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1109697959477445897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1109697959477445897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1109697959477445897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1109697959477445897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/08/ciclo-de-palestras-no-centro-cultural.html' title='Ciclo de palestras no Centro Cultural'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TGg2LNxOlRI/AAAAAAAABnE/PxzTInfMMsU/s72-c/S%C3%A1bado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6640467819453824661</id><published>2010-08-13T15:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T16:08:36.870-07:00</updated><title type='text'>LEITURA EM TEMPO DE FÉRIAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TGXMai0GvrI/AAAAAAAABm8/YVrszXpsS2I/s1600/O_Vendedor_de_Sonhos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 210px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505030875924315826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TGXMai0GvrI/AAAAAAAABm8/YVrszXpsS2I/s320/O_Vendedor_de_Sonhos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Cury, Augusto, “O vendedor de sonhos”, Publicações D. Queixote, 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em tempo de férias e disponível, sem contratempos, para a leitura dedico algumas horas a descobrir sonhos.&lt;br /&gt;E para cultivar sonhos é obrigatório ler Augusto Cury. Para além de ser escritor é psicoterapeuta e investigador na área da psicologia. Tem uma escrita agradável e fácil leitura. Todos os seus livros envolvem teses psicológicas, psiquiátricas, sociológicas e filosóficas com o intuito de provocar o contraditório, viajar pelo mundo das ideias e, essencialmente, superar a barreira do preconceito, coisa tão perene em Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconselho a sua leitura para uma novel atitude no nosso porvir quotidiano.&lt;br /&gt;Neste seu romance há homens despedaçados pelas agruras da vida desde o douto professor universitário até ao simples leigo, com especial proeminência para o larápio e o bêbedo. Todos estes seres seguem uma personagem, um líder estranho, culto, admirável com o seu verbo e exemplo de humanidade mas especialmente sonhador.&lt;br /&gt;Vestimos a pele de cada actor no nosso dia-a-dia. Podemos ser um professor, um depósito de informações mas não entendemos que o carisma é fundamental para assimilar o conhecimento. Primeiro vem o carisma só depois o conhecimento. Este professor tinha a doença da maioria dos intelectuais: chatice. … Como é que um professor chato e sem sonhos pode formar cidadãos que sonham ser livres e solidários?&lt;br /&gt;Cito o vigarista: O pior esperto não é o que engana os outros, mas o que se engana a si mesmo. Cito o jornalista: Poucos minutos mudam uma história.&lt;br /&gt;Por último, algumas máximas: Tombamos no silêncio de um túmulo não como doutores, intelectuais, líderes políticos, celebridades, mas como frágeis mortais, e ; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenhas medo do caminho, tem é medo de não caminhar !&lt;br /&gt;Percorrendo a leitura desta obra é possível descobrir como pessoas normais transmutem-se em seres especiais, para alguns com o epíteto de loucos, e se lançam na procura do amor à vida e na conquista de sonhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;FLORES, Francisco Moita, Mataram o Sidónio! 1ª edição - Lisboa: Casa das Letras, 2010. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O assassinato do controverso Sidónio é o motivo para a feitura de um excelente romance histórico por parte deste escritor. Colocados no tempo dos factos, e na vivência das gentes de Lisboa na época da pneumónica e no fim da 1.ª Grande Guerra, somos presentes no sofrimento e na fome àquela época. Um pequeno resumo da obra em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nclivros.wordpress.com/2010/05/25/mataram-o-sidonio-francisco-moita-flores/"&gt;http://nclivros.wordpress.com/2010/05/25/mataram-o-sidonio-francisco-moita-flores/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O autor, perito em medicina legal, com este romance leva-nos a conhecer quão difícil foi a introdução da prova científica nos nossos tribunais e como é hábil a judicialidade dos justos. Aconselho a ler esta ficção pois ela é histórica, política, educativa mas, essencialmente, e como estes factos ainda são tão actuais - Guantánamo, Irão, etc., relembra que não há justiça quando a prova é feita com base na tortura.&lt;br /&gt;Um romance a não perder. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6640467819453824661?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6640467819453824661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6640467819453824661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6640467819453824661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6640467819453824661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/08/leitura-em-tempo-de-ferias.html' title='LEITURA EM TEMPO DE FÉRIAS'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TGXMai0GvrI/AAAAAAAABm8/YVrszXpsS2I/s72-c/O_Vendedor_de_Sonhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-825238690896678252</id><published>2010-07-14T16:06:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T13:17:39.168-07:00</updated><title type='text'>CONDES DA ATALAIA NO TEMPO DOS FILIPES</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TD9sysCOLEI/AAAAAAAABm0/Q0_RW4wZBjg/s1600/cond+da+Atalaia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; FLOAT: right; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494229688485030978" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TD9sysCOLEI/AAAAAAAABm0/Q0_RW4wZBjg/s400/cond+da+Atalaia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Num pretérito longínquo, que é prestigiante para a Vila da Atalaia, tinha esta o seu Conde, o Conde da Atalaya. &lt;a href="http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=149"&gt;http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=149&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No Século XVI nascia-se fidalgo ou pelo Rei era concedida esta nobre condição. Ninguém era fidalgo se não se lhe reconhecesse riqueza em bens materiais mas, essencialmente, detendo a posse da terra.&lt;br /&gt;Em 27 de Maio de 1581 passa Filipe I pela nossa Vila. Quem nos relata este facto é Isidro Velasquez Salamantino (1) dizendo que este Rei permaneceu 5 dias na Quinta da Cardiga vindo de Tomar, passando pela Ponte da Quinta da Pedra.&lt;br /&gt;Esta localidade era local de encruzilhada, de movimentação de pessoas e de mercadorias, pelo menos desde a época romana, como atesta a Carta de privilégios de 18-02-1303, concedida por D. Dinis ao lugar onde chamam de Atalaya. Era, à data do domínio Filipino, também grande pela importância que o Conde de Atalaya tinha no Reino. Era referenciado como do “mejor del Reyno”. A sua influência era política e financeira com largo domínio sobre território. Igualmente, uma curiosa relação escrita em Madrid em meados da década de 1630, relata-nos a procura dos “&lt;em&gt;bons partidos&lt;/em&gt;” entre a nobreza portuguesa informando “sobre &lt;em&gt;os casamientos que ay en Portugal”&lt;/em&gt; sem olvidar o título, a varonia, a sua idade, as suas rendas e o número dos seus vassalos. Segundo descrição deste anónimo casamenteiro estavam então desembaraçados o Marquês de Ferreira, os Condes de Monsanto, de Calheta e da Atalaia (2) todos eles nobres do melhor do reino que quer dizer, poder, riqueza e nobreza.&lt;br /&gt;(1) La entrada que en el reino de Portugal hizo S.C.R. de Don Philippe … “ Lisboa, 1583, fls. 105&lt;br /&gt;(2) Portugal no tempo dos Filipes, Política, Cultura, Representações (1580-1668), Fernando Bouza Álvares, Edições Cosmos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-825238690896678252?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/825238690896678252/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=825238690896678252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/825238690896678252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/825238690896678252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/07/condes-da-atalaia-no-tempo-dos-filipes.html' title='CONDES DA ATALAIA NO TEMPO DOS FILIPES'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/TD9sysCOLEI/AAAAAAAABm0/Q0_RW4wZBjg/s72-c/cond+da+Atalaia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-5847192421745672346</id><published>2010-05-15T06:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T08:15:06.701-07:00</updated><title type='text'>Notícias ... da nossa terra.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S-6594WLvDI/AAAAAAAABls/u8nfN3uPqDU/s1600/BIBLIOTECA+DE+ANGRA.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 312px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471515070050319410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S-6594WLvDI/AAAAAAAABls/u8nfN3uPqDU/s400/BIBLIOTECA+DE+ANGRA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SÁBADO, 2 DE MARÇO DE 1929&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A escola da Atalaia, onde proficuamente exerce o professorado o sr. Paulino José Correia, é frequentada por mais de 100 alunos do que resulta não poder aquele zeloso funcionário desempenhar cabalmente da sua delicada missão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SÁBADO. 13 DE JULHO DE 1940&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Castelo de Marvão ... O papa Urbano interveio para acabar a luta entre os dois reis cristãos em 31 de Março de 1371 era assinado o Tratado da Paz em Alcoutim, pelo qual, entre outras cousas, foi acordado que tudo quanto o rei D. Henrique tomara ao de Portugal e este ao de Castela, voltaria á posse dos seus primitivos senhores. Por mais de uma vez foi esta fortaleza testemunha de numerosos sucessos dentro deste período agitado de lutas com Castela. Vários foram os alcaides-mores do castelo de Marvão, mas não nos permite a falta de espaço enumerá-los e descrever a acção de cada um deles nesta alcaldaria que no reinado de D. João III ficou pertencendo ao Conde de Atalaia e seus sucessores, em cuja posse esteve até á sua extinção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SEXTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 1947&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 1948 vai ser electrificada a vila da Atalaia (Barquinha).&lt;br /&gt;O Município da Barquinha vai construir no próximo ano um mercado coberto, ampliar o edifício dos Paços do Concelho e construir um lavadouro público.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TERÇA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 1951&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;LISBOA, 20 de Janeiro de 1951 — Inauguraram-se, há dias, os seguintes melhoramentos públicos:&lt;br /&gt;... na Atalaia (Barquinha), a instalaçãa eléctrica...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SEXTA-FEIRA, 26 DE JUNHO DE 1953&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Deixamos Santarém, atravessamos a ponte D. Luiz I, que é como já dissemos a maior de Portugal, com 1212 metros, alcançamos Almeirim, vimos os seus famosos meloais e agora pela magnifica estrada alcatroada, atravessamos uma longa planície até Alpiarça, cuja vila bem cuidada e alongada deixamos em direcção a Golegã, passando por Vale de Cavalos, no meio de olivais e sobreiros até Chamusca, quando atravessamos novamente o Tejo pela ponte metálica de 779 metros e logo alcançamos a Golegã. Aqui há que admirar os celebres campos de searas e olivedos tão extensos quanto a vista pode alcançar, e as oliveiras seculares em forma simétrica, tão diferente de outras regiões. É' esta uma planície soberba e fertilíssima.&lt;br /&gt;Agora, seguindo para Tomar, deixamos os densíssimos olivais, subimos uma colina de pinheirais, passamos por Atalaia, para atingirmos abaixo a povoação de Asseiceira, já entre novos olivais e campos de milho, para logo se nos deparar o surpreendente panorama da cidade de Tomar, coroada pelo seu castelo e o convento, a cujos pés corre o caudaloso Nabão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SEXTA-FEIRA, 26 DE ABRIL DE 1963&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;(ANI) — Um caso extraordinário de amizade entre um pombo e um carneiro justifica de sobejo o interesse que lhe dedica a população da vizinha localidade de Atalaia. Trata-se de um pombo que pertence ao sr. Manuel Honório e que, tendo sido criado, desde pequeno, com um carneiro pertencente ao mesmo proprietário, habituou-se de tal forma ao animal, que se lhe instala no lombo todo o tempo em que não voa nem come. E, por maior que seja a distância que o rebanho tenha de percorrer, quer à ida, quer no regresso das pastagens, o pombo lá vai sempre, todo enlevado, a cavaleiro do seu inseparável amigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;TERÇA-FEIRA, 1 DE JUNHO DE 1965&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beber água pelas fontes, caminhar pelos campos resulta em ... 114 anos de idade. É obra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Uma perna partida revelou a identidade daquela que será, talvez, a mais idosa mulher de Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jesuína da Conceição, natural de Atalaia, Barquinha, onde nasceu a 29 de Outubro de 1851 segundo a certidão de nascimento, guardada preciosamente pela família vive presentemente em Lisboa, com um neto, de 54 anos, e tem três bisnetos, um dos quais presta serviço militar no Ultramar português. Uma queda dada em casa fez com que partisse uma perna e tivesse que recolher ao Hospital de S. José. É uma senhora dinâmica, apesar da Idade, é completamente lúcida, que vê perfeitamente e até costura com regularidade".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;QUINTA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 1967&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;LISBOA. 11 (ANI) — Uma valiosa colecção de documentos, entre os quais muitos pergaminhos, cujas datas vão do último quartel do século XV a meados do século XIX, foi oferecida á Biblioteca e Arquive Distrital de Angra do Heroísmo pela Viscondessa de Meireles. A colecção — oriunda em parte do Arquivo dos Marqueses de Tancos e Condes de Atalaia e em parte do Cartório de um dos ramos da família Corte-Real — é constituída&lt;br /&gt;por milhares de documentos (entre os quais figuram escrituras de compra e venda, cartas patentes de nomeação pira cargos, alvarás e documentos militares, bem como por autógrafos designadamente de D. Manuel I, D. João II, D. Sebastião, Filipe I, D. João V, D. José. Marquez de Pombal, Dona Maria I e D. João VI. Algumas cartas régias conservam os seus selos pendentes, sendo particularmente valioso um exemplar de cera de D. João III.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-5847192421745672346?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/5847192421745672346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=5847192421745672346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5847192421745672346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5847192421745672346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/05/noticias-da-nossa-terra.html' title='Notícias ... da nossa terra.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S-6594WLvDI/AAAAAAAABls/u8nfN3uPqDU/s72-c/BIBLIOTECA+DE+ANGRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1667200670375162357</id><published>2010-04-01T16:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T08:22:03.051-07:00</updated><title type='text'>A lenda de Almourol e Cardiga</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S7U0lRfmVMI/AAAAAAAABj4/z4UuEx7iA5Y/s1600/Almourol.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455324338584966338" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S7U0lRfmVMI/AAAAAAAABj4/z4UuEx7iA5Y/s400/Almourol.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Séc. XV fervilhava em todo o reino o gosto pelas descobertas e pelo desconhecido. Em 23 de Abril de 1415, o espião castelhano Ruy Dias de Vega fazia um relatório ao rei D. Fernando I de Aragão dando-lhe a notícia dos preparativos da Armada que então se constituía em Portugal e nas margens do nosso rio Zêzere (Sesar): “EI Prior et los maestres mandan fazer senhas galeotas de sesenta rremos cada una, saluo el maestre de Santyago. Et fazenlas en el rryo de Sesar [Zêzere] que es cerça de Punete, et entra en Tajo aquel rrio a syete leguas de Santareno Et ellos estan todos en sus tierras, adereçando pela la partyda, que an todos de partyr con el rrey.»&lt;br /&gt;É facto que os navios e os preparativos para as descobertas, como vimos atrás, fizeram-se nas margens do Zêzere e no concelho de Vila Nova da Barquinha. Nesses tempos as lendas ornadas pela fantasia oriental tinham arrepiantes seres mostrengos do fundo do mar, nas palavras de Fernando Pessoa " tectos negros do fim do mundo" e nos cabos Bojador e da Boa Esperança belzebus vagueavam no imaginário e até apareciam tentadoras princesas mouramas enfeitiçadas cobertas de oiro, grutas com o mesmo metal e pedras preciosos que pululavam na &lt;em&gt;vox populi &lt;/em&gt;de antanho numa mística nunca antes atingida. Foi neste ambiente de lendas, de mistério, de encanto e busca do desconhecido que os homens do nosso concelho partiram para as descobertas.&lt;br /&gt;Nesta Vila de Atalaia reza uma lenda, ainda hoje presente, que o túnel, com um tecto em abóbada, que existe entre a Capela do Senhor Jesus da Ajuda e o Depósito de água, é um túnel construído pelos Mouros e que o mesmo vai até ao Castelo de Almourol.&lt;br /&gt;Mas não é desta lenda que quero falar mas na lenda de Almourol e Cardiga. Quiçá imaginário do povo ou fundo de verdade...&lt;br /&gt;Estes dois nomes são bem conhecidos por todos nós e serviram de prefácio histórico ao descobrimento da Ilha de Santa Maria e de S.Miguel, nos Açores. Vamos, então, à lenda:&lt;br /&gt;“ Sussurrava-se em Sagres que, há séculos quando os moiros foram senhores da península, era alcaide de um Castelo roqueiro, erguido a meio do Tejo, o sarraceno Almourol, que ali vivia com a sua mulher Cardiga e a filha Miraguarda, de olhos sonhadores e negros e de tanta beleza, que era capaz de cativar a alma de um cristão.E assim sucedeu.&lt;br /&gt;Nas pelejas entre moiros e cristãos nas vizinhanças do Castelo, intrépido e romântico cavaleiro cristão, das hostes de Afonso Henriques, divisou nas ameias da fortaleza o moreno e encantador rosto da adepta do Islão de nome Miraguarda, filha de Almourol e Cardiga. E tão enfeitiçado ficou de suas raras graças e belezas, que se esqueceu que profanava a religião professada, ousando olhar cobiçosamente para a filha dos infiéis.&lt;br /&gt;Mas o amor não consentiu estorvo , chegado à fala com Miraguarda cosido com as cortinas das barbacãs, planearam a fuga. E o amoroso cavaleiro raptou a moira encantada, levando-a para longes terras, cingida a si, em fogoso corcel. No momento da fuga, as hostes cristãs aproveitaram o ensejo para penetrar no Castelo, tomando-o aos Sarracenos.&lt;br /&gt;Foi então que Almourol e Cardiga, não podendo suportar a afronta da dupla traição e o degradante cativeiro que lhes imporiam os assaltantes inimigos, decidiram subir à torre de menagem e precipitaram-se no Tejo. E assim puseram termo à cruciante dor que lhes avassalara as almas.&lt;br /&gt;Os cadáveres dos 2 sarracenos, sobre nadando as águas do rio, foram Tejo abaixo impelidos pela corrente e internaram-se no oceano, perdendo-se entre as brumas e neblinas do além mar, onde, petrificadas, se transformaram, diz a lenda, em 2 ilhas de maravilha.&lt;br /&gt;Quando os Portugueses, séculos depois, descobriram a ilha de Sta Maria, e 12 anos após a de S. Miguel, o povo tomou como verídica a lenda de antanho, dizendo que Sta Maria era o corpo da Cardiga e S. Miguel o do Almourol, transformados nas 2 ilhas encantadas.”&lt;br /&gt;Curioso é que o descobridor dos Açores foi frei Gonçalo Velho Cabral, senhor de Pias, de Beselga e de Cardiga, comendador do Castelo de Almourol que em 1432 foi designado 1.º capitão donatário de Sta Maria, e em 1444 1.º capitão donatário de S. Miguel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certo é que a audácia e o rasgo das expedições portuguesas abriram uma nova visão do mundo e do mar, até aí alicerçada em mitos e lendas, que a pouco e pouco se foram desvanecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia: S. Miguel, a Ilha Verde, Guia de Portugal artístico, XIV Volume, Lisboa, 1952 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1667200670375162357?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1667200670375162357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1667200670375162357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1667200670375162357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1667200670375162357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/04/lenda-de-almourol-e-cardiga.html' title='A lenda de Almourol e Cardiga'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S7U0lRfmVMI/AAAAAAAABj4/z4UuEx7iA5Y/s72-c/Almourol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7586533943712857489</id><published>2010-03-27T07:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T07:40:03.144-07:00</updated><title type='text'>EM QUE ANO NASCEU A NOSSA VILA ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S64YhExeDpI/AAAAAAAABik/KaQhgDwrylQ/s1600/Foral+1222.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453323155288231570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S64YhExeDpI/AAAAAAAABik/KaQhgDwrylQ/s400/Foral+1222.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;Nos séculos XII e XIII, na Península Ibérica, assistiu-se à fundação de novas vilas, as designadas “&lt;em&gt;vilas meãs&lt;/em&gt;” e em Castela e nas Astúrias designadas “&lt;em&gt;polas novas&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Estas pequenas vilas foram implementadas junto dos mais importantes troços viários e, politicamente, a sua fundação marcava a apropriação e organização de um território que importava proteger e consolidar.&lt;br /&gt;Estávamos no primórdio da nacionalidade e nos primeiros tempos dos municípios. Estes não eram erigidos através de normas legais mas consequência da afirmação do poder das ordens militares, dos senhorios e feudos num processo que em Portugal designamos por Reconquista.&lt;br /&gt;Primacialmente no século XIII algumas vilas novas ou meãs consolidavam-se pela construção de muralhas. Outras afirmaram-se dispensando a sua construção. A afirmação da Vila da Atalaia, numa 1.ª fase da reconquista deveu-se à existência de muralhas, segundo alguns historiadores destruídas pelos mouros. Numa 2.ª fase, época de D. Afonso II e de D. Dinis, à semelhança das Vilas de Salvaterra, Muge, Cartaxo e Asseiceira afirmou-se devido à sua importância estratégica, atravessamento de boas vias de comunicação, e à complexidade dos tráfegos comerciais realizados através do rio Tejo. Recorda-se que a abundância das planícies aluviais do Tejo vem da mais remota antiguidade tendo os escritores árabes exaltado a fertilidade dos campos sendo unânimes em afirmar que o trigo que aqui se semeava estava pronto a ceifar-se ao fim de 40 dias. Sabemos que os nossos primeiros reis reivindicavam a propriedade das lezírias tendo por base o direito de conquista e as necessidades de defesa e povoamento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela posse das férteis lezírias digladiaram-se vários senhores. Em 1251, D. Afonso III atestava a doação da lezíria da Atalaia ao chanceler D. Estêvão Eanes. “ &lt;em&gt;1251 (Abril,6) - Doação - O alcaide, alvazis e concelho de Lisboa dão carta de vizinhança a Estêvão Eanes, chanceler do rei D.Afonso III, doando-lhe os seus direitos sobre a lezíria da Atalaia.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Os primeiros forais caracterizavam os tributos directos e indirectos sobre os bens e havia um complexo pagamento de portagens, passagens e barcagens.&lt;br /&gt;As terras da Atalaia, pela sua excelsa situação geográfica, eram atravessadas pela via Olisipio– Conímbriga, muito importante à época, como o atesta a Carta de Privilégios de Atalaia, de 18-2-1303, concedida por D. Dinis, referindo-se à criação de uma póvoa no “ &lt;em&gt;lugar onde chamam Atallaya no caminho …&lt;/em&gt;” porque esta póvoa, à data, ficava situada junto à importante estada romana Scalabis – Sellium (Santarém-Tomar).&lt;br /&gt;D. Afonso II, em 1222, atribui foral à Villa Ferreiro, actual Ferreira do Zêzere, e à Atalaia estando aqui, talvez, as origens da nossa vila (&lt;strong&gt;ver documento ao lado – clicar para ampliar&lt;/strong&gt;). O objectivo das cartas de foral ou privilégios ou cartas de povoamento era a urgência de responder a graves dificuldades de povoamento. O Rei socorre-se de prelados e de ordens militares, entre outros, concedendo-lhes imunidades e jurisdição sobre o território para o explorar, quer administrativamente quer economicamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No caso da Atalaia a cedência faz-se a particulares a quem são dados privilégios, sem quaisquer reservas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pedro Ferreiro e sua mulher, Maria Vasquez, em 1222, dão foral aos povoadores de Vila Ferreiro e de Atalaia, eis o primeiro documento escrito que há memória sobre a nossa Vila.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bibliografia: Joel Serrão e Oliveira Marques, Nova História de Portugal - Portugal em definição de fronteiras (1096-1325), Volume III, Editorial Presença, 1996.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7586533943712857489?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7586533943712857489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7586533943712857489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7586533943712857489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7586533943712857489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/03/em-que-ano-nasceu-nossa-vila.html' title='EM QUE ANO NASCEU A NOSSA VILA ?'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S64YhExeDpI/AAAAAAAABik/KaQhgDwrylQ/s72-c/Foral+1222.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-5965762402230518643</id><published>2010-02-13T15:59:00.000-08:00</published><updated>2010-02-14T02:50:37.538-08:00</updated><title type='text'>As sesmarias e os baldios na Atalaia - anos de 1500 a 1800.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S3c9Kq99CWI/AAAAAAAABgk/zqyafdpjjcM/s1600-h/Atalaia+Sec.+XVI.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437882328615291234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S3c9Kq99CWI/AAAAAAAABgk/zqyafdpjjcM/s400/Atalaia+Sec.+XVI.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;D. João III encarregou Frei António de Lisboa, prior da Ordem de Cristo, do alargamento da Comenda da Cardiga às terras confinantes, ou seja aos concelhos da Golegã e da Atalaia.&lt;br /&gt;As aquisições de terras feitas por Frei António de Lisboa, vieram alterar a fisionomia de toda a nossa região. A seu mando foram desbravados muitos matos e terrenos maninhos e transformadas muitas terras baldias em propriedades lavradas. Com esta intervenção, “in concreto” nos solos da nossa região, foi aumentando a superfície das áreas cultivadas nos concelhos da Atalaia e da Golegã, terras vizinhas da Comenda da Cardiga no século XVI.&lt;br /&gt;Para saber-mos como se encontravam o estado das nossas terras nos anos de 1500 vejamos a descrição feita por Frére Claude de Bronseval, escrivão de Dom Edme de Saulieu, abade de Claraval, visitador das comunidades monásticas cistercienses, nos meados do sec. XVI, anos de 1532 e 1533, &lt;a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2077.pdf"&gt;http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2077.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tendo passado pelas vilas de Atalaia e Golegã e nos seus termos, diz-nos ter encontrado, pelo menos nos arredores da Atalaia, grande massa de terrenos incultos. Mas traduzamos a sua mensagem de língua francesa: “ 8 da manhã, imediatamente montamos a cavalo depois de ouvirmos missa. Fizemos uma milha ao longo de um vale entre as colinas áridas e cobertas de rochas, chegamos à vila chamada Asseiceira. Passamos por esta e à nossa direita e à nossa esquerda haviam colinas desertas e chegamos finalmente a uma grande vila chamada Atalaia. Tomamos uma refeição leve e saímos para pastar os cavalos que entraram num vale largo e longo, caminhámos para dois lugares por estrada plana, mas numa região com terrenos pouco cultivados …” (ciclar no mapa acima para ampliar).&lt;br /&gt;Curiosa é a referência em 1532-1533 à Atalaia como “grande Vila”. Tal, poderá significar que àquela data, para um viajante da Idade Média, que calcorreou muitas povoações, a Atalaia teria uma população significativa para a época.&lt;br /&gt;No arroteamento das terras na Atalaia, Frei António de Lisboa viria a comprar aos juízes ordinários e vereadores da Câmara da Atalaia a Coutada da Serra da Atalaia em 19/08/1541, em regime de sesmaria. Este regime de Sesmaria impunha ao novo dono que desbravasse e cultivasse as terras sob pena, se o não fizesse, de as mesmas reverterem para os anteriores proprietários. Apesar dos esforços de desbravamento de terras por Frei António de Lisboa, na nossa localidade, ainda ficaram por cultivar muitos terrenos, sobretudo no seu termo. Aliás, o Conde Lourenuo Magalotti, escrivão do Principe Cosme de Médicis, 3° Grão-Duque da Toscana, na segunda quinzena de Fevereiro de 1669, passou na nossa Vila. Na sua descrição conta-nos ser um lugar pouco cultivado mas com excelentes potencialidades para a caça. Mais, diz que: “ … as povoações que se encontram de Lisboa a Tomar são: … Santarém, Golegã e Atalaia, fora da qual se vê por acabar um grande palácio quadrado de boa e nobre arquitectura, e que é do conde D. Álvaro Manuel de Noronha, 4.º Conde da Atalaia, que tem por título o nome da dita povoação.”&lt;br /&gt;Ficamos assim a saber que em 1669 encontrava-se em construção o palácio do Conde da Atalaia, actual “Casa do Patriarca”, pelo que será muito próximo desta data que se concluiu a sua edificação. Mais refere o autor que os campos não se encontram tão cultivados como na lezíria mas são maravilhosamente adequados a caçadas, sendo da esterilidade da terra abundante recompensa a multiplicidade dos animais que aí se encontram.&lt;br /&gt;Posição idêntica tem no inicio do ano de 1700, o Pe. Carvalho da Costa (que compilou todas as notícias que pudesse sobre as inúmeras localidades portuguesas na sua obra de Corografia Portuguesa, 1712) quando refere que na Atalaia existia uma grande coutada de caça.&lt;br /&gt;Também no início do ano de 1800 se fazem referências às coutadas, à data designadas baldios da Ordem de Cristo no termo da Atalaia (“Memorias de correspondentes". In: Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1821). Existiam na Vila da Atalaia alguns baldios, entre outros, na ribeira de Laveiros havia um chamado a mata do concelho (parte da antiga sesmaria da Coutada da Serra da Atalaia) que era muito bom terreno para a plantação de oliveiras, o baldio do Valle das Egoas que tinha bastante água e era apto para a cultura, o baldio do Bracal, Vale do Junco, Vale da Sardinha e por último o baldio do Valle das Sete Fontes, também muito abundante em água. Nestes baldios foram plantadas oliveiras, vinhas, milho e feijão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elementos bibliográficos: Cardiga: De Comenda a Quinta da Ordem de Cristo (1529-1630), tese de Mestrado de Luis Miguel Preto Batista, Universidade de Lisboa, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-5965762402230518643?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/5965762402230518643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=5965762402230518643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5965762402230518643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5965762402230518643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/02/as-sesmarias-e-baldios-na-atalaia-anos.html' title='As sesmarias e os baldios na Atalaia - anos de 1500 a 1800.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S3c9Kq99CWI/AAAAAAAABgk/zqyafdpjjcM/s72-c/Atalaia+Sec.+XVI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6688237660820538596</id><published>2010-02-06T03:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T07:12:26.467-08:00</updated><title type='text'>O TELÉGRAFO DE “CIERA” – ANO 1810 - ABRANTES - ATALAIA (BARQUINHA)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S218P3CCinI/AAAAAAAABgc/hjwFMSuvGlE/s1600-h/atalaya+-telegrafo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 415px; float: left; height: 300px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435136937218443890" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S218P3CCinI/AAAAAAAABgc/hjwFMSuvGlE/s400/atalaya+-telegrafo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S216sC7HnuI/AAAAAAAABgM/ue8_OCGxR9I/s1600-h/atalaya+-telegrafo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S21ehKDSWWI/AAAAAAAABgE/Wi-Fma8-akE/s1600-h/Telegrafo+Atalaia1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 205px; float: right; height: 362px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435104249032890722" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S21ehKDSWWI/AAAAAAAABgE/Wi-Fma8-akE/s400/Telegrafo+Atalaia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Numa assembleia-geral da SIRA o Dr. Paulo Picciochi abordou-me sobre a existência, aquando das invasões francesas, no Picoto da Atalaia, de um telégrafo. Fiquei curioso com a novidade. O meu amigo José Vieira (1)  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; fez-me chegar este artigo que desde já partilho.&lt;br /&gt;Desfrutem dos documentos que confirmam a existência de um telégrafo na nossa terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Artigo de José Manuel d’Oliveira Vieira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais problemas que as tropas portuguesas tiveram, no início do Século XIX durante a “Guerra Peninsular”, foi a inexistência de um meio das unidades em campanha comunicarem entre si, num curto espaço de tempo. Embora entre nós já houvesse conhecimento da telegrafia visual, foi com Wellington (1810/1811) que se estabeleceram as transmissões telegráficas visuais, entre as fortificações das Linhas de Torres e os seus flancos laterais, durante as Invasões Francesas.&lt;br /&gt;Para além do “Telégrafo de Bolas”, assim se denominava o sistema Inglês, os militares lusos sentindo a necessidade das tropas nacionais terem o seu próprio sistema, inventaram o “Telégrafo Óptico Português”: Francisco António Ciera e Pedro Folque, dois dos engenheiros militares portugueses desta época, desenvolveram os seus próprios sistemas nacionais. De menor alcance, mais baratos, mas mais eficientes, mais fáceis de usar e que imprimiam maior rapidez às comunicações. O sistema de Ciera utilizava um dicionário de 60.000 palavras ou frases. A par do arsenal logístico existente em Abrantes para proteger a capital do reino, foi mandado colocar nesta Vila em 1810 um “telégrafo”, para a transmissão de ordens militares, o que veio a acontecer após D. Miguel Pereira de Forjaz, ministro e secretário de Estado dos Negócios da Guerra, ter questionado Francisco António Ciera, director dos telégrafos e inventor do “Telegrafo Óptico Português”, sobre a demora da instalação do telégrafo em Abrantes. Ainda sobre a obra do Telégrafo de Abrantes, o marechal de campo José Lopes de Sousa, a partir desta Vila comunica a D. Miguel de Forjaz: Tenho a honra de informar V. Exª., que se tem trabalhado na obra do Telegrafo, e que posto senão ache completa toda a obra pelo que respeita a barraca e sua escada; o Telegrafo já poderia trabalhar; a corresponder-se com o da Barquinha cazo que aquelle de achasse pronto, mas não se avista ainda no lugar em que se pode collocar […] Abrantes 23 de Junho de 1810 No dia seguinte (24Jun), o marechal de campo José Lopes de Sousa informa D. Miguel de Forjaz: Hontem participei a V. Exª que não se avistava ainda daqui o trabalhar-se na colocação do Telegrafo no lugar da Barquinha, mas na mesma tarde já se divizava este trabalho, e o que hoje mais se verifica. Deos Guarde V. Exª Abrantes 24 de Junho de 1810 .&lt;br /&gt;Apesar do sistema Ciera ser fácil de usar, o 2º Tenente do Real Corpo de Engenheiros, António Vaz da Cunha Salgado, propõe a João Lobo Brandão de Almeida, Governador da Praça de Abrantes alterar o método das comunicações telegráficas. Depois de descrever as alterações ao sistema Ciera, Salgado finaliza assim o Oficio: […] Se este meu trabalho V. S. julgar tirar utilidades nas circunstâncias prezentes, o seu bem conhecido patriotismo lhe dará o destino que merece. Ds Gde a V. Sa Abrantes 13 de Março de 1811.&lt;br /&gt;Ao ter conhecimento da carta, Francisco António Ciera, inventor do telégrafo nacional, ironizou desta forma as alterações que Salgado propunha introduzir: Desconfio q. esta seja huma d’aquellas invenções, q. …são(!...) boas sobre o papel; e conq. D’ordinário se iludem os q. não tem pratica. 20 de Maio de 1811 Ass. F.A.Ciera . No contexto da Guerra Peninsular, a história do telégrafo da Vila de Abrantes continua desvalorizado. Para provar a importância deste meio de comunicação rápido (na época) vejam-se algumas das mensagens: De João Lobo Brandão para D. Miguel Pereira de Forjaz – Neste instante ás 12 do dia acabo de receber huma ordem de V. Exª pelo Telégrafo […] Abrantes 11 de Junho de 1811 5.&lt;br /&gt;Num Boletim do Thelegrafo central de Lisboa do dia 13 de Abril de 1812 ás 6h da tª consta a seguinte mensagem enviada do telégrafo de Abrantes: Participar a Marechal Beresford, q. no dia 11 do corrente vierão huns 5ooo homens de Cavallaria Inimiga a Alpedrinha, Souveneira For moza (Sobreira Formosa), Fundão saquear[…] Governador. No mesmo boletim consta ainda uma outra mensagem de Lisboa para Abrantes: Mandar pelo Thelegrapho pª Abrantes o seguinte. Marechal Beresford Ordena q. Governador reúna sem demora sua Guarnição, e se ponha no melhor estado de Defeza – Mozinho – 13 de Abril de 1812.&lt;br /&gt;Os últimos dados do “Telégrafo de Palhetas” ou de “Ciera”, constituído por uma armação de madeira, que se encontrava na Torre do Castelo de Abrantes, datam de 28 de Agosto de 1815. Num aviso sobre reparações urgentes no telégrafo em Abrantes consta o seguinte:&lt;br /&gt;O General Azedo. Participou-lhe o 1º Tenente de Engenheiros, Director das obras de Abrantes, qu o Comandante da Artilharia lhe tinha dito, que para evitar alguma desgraça desmanchasse o Telegrafo da Torre do Castelo, que está a cahir por se acharem podres as madeiras, e que já faltão algumas: e perguntava, o que devia fazer. Azedo diz, que preciza ser autorizado para mandar remover as madeiras do dito Telegrafo supposto o estado da sua ruína […] 6. A pouca documentação que existe sobre o telegrafo visual de Abrantes e da qual tive acesso, não permite afirmar que o mesmo tivesse sido reparado e prolongado para além de 1815. O telégrafo de palhetas/ tabuinhas ou persianas, como era chamado, implantado por Francisco António Ciera, não funcionando em condições atmosféricas adversas ou de noite, foi no entanto o método mais eficaz de transmitir mensagens durante a Guerra Peninsular e após esta, prolongando-se no tempo até ao advento do telégrafo eléctrico. No ano que decorre, faz 200 anos de ter sido estabelecido na Torre do Castelo de Abrantes o Telégrafo de “Palhetas ou Persianas”. Conhecendo-se a utilidade militar que o “Telégrafo Óptico” de Abrantes teve durante a Guerra Peninsular, onde encontrar esboços, óculo, dicionário telegráfico/fraseologia, tábuas telegráficas/Instruções para o Serviço Telegráfico, quem construa uma réplica à escala natural do Telégrafo de Ciera, porque não incluir o tema num dos eventos sobre as Invasões Francesas e fazer uma recriação inédita e histórica, no local onde foi construído no ano de 1810?&lt;br /&gt;O “telégrafo de persianas português”, criado pelo Doutor em Matemática, Francisco António Ciera, implantado em 1810, na Torre do Castelo, nunca foi incluído ou discutido num evento em Abrantes quando o tema é a Guerra Peninsular. Dos muitos documentos antigos (1810/1834) onde o nome de Abrantes aparece, invariavelmente, lá se encontra algo relacionado com o “telégrafo Abrantes/Barquinha”.&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo artigo supra podemos imaginar a importância do Picoto da Atalaia na guerra Peninsular, essencialmente o seu interesse estratégico territorial. Por aqui passaram todas as informações da Nação resultantes da ligação à linha telegráfica das Beiras (Lisboa/Atalaia/Barquinha/Abrantes/Castelo Branco/Elvas) e da ligação à linha telegráfica Lisboa/Atalaia/Tomar/Ceiras/Zambujal/Vendas D. Maria/S. Gens/Almalaguer/Coimbra).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo registo documental ficamos a saber que em 12 de Abril de 1812 estiveram na Atalaya 2 companhias de Brigada da Cavalaria Inglesa.&lt;br /&gt;(1) &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://coisasdeabrantes.blogspot.com/"&gt;http://coisasdeabrantes.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6688237660820538596?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6688237660820538596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6688237660820538596&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6688237660820538596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6688237660820538596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/02/o-telegrafo-de-ciera-ano-1810-abrantes.html' title='O TELÉGRAFO DE “CIERA” – ANO 1810 - ABRANTES - ATALAIA (BARQUINHA)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S218P3CCinI/AAAAAAAABgc/hjwFMSuvGlE/s72-c/atalaya+-telegrafo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7500856466812019729</id><published>2010-01-27T13:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T14:21:38.744-08:00</updated><title type='text'>Roteiro Turístico do Património Mundial</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S2C5ek5-gCI/AAAAAAAABfY/3hYH1nvueSU/s1600-h/turismo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431545085562880034" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S2C5ek5-gCI/AAAAAAAABfY/3hYH1nvueSU/s400/turismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última edição dos roteiros turísticos do património mundial, &lt;a href="http://www.visitportugal.com/"&gt;http://www.visitportugal.com/&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.descubraportugal.pt/"&gt;http://www.descubraportugal.pt/&lt;/a&gt; , encontramos a imagem da Igreja da Atalaia, do Castelo de Almourol e da Quinta da Cardiga.&lt;br /&gt;A edição, muito bem concebida e de cores atraentes, refere que a região se encontra no Coração de Portugal. "Coração porque, muito antes, muito depois e muito para lá dos factos históricos, esta região se manteve um lugar de encontro de culturas, que se exprimiu no sincretismo do povo "mocárabe", lugar onde se formou a identidade portuguesa."&lt;br /&gt;É a nossa terra atravessada pela história templária, por mitos e lendas, por culturas ímpares e por monumentos primorosos como a Igreja da Atalaia, cuja data se encontra esculpida no próprio templo, ano de 1528, até ao Castelo de Almourol, fundado em arrecife metido pelas águas do Tejo, que com as suas correntes o cerca, e faz ilha, para onde vão os barcos, e no Verão é uma das alegres habitações que há, servindo-lhe a fresca corrente do rio e a multidão de embarcações, que o navegam ordinariamente de alegre passatempo, conforme refere Frei Bernardo de Brito (1597), tudo isto é beleza artística, tudo isto merece ser revisitado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7500856466812019729?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7500856466812019729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7500856466812019729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7500856466812019729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7500856466812019729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2010/01/roteiro-turistico-de-patrimonio-mundial.html' title='Roteiro Turístico do Património Mundial'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/S2C5ek5-gCI/AAAAAAAABfY/3hYH1nvueSU/s72-c/turismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3314661853953526562</id><published>2009-12-27T10:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T11:03:25.923-08:00</updated><title type='text'>Portagens à entrada do nosso concelho em 1837.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SzevJmwNoBI/AAAAAAAABeI/FgQXLTkJkPA/s1600-h/D.+Maria+II+-+1838-1864.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 309px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419993256120131602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SzevJmwNoBI/AAAAAAAABeI/FgQXLTkJkPA/s400/D.+Maria+II+-+1838-1864.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A introdução de uma portagem à entrada dos veículos em Lisboa, em 2006, dividiu as opiniões de especialistas em transportes e urbanismo e de ambientalistas: para uns, aquela não seria uma medida prioritária enquanto outros acreditavam ser uma medida inevitável esgrimindo argumentos contra e pró, com os últimos a concretizar com um exemplo prático, tal imposto já se aplicava na cidade Londres.&lt;br /&gt;Não entrando em debate sobre este tema, quiçá polémico, mas deveras interessante, porque ecológico (qualidade do ar nas cidades e à redução das emissões de CO2), quero abordar um assunto que muita gente desconhece.&lt;br /&gt;A cobrança de portagens à entrada das cidades, ao que tenho conhecimento, teve origem no nosso concelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas vamos contar a história ...&lt;br /&gt;O porto da Barquinha, nos primeiros anos do século XIX, tinha um enorme movimento comercial. Por ali passava todo o comércio que ia e vinha das Beiras para Lisboa e de Lisboa para as Beiras. As mercadorias transaccionadas eram, essencialmente, madeira, sal, arroz, bacalhau, carne e tecidos de algodão.&lt;br /&gt;Do auto da Câmara da Atalaia, de 22 de Maio de 1834, consta que:&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;Presentes o Juiz Ordinário, vereadores e mais oficiais da Câmara e outras pessoas. Foi dito que sendo restabelecidos os direitos da Senhora Dona Maria II e o Trono da Monarquia Portuguesa era chegado o momento de se fazer nesta Câmara a devida aclamação e reconhecimento ao Governo Legítimo da mesma Augusta Senhora … o que foi unanimemente acordado ... havendo por ilegítimo todo outro Governo que não seja desta Senhora estabelecido conforme a Carta Constitucional&lt;/em&gt;” (seguiam 27 assinaturas).&lt;br /&gt;Ou seja, restabelecida a ordem depois da guerra que assolou Portugal, os cofres públicos estavam depauperados.&lt;br /&gt;Mas, em 14 de Junho de 1837 fazia-se o lançamento da 1.ª pedra para o edifício dos Paços do Concelho da Barquinha. Verificando-se um deficit nas contas públicas de 4529$861 decidiu a Câmara Municipal criar um imposto de 20 réis por carro de bois de fora do concelho que viesse deixar ou receber carga aos portos da Barquinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Solução miraculosa para combater o deficit público da época. Consabido que naquele tempo, segundo factos históricos, entravam no nosso concelho 230.000 carros de bois por ano, facto demonstrativo da pujança comercial de Vila Nova da Barquinha foi tão simples fazer o equilíbrio das finanças públicas em pouco tempo e erguer a novo edifício dos Paços de Concelho à conta da introdução de portagens na nossa terra. Cessada a razão de ser de tal imposto veio o mesmo a ser abolido passado pouco tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;FOTOGRAFIA: D.MARIA II, Biblioteca Nacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3314661853953526562?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3314661853953526562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3314661853953526562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3314661853953526562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3314661853953526562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/12/portagens-entrada-do-nosso-concelho-em.html' title='Portagens à entrada do nosso concelho em 1837.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SzevJmwNoBI/AAAAAAAABeI/FgQXLTkJkPA/s72-c/D.+Maria+II+-+1838-1864.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1149105279086331858</id><published>2009-11-19T15:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T15:41:56.998-08:00</updated><title type='text'>O azeite na Barquinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SwXXuyLoDXI/AAAAAAAABdE/IWCXNTCsbrk/s1600/azeite.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 210px; FLOAT: right; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405964126472637810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SwXXuyLoDXI/AAAAAAAABdE/IWCXNTCsbrk/s400/azeite.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um trabalho de Pérsio Basso &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sabia que o nosso concelho tem uma vasta tradição na produção e comercialização de azeite?&lt;br /&gt;No “Anuário Comercial de Portugal”, edição do ano de 1904, estavam registados no concelho de VILLA NOVA DA BARQUINHA três negociantes de azeites por atacado. Alfredo Martinho da Fonseca, nome que nos nossos dias dá nome uma das ruas da vila, e ainda Manoel Silvestre Vieira Barbosa, e Raúl Catalão Pereira.&lt;br /&gt;Mas se no início do século passado já havia conhecimento da existência de pequenas indústrias deste ramo, nos anos 40, os Lagareiros e Lagares abundavam por todo o concelho. O Mercado de Azeitonas “Quinta do Lagarito”, de Francisco Marques, é um bom exemplo. Além desta referência a um local que hoje é uma conhecida unidade de restauração, eram vários os estabelecimentos que se dedicavam à produção e ou venda de azeite:&lt;br /&gt;António Cardoso, Vicente da Silva (Laveiros); Bartolomeu Pereira, Manuel Vieira da Cruz (Praia do Ribatejo); David Miguel de Sousa, Matos e Maria Lda. Comércio de Azeitona (Madeiras); Ilísio Gomes &amp;amp; Irmão, Augusto Mendes Aparício, Luís Augusto Pombeiro (Barquinha); Eustáquio, Picciochi &amp;amp; Garcia, Manuel Marques Fernandes, Sociedade Industrial Moita do Norte (Atalaia); João Vicente Pedreiro (Outeiro); Joaquim José Vieira, Manuel Martins (Moita do Norte); José Grácio Florêncio, Manuel Pereira (Limeiras); José Marques Agostinhos &amp;amp; Filhos &amp;amp; C.ª (Quinta do Lagarito – Barquinha); José Vicente (Casalinho); João Ribeiro da Silva (Quinta da Lameira – Barquinha); António da Silva (Quinta do Serrado); António Pereira (Outeiro).&lt;br /&gt;Esta existência de mais de duas dezenas de lagares de azeite num concelho pequeno como Vila Nova da Barquinha, no século XX, comprova a secular tradição da produção deste produto de características mediterrânicas na nossa terra.&lt;br /&gt;Azeite produzido a partir dos olivais de Vila Nova da Barquinha era inclusivamente exportado para outros países. O “Armazém de Azeites de João Pereira – Barquinha”, fazia “exportação para África e Brasil”.&lt;br /&gt;O azeite marca “Almourol” – azeite de oliveira português, era embalado em Lisboa pela empresa “Adelino Jerónimo &amp;amp; C.ª Lda” e destinava-se igualmente à exportação. “O azeite Almourol representa uma qualidade escolhida das melhores regiões de Portugal”, refere a sua embalagem, exposta no Museu Etnográfico 21, em Vila Nova da Barquinha.&lt;br /&gt;O azeite fez certamente parte dos nossos hábitos alimentares desde tempos remotos. É por isso importante manter viva na nossa memória colectiva uma importante actividade económica na história deste concelho ribeirinho, que em tempos já foi um generoso olival.&lt;br /&gt;Para preservar a memória desta tradição, nada como dar uso ao azeite, à nossa mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha histórica sobre a produção de azeite no concelho de Vila Nova da Barquinha, baseada em documentos da colecção do Museu Etnográfico 21, gentilmente cedidos por Joaquim Vieira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1149105279086331858?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1149105279086331858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1149105279086331858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1149105279086331858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1149105279086331858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/11/o-azeite-na-barquinha.html' title='O azeite na Barquinha'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SwXXuyLoDXI/AAAAAAAABdE/IWCXNTCsbrk/s72-c/azeite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-4424445302410947238</id><published>2009-11-17T13:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T13:10:10.650-08:00</updated><title type='text'>2.º Aniversário do presente blog</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Atalaia, 18-11-2007 a 18-11-2009&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agradecimento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O feitor do presente blog é um ser social, como tal, não vive apartado da aldeia global onde se faz pesquisa, onde se cometem injustiças, onde se fabrica a boa e a má moeda. Como qualquer outro cidadão têm dúvidas, apaixona-se por pessoas e por causas, é mais ou menos feliz, têm mais ou menos amigos. Apesar da recorrente falta de tempo, dos factos aqui apresentados à investigação e aquilo que os mesmos conduziram, há uma verdade material indubitável … o seu conhecimento teve vários apoios, alguns fortuitos, outros menos, outros ainda como corolário natural das suas conexões intensas de amizade.&lt;br /&gt;Este projecto visava dar a conhecer a terra onde habita e onde vive. Hoje pode dizer que foram identificadas algumas pedras, caminhos, casarios, marítimos, oleiros, pescadores e clérigos, em sinopse, acontecimentos do passados distante e do presente. Muito falta por narrar e dar a conhecer deste local banhado pelo rio Tejo, essa via civilizacional que, ora em correria, ora em mansidão, foi apreciada pelo nossos antepassados e será contemplada pelos vindouros.&lt;br /&gt;Que o esforço feito, com a colaboração de tantos, produza desafios para o futuro da nossa cultura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem-haja&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-4424445302410947238?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/4424445302410947238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=4424445302410947238&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4424445302410947238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4424445302410947238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/11/2-aniversario-do-presente-blog.html' title='2.º Aniversário do presente blog'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6232447926504349226</id><published>2009-11-08T13:19:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T07:27:51.169-08:00</updated><title type='text'>CAMINHADA ECOLÓGICA NA ATALAIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Svc2ag7zjWI/AAAAAAAABcU/pKY48VSaPpI/s1600-h/alexandra.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401846107199475042" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Svc2ag7zjWI/AAAAAAAABcU/pKY48VSaPpI/s400/alexandra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que denominamos altivamente de CIVILIZAÇÃO nada é mais do que uma real agressão às coisas naturais. Essa tal civilização significa a devastação da nossa floresta, a poluição das nossas ribeiras, a contaminação dos solos e a deterioração da qualidade do ar. Sabemos que os seres humanos vêm promovendo uma verdadeira batalha contra a natureza.&lt;br /&gt;Imbuídos deste remar contra a maré, no pretérito dia 31-10-2009, fizemos uma caminhada ecológica na Vila da Atalaia.&lt;br /&gt;A Eng.ª Alexandra, portadora do saber ambiental, proporcionou ao grupo um atmosfera cordial e de aprendizagem na inter-relação das pessoas com o meio ambiente.&lt;br /&gt;Analisámos árvores, pássaros, insectos, borboletas, plantas, cogumelos, etc.&lt;br /&gt;Este tipo de inter-relação despertou nos participantes uma enorme curiosidade. Conselho puxa conselho e palavra atrai responsabilização, tanto a nível individual como a nível colectivo, responsabilização de preservação do habitat da fauna e da flora ali bem presente. As crianças estavam a aprender a viver em harmonia com todos os seres que íamos visitando e encantando.&lt;br /&gt;Conscientes de que as crianças de hoje irão influenciar futuramente o equilíbrio ambiental, procurámos transmitir valores ambientais assim como sensibilizámos os mais pequenos para uma educação ambiental e um despertar de sentimentos ecológicos, no fundo: aprender a gostar para cuidar.&lt;br /&gt;Por último, demos a conhecer a vista magnânime do Picoto, visitando (via binóculos) o Castelo de Ourém e o Rio Tejo no seu esplendor.&lt;br /&gt;Consabido que as crianças são um auditório privilegiado das mensagens ambientais, não só de palavras mas também de atitudes, e que elas são os futuros gestores do planeta aconselhámos a cuidar daquilo de que todos gostamos, daquilo que para nós tem algum valor e importância, amar a natureza.&lt;br /&gt;Julgamos que nesta jornada todos aprendemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6232447926504349226?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6232447926504349226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6232447926504349226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6232447926504349226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6232447926504349226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/11/caminhada-ecologica-na-atalaia.html' title='CAMINHADA ECOLÓGICA NA ATALAIA'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Svc2ag7zjWI/AAAAAAAABcU/pKY48VSaPpI/s72-c/alexandra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8779360807427808467</id><published>2009-09-17T13:41:00.000-07:00</published><updated>2009-12-27T09:02:42.773-08:00</updated><title type='text'>TANCOS 1916 - CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS (CPE)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SrKjZ-yWiDI/AAAAAAAABas/66XEHW46kvc/s1600-h/tancos1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 259px; FLOAT: right; HEIGHT: 232px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382544171407411250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SrKjZ-yWiDI/AAAAAAAABas/66XEHW46kvc/s400/tancos1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SrKgr8G7ynI/AAAAAAAABak/uuMyiWrmBrI/s1600-h/ponte_tancos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 276px; FLOAT: right; HEIGHT: 236px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382541181391194738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SrKgr8G7ynI/AAAAAAAABak/uuMyiWrmBrI/s400/ponte_tancos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:';font-size:100%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;Até 1916 Portugal tinha-se mantido um país neutro na I Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Na sequência do apresamento de 70 navios mercantes alemãs que se tinham refugiado no Rio Tejo para fugir à esquadra inglesa deixou Portugal de ser um país neutro para entrar em guerra. A Inglaterra precisava de tais navios e pediu-nos que os aprisionássemos para serem colocados ao seu serviço. Este facto originou que a Alemanha nos viesse a declarar a guerra, acontecimento amplamente desejado pelo Partido Democrático Português que defendia a nossa participação e alinhamento no bélico contexto europeu.&lt;br /&gt;Logo, importava preparar as nossas tropas para esta nova situação. Com a publicação da Ordem do Exército n.º 4, de 25 de Março de 1916, projectasse a criação de um corpo expedicionário para a Europa.&lt;br /&gt;O Ministro da Guerra Norton de Matos faz concentrar a preparação da força no concelho de Vila Nova da Barquinha. Tal, cria-se em Tancos a “divisão de instrução”, obra preferida do então Ministro. Um grupo activo de oficiais, embora reduzido, é encarregado de tal tarefa, foram os designados “jovens turcos”. Serão os políticos do pós guerra. Entre eles estão: Jaime Cortesão, Álvaro de Castro, Ribeiro de Carvalho, Cunha Leal, Sá Cardoso, Álvaro Pope, Fernando Freiria, Hélder Ribeiro, etc.&lt;br /&gt;Norton de Matos e estes oficiais conseguem em tempo reduzido dar treino básico de combate a um corpo expedicionário. Deste CPE fazem parte 2 divisões com 55000 mil homens que marcham para França no início de 1917 e ali se mantiveram até ao Armistício de Novembro de 1917.&lt;br /&gt;A formação do CEP foi um grande esforço de mobilização de cidadãos portugueses tendo havido, por parte de algumas correntes ideológicas, forte oposição à sua participação.&lt;br /&gt;Segundo testemunho de António Vital participaram na 1.ª guerra 2 Atalaienses: Constantino Bento e Joaquim Lamoroso. Curioso é que estes militares logo que entraram no campo de batalha foram feitos prisioneiros. Sérgio Duarte refere que o Constantino, trabalhador do Dr. Estáquio Picciochi, veio a ser "gaseado" na I Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Recorda-se que existe, em Vila Nova da Barquinha, um monumento em homenagem aos mortos deste conflito. Referência nacional é António Gonçalves Curado, militar mobilizado pelo RI 28, da Figueira da Foz, natural de V.N. Barquinha e que embarcou para França em 22 de Fevereiro de 1917. Foi o primeiro militar português do CEP a morrer em combate !&lt;br /&gt;Nas fotografias acima podemos ver o aprontamento das forças no campo de Tancos e a passagem da Cavalaria pela ponte das barcas (Tancos - Arripiado). Nesta fotografia (clicar na mesma para ampliar) é ainda visível a Igreja Matriz de Tancos e a Igreja da Misericórdia.&lt;br /&gt;POST SCRIPTUM: Em documento que o autor teve acesso em Dez09, Biblioteca da Câmara Municipal de V.N.Barquinha, participaram na I Guerra os seguintes Atalaienses: Manuel Marques Amoroso, Joaquim Marques Amoroso, Raimundo Ferreira Teodósio (prisioneiro), Francisco Serigado, Constantino Bento (prisioneiro), Artur da Silva Mendes, Adelino Rosa Tormenta, Américo Barbosa e Florêncio Rosa Esperança. (In Revista "Sangue de Heróis" N.º único, Barquinha 18-08-1929)&lt;br /&gt;Fontes: Medina, João. História de Portugal “ Dos tempos pré-históricos aos nossos dias”, Vol. XV, artigo de António Telo “ A República e as Forças Armadas”.&lt;br /&gt;Fotografias do Arquivo Municipal de Lisboa&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8779360807427808467?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8779360807427808467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8779360807427808467&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8779360807427808467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8779360807427808467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/09/tancos-em-1916-corpo-expedicionario.html' title='TANCOS 1916 - CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS (CPE)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SrKjZ-yWiDI/AAAAAAAABas/66XEHW46kvc/s72-c/tancos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-4056609749963228117</id><published>2009-09-11T09:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T15:28:15.756-07:00</updated><title type='text'>Professora D. Maria Salete Albuquerque - 1898-1954</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sqp5MLJWy9I/AAAAAAAABaU/0SRCHgpXYfc/s1600-h/a_prof.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 291px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sqp5MLJWy9I/AAAAAAAABaU/0SRCHgpXYfc/s400/a_prof.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380245954904902610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A professora D. Maria Salete Albuquerque nasceu em 5 de Outubro de 1898, na freguesia da Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor. Era filha de José de Albuquerque e de Matilde Albuquerque.&lt;br /&gt;Faleceu em 7 de Dezembro de 1954.&lt;br /&gt;Esta mulher beirã,  bem rija e morena, exerceu a missão de professora do ensino primário na Escola Primária da da Atalaia, durante um período temporal de 22 anos, entre 1932 e 1954, no edifício da actual Junta da Freguesia e antecedente Paços de Concelho.&lt;br /&gt;Pelas suas mãos passaram muitos  jovens atalaienses, quer do sexo masculino quer do sexo feminino.&lt;br /&gt;Reconhecida por todos aqueles que com ela conviveram como alguém que ia para muito além das funções de professora tornou-se, para os seus ex-alunos (as) , uma eterna amiga e guia. O  seu exemplo de dedicação incansável, de doação, de dignidade pessoal, de amizade ao próximo tornou-a inesquecível. Foi sem dúvida, no dizer dos seus alunos,  uma das personalidades notáveis que passaram pela nossa terra.&lt;br /&gt;Por isso não surpreendeu que estes, num gesto de eterno afecto, propusessem à Junta de Freguesia e à Assembleia de Freguesia a colocação do seu nome para o Jardim das Olarias.&lt;br /&gt;O pedido foi aceite pelos órgãos autárquicos que deliberaram, em 3-9-2009, e por unanimidade,   dar o seu nome a tal espaço.&lt;br /&gt;Na sequência desta deliberação será, brevemente, realizada na Sociedade Instrutiva e Recreativa da Atalaia uma festa  de homenagem que contará com a presença  dos seus descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post-scriptum.  Seja-me permitido um louvor à minha professora primária D. Norlinda, também beirã de berço, que à força de perguntar, instar, dedicar e amar, me ensinou, a seu modo, o caminho da vida.&lt;br /&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-4056609749963228117?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/4056609749963228117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=4056609749963228117&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4056609749963228117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/4056609749963228117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/09/prof-maria-salete-albuquerque-1898-1954.html' title='Professora D. Maria Salete Albuquerque - 1898-1954'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sqp5MLJWy9I/AAAAAAAABaU/0SRCHgpXYfc/s72-c/a_prof.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6598399526156842934</id><published>2009-08-12T17:00:00.001-07:00</published><updated>2009-08-24T02:30:03.762-07:00</updated><title type='text'>Leia em tempo de férias e, de preferência, a obra  “A Princesa do Corgo", de Emílio Miranda, escritor residente em V. Nova da Barquinha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SoNY5ubdRcI/AAAAAAAABZ0/6wNqxenPfhU/s1600-h/princesa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SoNY5ubdRcI/AAAAAAAABZ0/6wNqxenPfhU/s400/princesa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369232929494746562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do tempo de férias intermitentes que estou a usufruir aproveito para, após uns belos banhos, colocar em dia a leitura que por dever de ofício olvidei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Princesa do Corgo, Emílio Miranda, Ed. Planeta Editora, 1.ª Edição, 2009&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Compulsando a estante do supermercado Modelo vejo este livro recomendado. Perspicaz como sempre a minha prima Lina dá-me conhecimento que o autor é militar e vive em Vila Nova da Barquinha. Interesse redobrado e ... aquisição imediata.&lt;br /&gt;Romance histórico deslumbrante onde o autor, num misto de ficção e realidade, nos mostra a dura vivência da época do reinado de D. Dinis.&lt;br /&gt;Nas personagens de Simão da Cruz, foragido da lei por homicídio de Fidalgo, que se recrimina a miudamente e que foge a sete pés da área de jurisdição do senhor feudal, até Maria da Conceição que acompanhada do seu pai José e 2 irmãos, também foragido por furto de arado e crime de deserção da terra e do senhor onde forneciam a sua mão de obra como servos, todos vão para outras terras em busca de uma vida melhor, quais emigrantes dos nossos tempos. Passando pelas figuras de Manuel Mestre-de-obras, Zacarias, Adosinda, Bruxa do Corgo e Robalo (o tolo que de tolo não tinha nada), esta obra faz-nos recuar aos tempos primórdios da nacionalidade, das desigualdades vigentes nas classes sociais, dos critérios de justiça reinantes à época, da luta pela posse das terras, da discrepância entre sentimentos e atitudes dos homens e mulheres de antanho, muitas vezes de singular solidariedade e humanidade, dos seus usos e costumes e dá-nos a imagem da criação de uma cidade nos tempos de El-Rei D. Dinis.&lt;br /&gt;Uma obra, de escritor residente no nosso concelho, que aconselho vivamente a ler.&lt;br /&gt;Já agora esteja atento, em breve será publicado o seu próximo romance: “Teppô-Ki – O Livro dos Mosquetes”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A escriba, António Garrido, Porto Editora, 1.ª edição, Janeiro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os factos descritos na escrita de António Garrido, escritor espanhol, ocorrem no ano de 799 d.c. É uma narrativa encantadora que nos transporta para a vivência das gentes no centro da Europa na Idade Média no tempo em que reinava Carlos Magno. Investigação dedicada com a busca de rigorosas fontes permite-nos conhecer a feitura dos pergaminhos da época, os ofícios das populações Alta Francónia / Alemanha, a vida das suas cidades e estrutura da sociedade. Saboreei a vida das personagens e os inesperados acontecimentos da história. Desde Theresa, que segue o oficio do pai Gorgias, a Alcuino de York, o frade protegido do Imperador, até à generosidade da mulher que pratica a profissão mais velha do mundo. A simbiose entre o rigor das fontes históricas e a prosa oscilante torna este romance, baseado em factos reais, numa obra inesquecível e convida o leitor a retroceder no tempo e a visitar as cidades, as abadias, os mercados e a conhecer os usos e costumes da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Viagem do Elefante, de José Saramago, Editorial Caminho, 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquando das primeiras leituras deste escritor, mormente "Evangelho Segundo Jesus Cristo", não me senti atraído com o seu verbo e fazia-me confusão a falta de pontuação. Todavia, devido à perseverança do meu amigo Augusto Santos, que todos os anos me oferta com obras assinadas pelo escritor, sou agora um assíduo leitor do Nobel da Literatura.&lt;br /&gt;É impressionante como de um singelo facto - a oferta do rei D. João III ao arquiduque Maximiliano II da Áustria de um elefante indiano, na viagem da entrega de tão precioso animal, quase racional, e no percurso entre Lisboa e Figueira de Castelo Rodrigo, entrando por terras de Espanha até Viena - o escritor brinca com a realidade e a ficção, mistura ironia com sarcasmo, mostra o nu da condição humana sempre com uma primorosa imaginação. Disse Saramago: “O que me fez escrever o livro não foi saber que um elefante foi a Viena, mas sim o facto de depois de morrer, lhe terem cortado as patas para fazer delas um bengaleiro. Achei que era indecente, o elefante merecia outro respeito”.Pois, digo eu, ninguém foge ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Máscaras de Salazar, de Fernando Dacosta, Ed. Casas das Letras, 24.ª edição, 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Livro que analisa a pessoa e a vida de António de Oliveira Salazar personagem que governou o nosso país durante 42 anos. &lt;br /&gt;A crónica pessoal desta figura faz-se a partir da recolha de testemunhos, confidências e segredos de vários protagonistas (defensores e opositores do regime) uns que viveram junto de Salazar, outros que tiveram contactos directos com a estrutura e funcionamento desse mesmo regime. A leitura desta obra permite-nos conhecer muito da nossa história contemporânea desde as obras realizadas, a sustentação do regime, as tradições e as personagens mais intervenientes na Nação e na cidade de Lisboa.&lt;br /&gt;Amado por uns odiado por outros é essencial, nas palavras de Eduardo Lourenço “ conhecer a alma que o seu regime nos deu e nos tirou”.&lt;br /&gt;Do livro retirei a seguinte máxima:&lt;br /&gt;“ &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando desancado pela crítica: não responda. Não há nada que valha a dignidade do silêncio. Quanto mais você subir, mais detestado, mais insultado será. Eduque o seu espírito na lição da serenidade, que tudo vence, da generosidade que tudo perdoa&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas leituras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6598399526156842934?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6598399526156842934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6598399526156842934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6598399526156842934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6598399526156842934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/08/leia-em-tempo-de-ferias-e-de.html' title='Leia em tempo de férias e, de preferência, a obra  “A Princesa do Corgo&quot;, de Emílio Miranda, escritor residente em V. Nova da Barquinha'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SoNY5ubdRcI/AAAAAAAABZ0/6wNqxenPfhU/s72-c/princesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7955648716982076508</id><published>2009-07-18T15:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T07:21:17.297-07:00</updated><title type='text'>1951 – A EXTINÇÃO DOS CANDEEIROS A PETRÓLEO NA ATALAIA * 1884 -  A PRIMEIRA CENTRAL HIDRO-ELÉCTRICA PORTUGUESA EM TOMAR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SmJO833iIKI/AAAAAAAABY0/4UAv6lw-ySo/s1600-h/P7050013.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SmJO833iIKI/AAAAAAAABY0/4UAv6lw-ySo/s400/P7050013.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359933314220302498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existem muitas dúvidas quanto à data precisa da chegada da luz eléctrica a Portugal. Há quem a situe em 28 de Setembro de 1878 quando a Câmara de Paris cedeu à Corte meia dúzia de candeeiros de arco voltaico (sistema Jablochkov).&lt;br /&gt;Certo é que, passados 3 anos,  na exposição internacional de Paris de 1881, milhares de lâmpadas acenderam de uma só vez, no parque de exposições, e o público ficou deslumbrado com as "estrelas" ou "luminárias de Edison". A partir deste grandioso evento a iluminação eléctrica entra nos objectivos políticos das Nações e dos Estados europeus.&lt;br /&gt;Em Portugal, no ano de 1884, na cidade de Tomar, verificou-se um incêndio na Fábrica de Tecidos. A mesma ficou em ruínas mas, em curto espaço de tempo, seria reedificada “ &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;agora com a electricidade proveniente de uma pequena central estabelecida no Nabão, provavelmente a primeira central hidro-eléctrica portuguesa, se é que Emílio Biel não aproveitou, no seu início, a pequena queda de água que existia no local dos seus primeiros trabalhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;” (1) &lt;br /&gt;Na Atalaia só em 1951, segundo prova testemunhal, a luz eléctrica chega à nossa terra.&lt;br /&gt;É neste ano que é criado o Repartidor Nacional de Cargas organismo já previsto na última parte da base X da Lei n.º 2002, de 26 de Dezembro de 1944, criado pelo Decreto n.º 38186, de 28 de Fevereiro de 1951. Veio este organismo responder à premente necessidade de assegurar a coordenação da exploração da então nascente rede eléctrica primária. Entraram, nesta data, em exploração as primeiras centrais dos sistemas Zêzere (Castelo do Bode) e do Cávado-Rabagão (Vila Nova), e, com elas, também a primeira instalação da rede de 150 kV, que asseguraram não só o início do abastecimento das principais redes de distribuição, a partir da energia dessas centrais, mas ainda a sua interligação.&lt;br /&gt;Portanto, em 1951, na Atalaia, são sentenciados ao desaparecimento os belos lampiões a petróleo que eram alimentados por mão humana, através de escada, um a um, no final do dia, sendo o depósito de combustível na antiga prisão do concelho, actual sede da Junta de Freguesia. O último atalaiense encarregado da nobre tarefa de acender e apagar os lampiões era Francisco Valente, já falecido. À noite e ao amanhecer era o acendedor e apagador de lampiões da nossa terra. &lt;br /&gt;Para memória futura ainda hoje é possível ver o último exemplar, na figura ao lado, na bela casa do Dr. Estáquio Picciochi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Sousa, Francisco de Almeida, Subsídios para a História da electrificação portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7955648716982076508?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7955648716982076508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7955648716982076508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7955648716982076508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7955648716982076508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/07/1884-primeira-central-hidro-electrica.html' title='1951 – A EXTINÇÃO DOS CANDEEIROS A PETRÓLEO NA ATALAIA * 1884 -  A PRIMEIRA CENTRAL HIDRO-ELÉCTRICA PORTUGUESA EM TOMAR'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SmJO833iIKI/AAAAAAAABY0/4UAv6lw-ySo/s72-c/P7050013.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8211877932566713590</id><published>2009-07-11T03:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T14:42:05.258-07:00</updated><title type='text'>1853 – Praça de Touros de V.N.Barquinha, a segunda mais antiga de Portugal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SlhqsucFTXI/AAAAAAAABYQ/Wwf0kyqTIfU/s1600-h/tourada.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SlhqsucFTXI/AAAAAAAABYQ/Wwf0kyqTIfU/s400/tourada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357149073369812338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Construída no Século XIX, em 1853, a Praça de Touros de Vila Nova da Barquinha é a segunda praça mais antiga de Portugal. &lt;br /&gt;A primeira situa-se em Abiul, concelho de Pombal.&lt;br /&gt;Sendo o autor da terra do granito, bem rijo e moreno, como sói dizer a canção Beirã, em dia de festa de Touros no Ribatejo, mais precisamente na Barquinha, é rito obrigatório, qual romaria na minha querida Beira-Beixa, acompanhar as ribatejanas cá de casa e convidadas à tourada.&lt;br /&gt;Apesar de não viver tão intensamente o espectáculo taurino, como elas sentem, tenho um enorme prazer de apreciar toda a envolvência do espectáculo, a força do touro, a arte dos actores, a arquitectura da praça, as suas cores e formas e, essencialmente, a vida de um povo e uma cultura que sente a festa brava.&lt;br /&gt;Festa que começa a preparar-se em casa com o arranjo das flores que serão, em tempo oportuno, presenteadas aos bravos cavaleiros e forcados. &lt;br /&gt;Parafraseando a minha sogra e esposa: o espectáculo foi excelente, os cavaleiros e forcados tinham valor. O meu vizinho Simões dizia que os touros deviam ter mais peso, e argumentava com o seu contraditório. &lt;br /&gt;Bem, nestas coisas e andanças da festa brava sou leigo, e, obviamente, remeto-me ao silêncio por dever de cuidado. Todavia, apreciei a calorosa discussão que se verificou até casa.&lt;br /&gt;Por último quero deixar aqui um encómio à banda dos Bombeiros Voluntários da Barquinha que acompanhou o espectáculo, sob a batuta de António Augusto Lopes, esteve impecável como sempre !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8211877932566713590?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8211877932566713590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8211877932566713590&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8211877932566713590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8211877932566713590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/07/1853-segunda-praca-de-touros-mais.html' title='1853 – Praça de Touros de V.N.Barquinha, a segunda mais antiga de Portugal'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SlhqsucFTXI/AAAAAAAABYQ/Wwf0kyqTIfU/s72-c/tourada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3217345900604904715</id><published>2009-07-03T03:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T03:39:51.509-07:00</updated><title type='text'>Foi há 51 anos a electrificação da Linha de caminhos-de-ferro entre Lisboa-Entroncamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sk3cTxm43mI/AAAAAAAABYI/DluLkvzHbmU/s1600-h/comboio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sk3cTxm43mI/AAAAAAAABYI/DluLkvzHbmU/s400/comboio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354177764305460834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 3 de Julho de 1958 publicava o Diário de Notícias, em primeira página, que a electrificação da linha férrea Lisboa-Entroncamento fora ontem inaugurada.&lt;br /&gt;Era a primeira etapa da electrificação da linha férrea Lisboa - Porto.&lt;br /&gt;A obra constava do primeiro Plano de Fomento. Fora orçamentada em 600 mil contos. &lt;br /&gt;Um comboio especial saiu de Santa Apolónia com 200 convidados e passada 1 hora e 16 minutos chegou ao Entroncamento.&lt;br /&gt;Apesar da chuva, que era intensa nesse dia, a população saiu às ruas e saudou a chegada da locomotiva eléctrica com bandas de música e foguetes. Os silvos das máquinas a vapor, que se encontravam na Estação, fizeram-se ouvir para grande contentamento dos escuteiros e de cerca de 3000 ferroviários presentes ao grande acontecimento.&lt;br /&gt;O jornalista refere que o comboio chegou à velocidade de 90 Km/hora em determinados troços da via-férrea.&lt;br /&gt;À data, as entidades oficiais relevaram as enormes vantagens para a economia nacional da introdução da electricidade na via-férrea. Haveria poupança significativa para o erário público pela substituição da energia eléctrica pelo vapor, factor primordial para o equilíbrio das contas da Companhia que era, também já à data, deficitária. Beneficio, em termos económicos, com a diminuição da importação de carvão de países estrangeiros. Por parte da Companhia houve a promessa de melhores serviços e de condições de trabalho para os seus trabalhadores.&lt;br /&gt;Singular é que, hoje em dia, em consequência das alterações introduzidas nos horários pela CP, em 2007, em vez de redução progressiva dos tempos de deslocação entre Lisboa e o Entroncamento, consequência lógica da intervenção de melhoramentos na via da linha do Norte, passou a haver um aumento dos tempos de percurso superior ao praticado há 51 anos, 1 hora e 16 minutos ! Ou seja, actualmente, o comboio inter-regional demora 1 hora e 22 minutos. Um paradoxo, embora tal facto possa explicar o atraso recorrente desta Nação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3217345900604904715?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3217345900604904715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3217345900604904715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3217345900604904715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3217345900604904715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/07/foi-ha-51-anos-electrificacao-da-linha.html' title='Foi há 51 anos a electrificação da Linha de caminhos-de-ferro entre Lisboa-Entroncamento'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sk3cTxm43mI/AAAAAAAABYI/DluLkvzHbmU/s72-c/comboio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7827034493677811359</id><published>2009-06-27T09:08:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T15:54:32.023-07:00</updated><title type='text'>Rio Tejo, uma causa ...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SklF6cfTf7I/AAAAAAAABX4/BqvTua0_AVY/s1600-h/Marina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SklF6cfTf7I/AAAAAAAABX4/BqvTua0_AVY/s400/Marina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352886502488768434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SkZGLITRDqI/AAAAAAAABWo/rDb1aq0Ezr0/s1600-h/Tejo+e+almourol.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 390px; height: 292px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SkZGLITRDqI/AAAAAAAABWo/rDb1aq0Ezr0/s400/Tejo+e+almourol.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352042364197211810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                           &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;“ O ambiente …&lt;br /&gt;São os rios, são as árvores&lt;br /&gt;São as aves a cantar&lt;br /&gt;São os animais bravios&lt;br /&gt;São os peixes a nadar&lt;br /&gt;Tu mesmo és ambiente&lt;br /&gt;Defende-o, pois, na verdade&lt;br /&gt;Assim, defendes-te a ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E salvas a humanidade.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O que chamamos orgulhosamente de civilização nada é mais do que uma verdadeira agressão às coisas naturais. A grosso modo a tal civilização significa a devastação das florestas, a poluição dos rios, o envenenamento das terras e a deterioração da qualidade do ar.&lt;br /&gt;O que chamamos de progresso não passa de uma degradação deliberada e sistemática que o homem vem promovendo há muito, uma autêntica batalha contra a natureza !&lt;br /&gt;O homem tem vindo a exercer grande parte da sua influência no meio, através da tecnologia, procedendo constantemente a reestruturações e modificações profundas de que a realização dos transvazes do rio Tejo é o último exemplo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deaubois (1974) afirma que para haver um real empenhamento das populações, para salvar o ambiente, é imprescindível que exista uma informação clara dos problemas a resolver, assim como das soluções a aplicar.&lt;br /&gt;A informação e a envolvência social face à modificação ambiental sobre o rio Tejo está a ser-nos prestada por blogue amigo, “Cá por causas”, &lt;a href="http://caporcausas.blogspot.com/"&gt;http://caporcausas.blogspot.com/&lt;/a&gt;, que disserta sobre os problemas do nosso rio elevando a consciência ambiental com a máxima “Cidadão do Tejo, Cidadão do Mundo.” Já Edmon Maire (1979) referia que a maior urgência não está em determinar tão somente os índices de poluição, mas prioritariamente em mobilizar os cidadãos. É isso que o “Cá por causas” está a fazer, e bem !&lt;br /&gt;Recorda-se que a protecção do meio ambiente, em Portugal, encontra-se consagrada na Constituição no seu art.º 9.º que estatui ser tarefa fundamental do Estado “&lt;i style=""&gt;defender a natureza e o ambiente e preservar os recursos naturais”, &lt;/i&gt;e no seu artigo 66º,&lt;i style=""&gt;  &lt;/i&gt;determina que&lt;i style=""&gt;:  “todos têm direito a um ambiente de vida humano e sadio e ecologicamente e o dever de o defender&lt;/i&gt;”, e, inclusive, no seu artigo 52º confere: “ … &lt;i style=""&gt;a todos, pessoalmente ou através de associações de defesa dos interesses em causa, o direito de acção popular nos casos e termos previstos na lei, nomeadamente o direito de promover a prevenção, a cessação ou a perseguição judicial das infracções contra a saúde pública, a degradação do ambiente e da qualidade de vida&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;O interesse na protecção, conservação e gestão do rio Tejo, com um caudal sustentável, encontra-se na necessidade de assegurar a conservação dos valores naturais, de garantir condições de reprodução para espécies muito susceptíveis bem como manter os habitats naturais da fauna e flora selvagens.&lt;br /&gt;A informação é um factor primordial. Mas não basta!&lt;br /&gt;A sensibilização e participação da sociedade civil, o seu envolvimento, quer através de actividades lúdicas quer de recreio e lazer, quer do direito de manifestação é essencial para a formação ecológica e para a melhoria da nossa qualidade de vida.&lt;br /&gt;Nas nossas terras ribeirinhas, banhadas pelo rio Nabão, Zêzere e Tejo, onde se poderá apostar no turismo de natureza, devemos promover a educação ambiental, fazer uma divulgação e conhecimento dos valores naturais e sócio-culturais dos nossos rios, contribuindo, assim, para o seu reconhecimento e sensibilizar as populações para a imperiosa necessidade da sua protecção.&lt;br /&gt;É, também, necessário chamar a esta luta o poder político. A solução para estas grandes questões, como os transvazes do Rio Tejo, só será exequível com unicidade e na concertação das vontades das populações e das autoridades (portuguesas e espanholas) tendo por único objectivo um pilar comum: a conservação e a gestão dos valores naturais e não os interesses nacionais.&lt;br /&gt;Se nos frustrarmos na transmissão desta mensagem, de socorro aos nossos rios, seja aos alunos, aos pais e aos cidadãos de hoje, arriscamo-nos a comprometer o direito fundamental das nossas crianças, e dos cidadãos, a um meio ambiente saudável e promotor de vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fotografias: Marina Honório e autor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7827034493677811359?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7827034493677811359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7827034493677811359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7827034493677811359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7827034493677811359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/06/rio-tejo-uma-causa.html' title='Rio Tejo, uma causa ...'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SklF6cfTf7I/AAAAAAAABX4/BqvTua0_AVY/s72-c/Marina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-2428697417496395986</id><published>2009-06-14T06:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T14:01:44.283-07:00</updated><title type='text'>O CASTELO DA ATALAIA - castro lusitano - torre de menagem (artigo publicado em 1946)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SjT9PUnVviI/AAAAAAAABUI/r9XQV2MXcXM/s1600-h/morro+da+Atalaia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SjT9PUnVviI/AAAAAAAABUI/r9XQV2MXcXM/s400/morro+da+Atalaia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347177097269198370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomeço pois este novel artigo com outro alento. No último sobre o Castelo da Atalaia (?) disse: “&lt;i style=""&gt;É muito bom saber que há quem, doutamente, como Ludovico Menezes, coloque esta hipótese histórica. O facto é que este assunto está no limbo, como muitos outros da nossa terra&lt;/i&gt;…”&lt;br /&gt;Não há dúvida que a vida nos oferece deliciosas surpresas.&lt;br /&gt;Mão amiga fez-me chegar fonte histórica sobre este assunto.&lt;br /&gt;O limbo, estado de indecisão ou incerteza que existia na minha alma, sobre este facto de monumental importância histórica para a Vila da Atalaia deu um passo atrás e a minha convicção sobre a existência real do Castelo da Atalaia deu um passo adiante.&lt;br /&gt;O bom senso leva-me a acreditar nas fontes e a conservar a esperança que, no futuro próximo, se façam investigações arqueológicas no local que determinem a fidelidade das palavras deste autor, essencialmente, nos “vestígios ainda existentes” à data da publicação do artigo. O povo da Atalaia merece-o, os vindouros agradecem.&lt;br /&gt;Como diria Albert Einstein “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o importante é não deixar de fazer perguntas&lt;/span&gt;”. Digo eu, os Atalaienses gostariam de ter respostas sobre assunto tão relevante e dignificante.&lt;br /&gt;Tal, passo a transcrever, na íntegra, o artigo do General João de Almeida, publicado em 1946:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“No cimo do monte denominado Atalaia, que se levanta a nordeste da antiga Vila da Atalaia, situada a 3 km noroeste da margem direita do Tejo, na vila da Barquinha, existem ainda os vestígios de uma antiga fortaleza.&lt;br /&gt;Dada a sua natureza e situação e o valor militar da posição, e tendo-se em atenção os enormes vestígios ainda existentes, em especial da dominação romana, em toda esta região, é de presumir que na origem tivesse consistido num castro lusitano, do começo da época dos metais. Os Romanos teriam tomada a fortaleza lusitana no ano 100 a.c., restaurando-a e remodelando-a segundo a sua técnica castrense e fazendo dela uma forte base militar da sua ocupação e importante centro administrativo.&lt;br /&gt;Ignora-se a sua história, sendo que de crer que tivesse sido ocupada por Alanos, Visigodos e Muçulmanos, e sabendo-se ao certo que em 1129 estava já em poder dos Portugueses. Tornando anos depois a cair em poder dos Mouros, foi reconquistado em 1147, por D. Afonso Henriques, que mandou reedificar o castelo medieval. Reconquistado de novo pelos Mouros estes teriam arrasado e abandonado a fortaleza, que ficou completamente despovoada, até que D. Afonso II mandou reedificar o castelo e lhe concedeu foral em 1212, com muitos privilégios para os moradores a fim de mais facilmente ser povoada.&lt;br /&gt;Parece que, sendo de novo destruída pelos Mouros, D. Dinis a mandou repovoar e reedificar a fortaleza, construindo-lhe a torre de menagem, e dando novo foral à povoação em 1315.&lt;br /&gt;Hoje está totalmente destruída e o monte coberto de mato e arvoredo, mal se pressentindo que ali tivera um forte castelo medieval.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Agradecimento ao preclaro militar José Manuel d'Oliveira Vieira, &lt;a href="http://coisasdeabrantes.blogspot.com/"&gt;http://coisasdeabrantes.blogspot.com/&lt;/a&gt;, que me facultou o presente artigo, o meu eterno bem-haja.&lt;br /&gt;Bibliografia: General João de Almeida, "ROTEIRO DOS MONUMENTOS MILITARES PORTUGUESES - volume II", Edição do Autor, 1946&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-2428697417496395986?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/2428697417496395986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=2428697417496395986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/2428697417496395986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/2428697417496395986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/06/o-castelo-da-atalaia-castro-lusitano.html' title='O CASTELO DA ATALAIA - castro lusitano - torre de menagem (artigo publicado em 1946)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SjT9PUnVviI/AAAAAAAABUI/r9XQV2MXcXM/s72-c/morro+da+Atalaia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6501554558978608047</id><published>2009-06-12T12:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T09:13:42.881-07:00</updated><title type='text'>11-06-2009, O concretizar de um sonho (1.ª Pedra da Creche e Centro de Dia)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SjN0NKU4OkI/AAAAAAAABUA/x41m-aIgmQQ/s1600-h/Auto+de+not%C3%ADcia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SjN0NKU4OkI/AAAAAAAABUA/x41m-aIgmQQ/s400/Auto+de+not%C3%ADcia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346744952077957698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Intervenção do P.e José Manuel Laranjeira Madeira no lançamento da 1.ª pedra da Creche e Centro de Dia e Apoio domiciliário (auto ao lado - clicar para ampliar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Morreu em 1970 e chamava-se Almada Negreiros. Um dia escreveu:- “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;E concluiu:- “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coragem, portugueses! Só vos faltam as qualidades&lt;/span&gt;!”&lt;br /&gt;Tenho orgulho – que é um dos muitos defeitos – de ser padre numa terra de gente tão teimosa – outro defeito.&lt;br /&gt;Mas o meu orgulho é hoje uma honra, porque a vossa teimosia tornou-se persistência.&lt;br /&gt;Tenho pois o orgulho e a honra de estar presente no dia em que brota a semente da vossa persistente teimosia.&lt;br /&gt;1. Explico-me:&lt;br /&gt;Hoje é o culminar de um percurso de três décadas – trinta anos – uma geração!&lt;br /&gt;Nos anos oitenta germinou a ideia de uma estrutura de apoio à terceira idade. O pároco meu antecessor e a comissão paroquial de então procurou dar-lhe corpo. Conseguiu um terreno e um ante projecto, mas não foi possível reunir os apoios necessários e a ideia ficou na gaveta.&lt;br /&gt;Mas conseguiu o mais difícil, que a ideia entranhasse, tornando-se um sonho colectivo. E os sonhos colectivos não morrem.&lt;br /&gt;Nos anos noventa é criada a ADESFA – Associação para o Desenvolvimento Social da Freguesia de Atalaia – tendo como principal objectivo criar condições para transformar o sonho &lt;st1:personname productid="em obra. Consegue" st="on"&gt;em obra. Consegue&lt;/st1:personname&gt; também a afectação de um terreno, este que agora pisamos, mas emperra na carência de personalidade jurídica para dar corpo ao sonho.&lt;br /&gt;É esta Associação que um dia me vem desafiar e à Comissão da Fábrica da Igreja Paroquial a darmos as mãos para a constituição de uma Instituição Particular de Solidariedade Social.&lt;br /&gt;Foi a viragem do século, entravamos na terceira década de teimosa persistência.&lt;br /&gt;Criado o Centro Social Paroquial de Atalaia, por Decreto do Senhor Bispo de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues, em 25 de Novembro de 2001, esperámos dois anos pelo seu reconhecimento e registo pelo Estado Português como Instituição Particular de Solidariedade Social.&lt;br /&gt;Conseguido o requisito legal, demos início à actividade com uma Valência de ATL, a funcionar da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico e para a qual conseguimos acordo de cooperação com o Centro Distrital Santarém da Segurança Social no ano seguinte.&lt;br /&gt;Paralelamente, com o apoio da autarquia, começámos a trabalhar num projecto para este espaço, após a ADESFA, ter cedido ao Centro Social os seus direitos sobre os quase 2000 mil quadrados, propriedade da Câmara Municipal e afectados aquela Associação para equipamento social. Hoje toda esta área delimitada é propriedade do Centro Social, por doação da Câmara Municipal da sua parte, e doação do Senhor Júlio Luís da Silva da parte restante de um total de dois mil duzentos e noventa e seis metros quadrados (2.296 m2).&lt;br /&gt;A ideia base foi sempre o velho sonho de um Centro de Apoio à terceira idade, mas a Segurança Social insistiu para que juntássemos uma estrutura de apoio á infância, pelo que um primeiro projecto foi um Centro de Dia e ATL, a posteriori revertido em Creche.&lt;br /&gt;É pois já um segundo projecto, de Creche e Centro de Dia com Apoio Domiciliário, cujo inicio da concretização estamos aqui hoje a celebrar – também depois de uma segunda candidatura ao PARES – Programa criado pelo actual governo para Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais.&lt;br /&gt;São muitos os pais e mães da criança! Como referi, é toda uma geração, ao longo de trinta anos.&lt;br /&gt;Que todos os homens e mulheres de boa vontade que alimentaram este sonho e contribuíram para chegarmos a este momento, se tenham sentido recompensados dos seus trabalhos e tenho gozado a alegria do parto, quando, a seguir á cerimónia de Bênção, Sua Excelência, o Senhor Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Doutor José António Vieira da Silva, cortou o cordão umbilical á criança, isto é, descerrou a placa comemorativa do início da Obra.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Estava debaixo da bandeira do povo português, que “reúne todos os defeitos”, como escreveu Almada Negreiros, mas que tem uma Alma Grande – grande de oito séculos - e que quando sonha e dá as mãos é capaz de abraçar o mundo inteiro.&lt;br /&gt;2. O Custo Total da Obra, como podem ver na placa junto a este portão, é de quase 700 Mil Euros, incluindo a Infra-Estrutura, os projectos técnicos e a Fiscalização – preço real já contratualizado, mais o valor estimado para equipamento móvel.&lt;br /&gt;O Financiamento é praticamente 50 – 50 entre o Estado e o Centro Social Paroquial. Mesmo com o apoio autárquico, o dinheiro que realizámos com o loteamento do terreno da paróquia que fora adquirido nos anos oitenta para este velho sonho e pago por um paroquiano, Senhor Alberto João Coelho, já falecido, mais a disponibilidade financeira da paróquia, faltavam-nos dos nossos 50% mais de 100 mil euros.&lt;br /&gt;Como, apesar de termos tido que fazer dois concursos, foi possível consignar a obra até ao fim do mês de Abril, ganhamos direito a mais 30 mil euros do Estado.&lt;br /&gt;Então telefonámos a alguns amigos e garantimos apoios de cerca de 20 mil euros.&lt;br /&gt;Mas faltam ainda mais de 50 mil Euros, sem contarmos com trabalhos a mais e o fundo de maneio necessário para iniciar a actividade das valências respectivas, porque fazer uma obra para criar teias de aranha não fale a pena.&lt;br /&gt;Chegou a altura de pedir ‘a ajuda do público’.&lt;br /&gt;Por favor, assim que tiverem oportunidade, ajudem a comer esse porco todo que é oferta, e, se tiverem bons fígados reguem-no bem, comprando vinho e cerveja até acabar e rematem com umas filhoses e um caldo verde para a sossega.&lt;br /&gt;Entretanto podem contribuir comprando um souvenir, um pequeno tijolo comemorativo deste dia. O preço base é três euros, mas quem não os tiver pode dar cinco ou mais.&lt;br /&gt;Muita gente fez pré inscrição na Liga de amigos. Não quisemos receber cotas enquanto o projecto não saísse do papel. Agora a Obra é real e irreversível, por isso é altura de oficializarem a vossa inscrição. Podem fazê-lo já hoje na barraca ali do canto, bem como esclarecer quaisquer dúvidas.&lt;br /&gt;A Lei do Mecenato dá benefícios fiscais até 130 % no IRS ou IRC sobre donativos sem contrapartidas para Instituições de Solidariedade Social com é o nosso Centro Social Paroquial. Antes de terminar o ano civil, façam uma simulação das vossas declarações de rendimentos e comprovem que por cada 100 Euros doados, ganham 30 euros, ou 15 por 50, ou 60 por 200 e assim sucessivamente. É bom para o doador e para a conclusão desta obra. São os muitos poucos que podem fazer muito.&lt;br /&gt;Conclusão. Senhor Ministro, Doutor José António Vieira da Silva, a demonstração de carinho por esta obra que a sua presença para nós significa, compensa-nos os trabalhos dobrados e fortalece a nossa determinação. Na sua pessoa agradeço a todas as entidades que hoje nos visitam.&lt;br /&gt;Olhai que esta é uma boa terra para fixar residência, uma terra de sorrisos e de sonhos e de obra feita e a fazer-se.&lt;br /&gt;Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Dr. Miguel Pombeiro, eu sei que ando sempre a pedir-lhe coisas, é só mais uma, por favor venha tomar a palavra antes que eu atropele mais o protocolo e faça convenientemente as honras desta casa que tem muito de seu.&lt;br /&gt;Bem Hajam.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obs. Na galeria de fernandomsfreire (flickr), todas as imagens deste acontecimento.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6501554558978608047?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6501554558978608047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6501554558978608047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6501554558978608047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6501554558978608047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/06/11-06-2009-lancamento-da-1-pedra-do.html' title='11-06-2009, O concretizar de um sonho (1.ª Pedra da Creche e Centro de Dia)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SjN0NKU4OkI/AAAAAAAABUA/x41m-aIgmQQ/s72-c/Auto+de+not%C3%ADcia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3085617181249791614</id><published>2009-06-10T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T06:31:14.240-07:00</updated><title type='text'>Medalha municipal de mérito grau prata – desporto para, o árbitro da 1.ª divisão, André Gralha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Si-zQlszGzI/AAAAAAAABTY/W-IUxIqa4dg/s1600-h/Andre+Gralha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 120px; height: 120px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Si-zQlszGzI/AAAAAAAABTY/W-IUxIqa4dg/s400/Andre+Gralha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345688380291357490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;André Gralha tem 33 anos de idade é natural e residente na Atalaia.&lt;br /&gt;Na época de 2008-2009 foi árbitro dos seguintes jogos:Portugal-Dinamarca (Sub-16), Portugal-República Checa (Sub-16), Portugal-Suiça (Sub-21).&lt;br /&gt;Na Liga Sagres (antiga 1.ª divisão): Rio Ave-Naval, Leixões – Académica, Marítimo-Est. Amadora.&lt;br /&gt;Na Liga Vitalis (antiga 2.ª divisão ou honra): Santa Clara-&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Varzim, Desp. Aves-Oliveirense, Estoril-Freamunde, Aves-Vizela, Gondomar-Oliveirense, Covilhã-Vizela, Aves-Feirense, Gondomar-Portimonense, Vizela-Oliveirense, Feirense-Estoril.Na taça da Liga: Estoril-Oliveirense e Trofense-U.Leiria.&lt;br /&gt;Na taça de Portugal: Covilhã-Milheirense, Amares-Belenenses, Leixões-Santana, S.Clara-Fiães.&lt;br /&gt;4.º árbitro da supertaça: Sporting-Porto.&lt;br /&gt;4.º árbitro da Liga Sagres (1.ª divisão): Guimarães-Setúbal, Braga-Sporting, Académica-Braga, Nacional-Trofense, Sporting-Guimarães, Sporting-Marítimo, Benfica-Nacional, P.Ferreira –Nacional, Académica-E.Amadora, Guimarães-Trofense, Leixões-Sporting, Guimarães-Belenenses. P. Ferreira-Guimarães, Braga-Trofense, Rio Ave-Braga e P.Ferreira-Trofense.&lt;br /&gt;Cuidou a Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha, por deliberação de 5-6-2009, atribuir-lhe a medalha municipal de mérito grau prata – desporto, presenteando-o amanhã dia 11-6-2009, pelas 16 horas, com uma justa homenagem.&lt;br /&gt;Também eu tomo a liberdade de lhe fazer o presente elogio. Cidadão que conheço por encontros do caminho da vida, não posso deixar de lhe dizer que sinto uma honra e orgulho em tê-lo por companheiro de jornada. Reconheço o seu mérito, o seu nobre proceder e a sua consumada prudência, factores que contribuíram, decerto, para ser um magnífico árbitro no terreno de jogo e no campo das relações humanas.&lt;br /&gt;Votos sinceros de novos êxitos numa arte que tão bem conhece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3085617181249791614?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3085617181249791614/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3085617181249791614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3085617181249791614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3085617181249791614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/06/medalha-municipal-de-merito-grau-prata.html' title='Medalha municipal de mérito grau prata – desporto para, o árbitro da 1.ª divisão, André Gralha'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Si-zQlszGzI/AAAAAAAABTY/W-IUxIqa4dg/s72-c/Andre+Gralha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8101245914396026286</id><published>2009-06-07T03:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T08:45:18.645-07:00</updated><title type='text'>Parabéns Sociedade Instrutiva e Recreativa da Atalaia (SIRA)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SiwlNtlO0TI/AAAAAAAABTQ/xboHTUpSaDw/s1600-h/Sira+-+Nazareno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SiwlNtlO0TI/AAAAAAAABTQ/xboHTUpSaDw/s400/Sira+-+Nazareno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344687775286219058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem, 6-6-2009, na SIRA (1930-2009), foi dia de casa cheia que fez recordar os bons velhos tempos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com o empenho da nova Direcção, que está a apostar na diversidade &lt;/span&gt;cultural e teatral, foi possível levar à cena a peça “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Nazareno&lt;/span&gt;”. Do seu elenco fazem parte cerca de 80 pessoas (actores, músicos e figurantes) o que em termos logísticos implicou muito trabalho por parte dos participantes e voluntariedade dos directores.&lt;br /&gt;A opereta baseia-se na obra de Frei Hermano da Câmara e retrata alguns aspectos da vida de Jesus Cristo desde o seu nascimento até à sua morte e ressurreição, tal como nos têm sido transmitidos através dos tempos pelas escrituras.&lt;br /&gt;Encontramos na peça duas vertentes (a humana e a religiosa) que tornaram ao longo dos tempos “o Nazareno” numa figura ímpar na história da humanidade. Estas duas vertentes, complementares entre si, destacam-se, por exemplo, no episódio das bodas de Canã, no primeiro acto (a celebração da alegria e da vida familiar onde Jesus transforma a água em vinho) e o aspecto mais intimista, reflexivo e de proximidade de Cristo com os apóstolos, no segundo acto (na celebração da última ceia e o beijo da traição de Judas).&lt;br /&gt;Globalmente, trata-se de um espectáculo abrangente na arte dramática, onde o canto, a música e o teatro estão de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Brilho para a actuação de Miguel Galhofo, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;durante todo o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;espectáculo, &lt;/span&gt;no papel de Jesus como solista. Rasgado elogio para os actores (Grupo Cantar Nosso, da Golegã) encenação, músicos (sob a batuta de António Augusto Lopes) e grupo coral (com inclusão do grupo coral de Tancos).&lt;br /&gt;Tudo passa, mas a qualidade das actuações e as encenações, como a agora apresentada, para os crentes e não crentes, ficam na nossa memória e na nossa consciência.&lt;br /&gt;Parabéns homens da SIRA.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Incenso para o Nazareno e louvor para quem trabalhou neste ambicioso projecto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8101245914396026286?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8101245914396026286/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8101245914396026286&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8101245914396026286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8101245914396026286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/06/parabens-sociedade-instrutiva-e.html' title='Parabéns Sociedade Instrutiva e Recreativa da Atalaia (SIRA)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SiwlNtlO0TI/AAAAAAAABTQ/xboHTUpSaDw/s72-c/Sira+-+Nazareno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-5228748895862439729</id><published>2009-06-02T14:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T03:53:43.017-07:00</updated><title type='text'>Dia 11-6-2009, pelas 18h, lançamento da 1.ª Pedra da Creche e Centro de Dia da Atalaia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SiWVl0gJbNI/AAAAAAAABQ4/bxuFjHs3zcY/s1600-h/Cartaz+1%C2%AA+pedra+%281%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 321px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SiWVl0gJbNI/AAAAAAAABQ4/bxuFjHs3zcY/s400/Cartaz+1%C2%AA+pedra+%281%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342841009926139090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No próximo dia 11-6-2009, pelas 18 horas, é efectuado o lançamento da 1.ª pedra da Creche e Centro de Dia da Atalaia.&lt;br /&gt;Presidirá à cerimónia Sua Excelência o Ministro do Trabalho e da Segurança Social, Dr. José António Fonseca Vieira da Silva.&lt;br /&gt;O projecto (conforme desenho ao lado) engloba 3 espaços distintos: Centro de Dia, Creche e Serviço de Apoio Domiciliário.&lt;br /&gt;O valor aproximado para o custo da obra é de cerca de 700.000 euros. Tem a mesma comparticipação financeira no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais – PARES II. As entidades públicas financiadoras deste projecto são o Instituto de Segurança Social, o Centro Social Paroquial de Atalaia (CSPA), a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia. Ao abrigo da Lei do Mecenato o CSPA tem como parceiros a CIMPOR e o BPI.&lt;br /&gt;O prazo de execução da obra será de 1 ano pelo que se prevê a sua inauguração em Julho de 2010.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A LIGA DE AMIGOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os estatutos do CSPA prevêem a criação de uma Liga de Amigos cujos objectivos serão os de apoiar e colaborar na prossecução das actividades do Centro quer através de trabalho voluntário quer de singela contribuição pecuniária. Portanto, Atalaienses vamos unir esforços para construir uma obra que será de todos! Assim, é fundamental que cada um de nós se inscreva e faça parte da Liga de Amigos. Só uma participação activa fará acabar esta obra, uma riqueza para os presentes e para os vindouros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-5228748895862439729?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/5228748895862439729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=5228748895862439729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5228748895862439729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5228748895862439729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/06/dia-11-6-2009-pelas-18h-lancamento-da-1.html' title='Dia 11-6-2009, pelas 18h, lançamento da 1.ª Pedra da Creche e Centro de Dia da Atalaia'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SiWVl0gJbNI/AAAAAAAABQ4/bxuFjHs3zcY/s72-c/Cartaz+1%C2%AA+pedra+%281%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7232227127037031814</id><published>2009-05-24T14:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T15:00:14.937-07:00</updated><title type='text'>1812 - As paisagens de Tomar e de Vila Nova da Barquinha na visão de um viajante.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Shm698kfbRI/AAAAAAAABPw/oAsXlyUVFKI/s1600-h/Convento+de+Cristo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 233px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339504406618402066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Shm698kfbRI/AAAAAAAABPw/oAsXlyUVFKI/s400/Convento+de+Cristo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;William Graham era um cidadão irlandês que tinha entrado em Portugal, por Lisboa, em 17 de Novembro de 1812, em plena Guerra Pensinsular (1807 -1814).&lt;br /&gt;Na sua viagem ao longo do rio Tejo, de jusante a montante, passando pela Beira Alta, toda a zona litoral da Figueira da Foz até ao Porto, por Guimarães e Bragança, descreve-nos este escritor os hábitos das populações e das nossas gentes, as paisagens que mais o atraíram, o estado da nossa da agricultura, à data extremamente débil, as condições de vida do nosso povo e o estado das vias de comunicação daquela época.&lt;br /&gt;Por último, importa lembrar que à data do presente relato o país estava empobrecido e em guerra que o devastava há 5 anos.&lt;br /&gt;“ &lt;i&gt;No dia 8 de Dezembro de 1812, continuámos para a Golegã, a catorze milhas, e no dia 9 para Punhete (Constância), a doze milhas. A estrada para estes lugares era excelente; pas&amp;shy;sámos por vários bosques de oliveiras e a cerca de meio caminho descemos uma grande encosta, onde a espessa folhagem das árvores quase fechava o caminho. Fomos obrigados a subir de novo, e depois de alguma dificuldade escalámos o topo, que era muito escarpado. Tendo andado cerca de uma centena de jardas, chegámos a uma curva da estrada onde a vista era extraordinariamente bela. Dando a volta, atingimos uma pequena ponte (em Tancos) sobre um riacho que corria para o Tejo. À nossa frente estava o Tejo, que se expandia num grande lago. No centro estava uma ilha verde, juncada com as veneráveis ruínas de um palácio mourisco (castelo de Almourol), do qual conseguíamos distinguir as torres que restavam em vários lugares. Estendia-se ao longo de um grande espaço. De um modo geral estávamos todos muito entretidos com o nosso passeio. A estrada torneava o lago até ao lado oposto, cerca de duas milhas, e era tão macia quanto a fina areia podia tomá-la. Por todos os lados aparecia uma diversidade de bosques, despontando aqui e acolá, e, para fechar e dar vida à cena, surgia na parte detrás uma linda aldeia onde quase todos eram pescadores.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Isto oferecia a vista mais formosa que tínhamos visto desde que tínhamos deixado Lisboa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;”.&lt;br /&gt;Nesta descrição importa reter a excelente qualidade, no dizer do narrador, da estrada “macia” que atravessava Vila Nova da Barquinha. Por outro lado, a importância do azeite no nosso concelho, que vem de tempos remotos, uma vez que existiam grande número de olivais como expõe o autor. Por último uma referência a uma bela aldeia (Praia do Ribatejo ?) onde grande parte da população se dedicava à pesca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;“&lt;i&gt;Dia 15 de Dezembro de 1812 - Seguimos para Tomar, a 12 milhas de distância, subindo e descendo montes quase todo o caminho. A estrada era muito má, de tal maneira que a artilharia não podia subir aos sítios altos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Como as mulas e os burros são, geralmente, os meios de transporte neste País, as estradas, como se podia esperar, são miseráveis.&lt;br /&gt;A paisagem estava coberta de arvoredo, especialmente abetos, e a estrada era tão intrincada que obrigava a servirmo-nos de guias.&lt;br /&gt;À medida que nos aproximávamos de Tomar, observámos que se tratava de um lugar delicioso, agradavelmente situado numa planície, no sopé de um monte. Não é muito grande, mas as ruas são largas e limpas e as casas bem construídas e conservadas, muitas delas com varandas douradas, como em Lisboa. Existe aqui uma fábrica de tecidos, meias, etc., que, felizmente para os proprietários, os franceses nunca chegaram a danificar, tendo arrecadado uma contribuição a seu favor que chegou à quantia de cinquenta mil coroas novas (dois xelins e seis dinheiros). Esta fábrica está do lado de uma ponte muito antiga que muitos consideram ter sido construída por Aníbal. Existe aqui um excelente mercado; todas as casas são feitas de pedra e com telhados de telha, o que é o modo habitual de construir casas em Portugal. É vulgar usarem-se tijolos na feitura de arcos. Cobrem normalmente a parte exterior das suas casas com cal, mas, em geral, os portais das portas e janelas são de pedra. Nenhuma das ruas é pavimentada, o que toma o andar desagradável.&lt;br /&gt;No cimo do monte, sobre a cidade, existe um convento, notavelmente belo, de prodigiosas dimensões; existe uma única estrada até ele, que serpenteia em torno das rochas. Aquartelámos os nossos homens neste convento e foi-nos garantido pela população local que os Franceses tinham alojado nele 60.000 homens de infantaria, 80 canhões e 9.000 homens de cavalaria, tudo acomodado de uma só vez, incluindo cavalos e bagagem. Entra-se pelo único portão que tem, situado na extremidade Leste. Quando se está no pátio, à volta do qual se encontram os armazéns, os estábulos, etc., podem subir-se escadas em cada um dos quatro cantos do pátio. Devia, contudo, ter referido que à volta do primeiro pátio se forma um claustro, que, nos dias chuvosos, oferece protecção contra a chuva. Ao subir-se as escadas, nos cantos, chega-se a outro pátio, também com a forma de claustro e com elegantes pilares, com laranjeiras e flores no centro, como um pequeno jardim. À volta destes jardins estão os apartamentos ocupados pelos monges, que foram concedidos aos soldados, não apenas neste claustro mas em cerca de outros cinquenta. Em cada andar existe um destes jardins formado pelos quatro cantos.&lt;br /&gt;No topo do edifício existe uma capela, e o apartamento do abade, que ocupa um desses claustros. Todos os monges que não tinham abandonado o convento tinham os seus quartos no topo. Fomos obrigados a colocar uma sentinela numa das passagens, a pedido do abade, a fim de evitar intrusões. Um dos monges conduziu-me por todo o lado. A capela está lindamente pintada, embora os franceses tenham levado os seus melhores quadros. A capela foi construída com uma forma octogonal, tendo em cada face do octógono uma capela pequenina dedicada a um santo. Estava muito bem atapetada e muito confortável. Também vi vários dos apartamentos, nos quais existem portas secretas para fazer passar alguma coisa para dentro ou fora de um quarto sem que a pessoa veja ou seja vista. A capela era apenas para uso dos monges, mas a capela comum, que servia a gente da aldeia, foi convertida num estábulo pelos franceses, exibindo a enorme capacidade da população de lhe dar esse uso. Os apartamentos ocupados pelos monges estavam muito arrumados e limpos, mas o comprimento e a quantidade das galerias surpreendeu-me para lá do imaginável.&lt;br /&gt;Os franceses tinham levado tudo o que valia a pena; mas o que sobrava em muitos lugares podia bem tentar um epicurista a tomar-se monge, a gozar os luxos que ali tinham existido, e certamente ainda existiriam, embora escondidos. Os portugueses tinham, nesta altura, perdido muita coisa, pela vaidade de mostrarem aos franceses as riquezas do seu País. Frequentemente tinham sido roubados dessa riqueza; e aqui poderia eu perguntar, porque é que haveriam de viver tantos à custa da riqueza da terra, com tanta indolência? Alguns dos claustros estendiam-se pelo comprimento de trezentos paces (0,762m) e muitos por duzentos. Havia tantas curvas neste labirinto que, se eu não tivesse sido ajudado por um guia, ter-me-ia perdido.&lt;br /&gt;Tomar é o lugar mais bonito que vi em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;”&lt;br /&gt;Do texto supra, sobre Tomar, retiramos que em 1812 a estrada entre Constância e Tomar era péssima. Realce para a higiene e limpeza na cidade de Tomar e as suas belas construções em contraste com outras cidades, como por exemplo: Vila Franca, “onde as casas não tinham vidros nas janelas e estas precisavam de caixilhos”, ou Santarém, “ onde as ruas estavam terrivelmente sujas”. Refira-se a alusão à existência de uma fábrica de lanifícios não destruída pelas invasões francesas. Por último, a menção aos furtos praticados pelos franceses e a descrição do convento de Cristo e dos seus jardins.&lt;br /&gt;Todos estes factos, infra-estruturas, monumentos, paisagens e gentes levaram o autor a afirmar que TOMAR fora o lugar mais bonito que viu em Portugal certamente porque se deixou encantar pela excelência e grandiosidade do seu Convento, dos seus jardins e das suas gentes.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0ptfont-family:arial;" class="MsoNormal" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gravura:&lt;br /&gt;BARRETO, António Correia, 1812-?&lt;br /&gt;Janella da igreja do Convento de Christo em Thomar, do lado do claustro de S. tª Barbara [Visual gráfico / Barreto cop. do nat. ; Pedroso lyth.. - [S.l. : s.n., ca. 186-?]. - 1 gravura : litografia – Biblioteca Nacional.&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;- Sousa, Maria Leonor Machado, “A Guerra Peninsular em Portugal, Relatos Britânicos”, Casal de Cambra, Caleidoscópio, 2007. Traveis through Portugal and Spain, during the Peninsular War. By William Graham, Esq. With Engravings. London, Printed for Sir Richard Phillips and Coo Bride Court, Bridge Street, 1820. Pp. 8 - 18. Tradução de Maria do Rosário Lupi B&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ello&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7232227127037031814?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7232227127037031814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7232227127037031814&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7232227127037031814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7232227127037031814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/05/as-paisagens-de-tomar-e-de-vila-nova-da.html' title='1812 - As paisagens de Tomar e de Vila Nova da Barquinha na visão de um viajante.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Shm698kfbRI/AAAAAAAABPw/oAsXlyUVFKI/s72-c/Convento+de+Cristo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-7375517484868455235</id><published>2009-05-19T15:34:00.001-07:00</published><updated>2009-05-20T15:21:46.141-07:00</updated><title type='text'>1910 – Tancos, uma das 1.ªs experiências da aviação em Portugal.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ShM0RlECOhI/AAAAAAAABPQ/vnXrvRMw_ss/s1600-h/Tancos+-+Gomes+da+Silva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337667459975625234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 381px; HEIGHT: 246px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ShM0RlECOhI/AAAAAAAABPQ/vnXrvRMw_ss/s400/Tancos+-+Gomes+da+Silva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Força Aérea Portuguesa (FAP) é o ramo mais jovem das Forças Armadas uma vez que se tornou independente em 1 de Julho de 1952.&lt;br /&gt;A instalação de muitas das Unidades militares é anterior a 1952.&lt;br /&gt;A Aviação Militar remonta, no nosso país, há primeira década do século XX. Uma das primeiras experiências realizou-se precisamente em Tancos, no dia 10 de Março de 1910, um voo de aeroplano, acontecimento verificado na carreira de tiro do polígono.&lt;br /&gt;O avião denominado Gomes da Silva II, de 6,75 metros de envergadura, com um peso de 185 quilos e equipado com um motor Anzani de 28 CV, montado em Tancos, deslocando-se para sul, fez várias tentativas falhadas devido às más condições da pista. O avião rolou umas dezenas de metros e veio a acidentar-se num talude ao lado da carreira de tiro e em consequência foi abandonado o projecto.&lt;br /&gt;Davam-se os primeiros passos na aviação.&lt;br /&gt;Depois das desilusões vêm as emoções.&lt;br /&gt;Em 1937, na sequência da reorganização da Aeronáutica Militar, a unidade recebe o 1.º estandarte nacional.&lt;br /&gt;Foi seu primeiro comandante o futuro marechal Craveiro Lopes, que assumiu o comando em 21-8-1938 e no ano seguinte a unidade passou a denominar-se Base Aérea de Tancos – BA3.&lt;br /&gt;Na sequência da extinção das unidades da Amadora e Alverca vieram para a BA3 os aviões Vickeres, Potez, Hawker Hind.&lt;br /&gt;No ano seguinte chegaram os Gladiator à data excelentes aviões de caça e de acrobacia.&lt;br /&gt;Já durante a II Guerra Mundial foram construídos 2 hangares.&lt;br /&gt;Em 1944 chegam os Spitfire e depois vêem os Hurricane.&lt;br /&gt;Em 1953, agora já como ramo autónomo das Forças Armadas, e nos anos seguintes, a unidade é dotada de aviões F-47 Thunderbolt.&lt;br /&gt;Em Setembro de 1957 é instalada em Tancos a Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem de Aviões de Caça, esquadra composta por 15 aviões T-33-A.&lt;br /&gt;Entretanto, na década de 60, chegam os Alouette II e III. Dá-se inicio a guerra do Ultramar. Em consequência deste facto a BA3 perdeu algum labor aéreo mas, em contrapartida, adquire o apogeu da incorporação de militares para a Força Aérea.&lt;br /&gt;Face à guerra é necessário fazer a formação desses homens. Os seus efectivos atingem valores significativos essencialmente da área de serviços o denominado serviço geral (polícia aérea, amanuenses, condutores, bombeiros, clarins, serviço religioso, etc).&lt;br /&gt;Por esta unidade, entre 1960 e 1994, passaram milhares e milhares de cidadãos que cumpriam o serviço militar obrigatório e que deram a conhecer à Nação a nossa região e o nosso concelho.&lt;br /&gt;A Base Aérea nº. 3 detinha a máxima latina “ RES, NOM VERBA”, com o significado "ACÇÃO E NÃO PALAVRAS". Os seus homens, sempre ao serviço à Pátria, mantiveram bem viva esta máxima até à sua extinção facto que ocorreu em consequência a publicação do Decreto-Lei n.º 128/94, de 19 de Maio.&lt;br /&gt;Fiz grandes amigos na BA3 que vou encontrando no caminho da vida.&lt;br /&gt;Por último, não posso deixar de dizer que senti uma grande honra e um inexcedível orgulho em ter por companheiros, e conselheiros de jornada, muitos militares e civis que ali serviram. Recordo por acções de grandeza o ex-Comandante da BA3 (1983-1986), e depois Director de Pessoal da Força Aérea, Major-General Martins Rodrigues, pois o seu mérito de condutor de homens, o seu nobre proceder, a sua consumada prudência e humanismo cristão continuam a ser referência para o meu dia-a-dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia: Cardoso, Edgar Pereira da Costa, História da Força Aérea Portuguesa, 3.º Volume, 1984&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-7375517484868455235?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/7375517484868455235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=7375517484868455235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7375517484868455235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/7375517484868455235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/05/1910-tancos-uma-das-1s-experiencias-da.html' title='1910 – Tancos, uma das 1.ªs experiências da aviação em Portugal.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ShM0RlECOhI/AAAAAAAABPQ/vnXrvRMw_ss/s72-c/Tancos+-+Gomes+da+Silva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3080604031785263050</id><published>2009-05-15T07:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T14:07:00.000-07:00</updated><title type='text'>175.º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DA ASSEICEIRA – A HISTÓRIA DOS VENCIDOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sg2GbPsOtLI/AAAAAAAABPI/OEUkW6HCxOw/s1600-h/Asseiceira+-+Gen+Guedes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336068936130540722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sg2GbPsOtLI/AAAAAAAABPI/OEUkW6HCxOw/s400/Asseiceira+-+Gen+Guedes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;O choque de uma razão contra outra razão dá a questão. Ou melhor há sempre uma razão que se opõe a outra razão.&lt;br /&gt;Esta oposição de razões à estrutura da questão dá o denominado princípio do contraditório.&lt;br /&gt;Por defeito de ofício, quiçá virtude, quando me contam a história dos vencedores (e a nossa história é, predominantemente, de vencedores) quase sempre é esquecida pelo escritor, ou narrador, a história dos vencidos. Daí o sábio hábito de ouvir as duas partes da oposição das suas razões e ... depois tirar as nossas conclusões.&lt;br /&gt;Para fazer as contas à medida (significado de razão) procurei a versão da Batalha da Asseiceira na versão dos vencidos.&lt;br /&gt;Nesta tarefa árdua ajudou-me o meu amigo José Luís Assis, historiador de generosidade do tamanho do mundo, conseguindo descobrir a obra abaixo referida. Esta versão é a do Barão de Saint Pardoux que em 1835 publicou uma obra sobre o título “CAMPAGNES DE PORTUGAL EN 1833 ET 1834”.&lt;br /&gt;Este militar esteve em Portugal até ao fim da guerra fratricida que dilacerou Portugal.&lt;br /&gt;Importa reter a sua história, ou seja os factos narrados por quem defendeu a causa Miguelista.&lt;br /&gt;No prefácio da sua obra (1) o Professor António Ventura diz o seguinte:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Sendo todos tão útil o conhecimento da verdade, bem poucos são aque&amp;shy;les que a gozam: uns não se querem dar ao trabalho de a investigar, outros carecem dos dados necessários para a alcançarem.&lt;br /&gt;Desde que a luta principiou até que a convenção a finalizou, o partido vencedor tem procurado constantemente fazer atribuir à sua energia, valor e sapiência militar os sucessos das suas armas, ocultando ou invertendo os do contrário. Ninguém ousava patentear as coisas, posto que muitos as soubessem, tais quais tinham sucedido.&lt;br /&gt;O Barão de St. Pardoux, oficial adido ao exército de D. Miguel, foi quem primeiro mostrou que a ignorância, traição e faltas de alguns dos chefes do Partido Realista foram as principais causas da vitória do Partido Constitucional&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Feito este breve intróito vamos aos factos narrados pelos vencidos, feita por palavras de quem testemunhou muita traição. Cada um per si tire as suas conclusões e quiçá possa descobrir a origem e o estado em que hoje nos encontramos.&lt;br /&gt;“ … &lt;em&gt;Pelo que fica dito, os brigadeiros Bernardino e Ricardo deixaram a cidade de Coimbra, e se retiraram sobre a vila de Tomar, assim como a guarnição das fortalezas da Figueira e Buarcos às ordens do seu comandante, o coronel de artilharia António Ignácio Júdice.&lt;br /&gt;Quando estas tropas chegaram a Tomar ficaram debaixo das ordens do marechal-de-Campo António Joaquim Guedes de Oliveira, o qual tinha em Ourém um destacamento de trezentos e cinquenta soldados do regimento de infantaria n.º 7 e uma força de voluntários realistas, debaixo do comando do coronel João António da Moita.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nesta ocasião o general Lemos enviou ao general Guedes um reforço, o qual, reunido às tropas juntas em Tomar, formava a totalidade de cinco mil setecentos e sessenta e sete homens, não compreendendo os fragmentos do exército de observação sobre o Porto, nem a artilharia e a cavalaria às ordens do brigadeiro Puisseux&lt;/em&gt; (ver mapa ao lado).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O general duque da Terceira avançou com as suas tropas, apoiadas da direita pelas forças do capitão Napier e pela guarnição de Leiria, e protegidas no flanco esquerdo pelo exército do general Rodil.&lt;br /&gt;O general realista, em consequência destes movimentos do inimigo, reti&amp;shy;rou-se sobre a estrada de Santarém pelas posições da Asseiceira, onde a 16 de Maio de 1834 recebeu o ataque do exército inimigo, comandado pelo mencionado general.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta acção durou por espaço de duas horas&lt;/strong&gt;; porém, a grande superiori&amp;shy;dade das forças contrárias e a voz que se espalhou de que o general Rodil tor&amp;shy;neava a nossa direita desanimaram uma parte das tropas realistas, e esta desanimação aumentou-se quando infelizmente o brigadeiro Puisseux foi morto à frente da cavalaria realista que carregava o inimigo. A bravura deste brigadeiro levou-o à temeridade de montar à crista de uma altura que estava em frente, o que era contra as ordens que recebera do general Guedes, que lhe determinavam se limitasse tão-somente a repelir os caçadores inimigos e não subir àquela altura, onde existia uma grande força contrária, que deu sobre a cavalaria uma descarga cerrada e decidiu a sorte das armas.&lt;br /&gt;Os brigadeiros Bernardino e Ricardo retiraram-se em boa ordem, não deixando todavia de sempre operar até ao momento em que atravessaram o Tejo.&lt;br /&gt;A diminuição da força comandada pelo general Guedes, entre mortos, feridos e dispersos, foi de dois mil novecentos e quinze homens, não entrando neste número alguma parte da cavalaria e artilharia. Algumas das tropas dispersas nesta acção reuniram-se à guarnição da praça de Abrantes, a qual se retirou para Estremoz com o seu governador Rochelein, e sucessivamente para a praça de Elvas. Nesta ocasião a força que estava destacada em Ourém capitulou com o capitão Napier...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os desgraçados acontecimentos que tiveram lugar contra a causa realista nas províncias do norte e o resultado da batalha da Asseiceira exigiram que o exército de operações se retirasse da vila de Santarém, ameaçada pelo norte, a oeste.&lt;br /&gt;O general Lemos então destacou o brigadeiro Urbano com a cavalaria de Chaves e de Vila Viçosa para a vila de Almeirim, na margem esquerda do Tejo, para proteger a retirada do exército. Logo que este homem passou o rio, continuou a sua marcha pela mesma margem até à vila da Chamusca, quando a ordem que recebeu do general era de não passar de Alpiarça. A maneira com que este traidor iludiu a tropa do seu comando foi dizendo-lhe que a ordem que recebera lhe determinava que repassasse o Tejo para a margem direita a fim de carregar de revés o inimigo que seguia a estrada de Santarém. Efectuada a passagem, de súbito a tropa foi surpreendida pelas forças do general duque da Terceira.&lt;br /&gt;A 18 de Maio de 1834 o Sr. D. Miguel passou o Tejo dando claras provas de intrepidez, e amor pelo seu exército, com aquela presença de espírito que o caracteriza nos maiores perigos.&lt;br /&gt;Foi a última pessoa que se retirou do rio, que muitas vezes atravessou de um lado ao outro até pôr a salvo os indivíduos, que desejavam acompanhá-lo&lt;/em&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barão de Saint Pardoux, "A Guerra Civil em Portugal 1833-1834" Introdução de António Ventura (1), Caleidoscópio, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3080604031785263050?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3080604031785263050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3080604031785263050&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3080604031785263050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3080604031785263050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/05/175-aniversario-da-batalha-da_15.html' title='175.º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DA ASSEICEIRA – A HISTÓRIA DOS VENCIDOS'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sg2GbPsOtLI/AAAAAAAABPI/OEUkW6HCxOw/s72-c/Asseiceira+-+Gen+Guedes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-5905760595868117069</id><published>2009-05-06T14:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T15:23:25.275-07:00</updated><title type='text'>175.º Aniversário da Batalha da Asseiceira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SgIGn7SRgyI/AAAAAAAABOg/wgy-en8Z-f4/s1600-h/batalhaasseiceirasmall.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332832191759090466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SgIGn7SRgyI/AAAAAAAABOg/wgy-en8Z-f4/s400/batalhaasseiceirasmall.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;As ligações históricas entre os habitantes da Atalaia e da Asseiceira são de tempos ancestrais&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recordo, só a título de exemplo, que já em 20 de Novembro de 1253, por documento ordenado por D. Afonso III, (pai de D. Dinis), deu este rei vários privilégios aos habitantes de Atalaia e de Ceiceira (Asseiceira). Este enorme elo histórico entre estas duas populações adjacentes levou-me a rever a história da Batalha da Asseiceira ocorrida no dia 16 de Maio de 1834. Desde já quero fazer um singular reparo, o texto apresentado abaixo, em sinopse e adaptado, é da autoria do Marquês de Fronteira e de Alorna e é a história contada dos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;/strong&gt; … Chegámos (a Tomar) na tarde de 14 de Maio. O belo Convento estava ocupado por uma considerável força miguelista e, no prado, para lá da vila de Tomar, descobriam-se seis belos esquadrões de cavalaria, doze bocas de fogo e uma grande força de infantaria que se não podia calcular bem por causa do arvoredo que a encobria.&lt;br /&gt;O Convento ficava-nos no flanco direito quando avançávamos para Tomar, e o Marechal avançou sempre sobre a vila, sem lhe importar aquela força. Com espanto nosso, o inimigo abandonava a bela posição do Convento e a força concentrou-se no prado junto à vila e nas posições sobre a estrada de Asseiceira e Barquinha.&lt;br /&gt;A nossa cavalaria esteve a tiro de pistola, em linha, em frente da cavalaria inimiga, mais forte dois esquadrões do que a nossa, e a nossa infantaria, em coluna, foi colocada na retaguarda da cavalaria, e a artilharia na retaguarda da infantaria.&lt;br /&gt;Ao anoitecer, o inimigo retirou sobre a estrada de Asseiceira e o Marechal mandou colocar os seus postos avançados, estabelecendo o seu Quartel-General em casa do Superior do Convento de Cristo, o cavalheiro Athayde. Pela manhã fizemos um reconhecimento em força e o Marechal coligiu que o General Guedes (defensor da causa Miguelista) ocupava as belas posições da Asseiceira para nos dar batalha.&lt;br /&gt;O General Guedes tinha reunido as consideráveis forças, com que saíra de Santarém, ás colunas dos Generais Cardoso e Ricardo. O Duque deu um descanso de vinte e quatro horas ás forças do seu comando e preparou-se para a grande batalha ...&lt;br /&gt;Ao romper do dia, o Corpo de Exército do Marechal Duque da Terceira formou no belo campo junto á vila de Tomar e de que me não lembra o nome. A Brigada do Coronel Queiroz formava a vanguarda do pequeno Corpo de Exército; seguiam-se os seis esquadrões de Cavalaria do General Fonseca, a Brigada do General João Nepomuceno e a Brigada do Coronel Vasconcellos.&lt;br /&gt;Próximo à posição de Asseiceira, num bosque que corta a estrada real, encontrámos, em força, o inimigo, com uma considerável linha de atiradores. Engajou-se logo em fogo a Brigada do General Queiroz e parte da Brigada do General João Nepomuceno, ocupando a cavalaria, em coluna, a estrada, ficando em reserva parte da Brigada do General João Nepomuceno e a Brigada do Coronel Vasconcellos; a nossa artilharia fez alto na estrada, a grande distância da retaguarda da cavalaria.&lt;br /&gt;A força inimiga que ocupava o bosque era uma força que o General Guedes fizera avançar das suas belas posições para nos reconhecer, a qual se retirou fazendo-nos sempre frente, e depois, protegida por uma bela bateria de seis bocas de fogo muito bem servidas, conseguiu reunir-se ao seu Corpo de Exército.&lt;br /&gt;Pudémos então descobrir as posições ocupadas pelo inimigo; o seu centro cortava a estrada de Tomar para a Barquinha, a direita ocupava a pequena aldeia de Asseiceira, e a esquerda, que era o fraco da sua posição, estava protegida pela cavalaria, que era superior á nossa, e pela artilharia, que o era também; por esta forma as posições do General Guedes eram excelentes e toda a probabilidade de vantagem devia ser a favor das armas do Usurpador (epíteto que os liberais designavam o Rei D. Miguel).&lt;br /&gt;O Marechal Duque da Terceira fez entrar logo as forças do seu comando em ordem de combate. O Coronel Queiroz fez um movimento sobre a direita, ficando desde logo a ala direita em ordem de batalha; o Marechal avançou pelo centro com a Brigada do General Nepomuceno, e o Coronel Vasconcellos fez um movimento sobre a nossa esquerda e direita do inimigo. O General Fonseca, com a cavalaria, ocupava a estrada real, ficando, pouco mais ou menos, no centro da nossa linha, excepto os dois esquadrões organizados no Porto pelo Coronel Luiz Filipe e Major António de Mello, os quais seguiam o movimento da Brigada do Coronel Queiroz. O Marechal tinha ordenado a dois dos seus oficiais de ordens, o capitão Casimiro e o alferes D. Manuel de Sousa que ficassem debaixo das imediatas ordens do Coronel Queiroz.&lt;br /&gt;A nossa artilharia colocou-se na melhor posição que o Marechal e o seu Chefe de Estado-Maior puderam encontrar, mas que era muito inferior á bela posição que ocupavam as baterias inimigas, tornando-se portanto, muito desigual o combate para a nossa artilharia. A artilharia inimiga não perdeu tempo: abriu desde logo um fogo terrível sobre as nossas colunas, principalmente contra o centro, que foi fulminado e batido em brecha por seis bocas de fogo, incluindo um obuz, que muito estrago fizeram nas nossas fileiras.&lt;br /&gt;Os nossos atiradores avançaram com coragem: no centro, onde estava o Marechal Duque da Terceira, uma formidável linha de atiradores de Voluntários de D. Maria II avançou por tal maneira, fazendo um fogo mortífero, que levou á retaguarda os atiradores inimigos e as suas reservas, tentando tomar de frente á baioneta a formidável posição; o inimigo, porém, em força, em posições muito vantajosas e protegido pela sua artilharia que estava a tiro de fusil dos nossos atiradores e que fez uso da metralha, repeliu o ataque dos nossos Voluntários, sendo necessário que o Marechal Duque da Terceira e o General Nepomuceno avançassem com o resto de Voluntários de D. Maria II e com o Regimento 18, em força de três batalhões, para sustentar a nossa linha de atiradores.&lt;br /&gt;O combate, no centro, tornou-se muito sério e mortífero. Vi muitas vezes o Marechal Duque da Terceira e o General Nepomuceno envolvidos em nuvens de poeira, em consequência de ricochetearem ao lado deles as balas da artilharia; as balas davam nos valados e muros, que cortavam as terras, e derrubavam-nos, fazendo cair uma quantidade de estilhaços que nos faziam perder muita gente, ferindo-a e matando-a.&lt;br /&gt;Por três vezes, os dois Generais, o Coronel Mesquita do 18 e o Comandante de Voluntários de D. Maria II tiveram que se colocar á frente das suas colunas, para repelir o inimigo, que queria desalojar-nos das nossas posições. Na nossa direita, o Coronel Queiroz lutava com imensas dificuldades; os dois esquadrões de cavalaria que ele tinha, apesar de serem, como já disse, muito bem comandados, não estavam no caso de repelir uma carga de cavalaria inimiga comandada, no flanco direito, pelo Brigadeiro francês, Conde de Puiseux, que cobriu a retirada da Divisão do General Cardoso e que, por diferentes vezes, ousou carregar a Brigada do Coronel Queiroz, que, ora formando quadrado, ora em linha, repeliu as cargas com firmeza e resolução.&lt;br /&gt;O Coronel Queiroz a todos os momentos requisitava um reforço de cavalaria, dizendo que a sua Brigada estava comprometida completamente, se não lhe aumentassem a força.&lt;br /&gt;O Coronel Vasconcellos, na esquerda, não lutava com menos dificuldades. Não carecia de cavalaria nem receava da inimiga, porque o terreno era muito montanhoso, mas as perdas que tinha tido eram imensas: os atiradores inimigos e duas peças de artilharia faziam grande desfalque nas fileiras da Brigada. O Duque, com, repugnância, anuía ás requisições do Coronel Queiroz, porque via na sua frente uma grande força de cavalaria inimiga e poupava o melhor da sua cavalaria, debaixo das ordens imediatas do General Fonseca, para uma ocasião decisiva.&lt;br /&gt;O combate estava duvidoso em toda a linha. O Coronel Vasconcellos declarava que lhe era impossível avançar e tomar as posições, e o Coronel Queiroz continuava a reclamar reforços de cavalaria, não ocultando o receio que tinha de ser forçado a vir á retaguarda. O Marechal Duque da Terceira, com o seu Chefe de Estado-Maior, observaram com os seus óculos a força do inimigo e os seus movimentos, e apearam-se, assim como nós todos, para tomar uma decisão sobre o movimento que tinham a fazer, porque não havia tempo a perder. Quando o Marechal e o seu Estado-Maior formavam um grupo e o Coronel Loureiro, fazendo uso do óculo, examinava o inimigo com toda a atenção, uma bala de fusil veio feri-lo gravemente no peito, donde lhe saiu um jorro de sangue, julgando todos nós e o próprio que a ferida era mortal. Levámo-lo em braços para traz de um muro, onde o supúnhamos ao abrigo das balas, e de aí foi conduzido à ambulância, acompanhado pelo cirurgião da Divisão, Libanio.&lt;br /&gt;O Duque montou logo a cavalo e dispunha-se para atacar de frente e ordenar ás colunas da direita e esquerda que avançassem sobre o inimigo, quando o Coronel Queiroz, em pessoa, a grande galope, seguido do capitão Casimiro e do alferes D. Manuel de Sousa, veio dizer ao Marechal que, pela terceira vez, tinha sido carregado pela cavalaria inimiga que tinha sido reforçada por mais um esquadrão, e que, se lhe não mandasse um reforço considerável de cavalaria, lhe era impossível avançar. Nesta ocasião, o Marechal e todos nós observámos que a cavalaria inimiga, na nossa frente, fazia um movimento sobre o nosso flanco direito e que um numeroso Estado-Maior precedia a cavalaria, devendo nós presumir que era o General Guedes. O Marechal mandou-me logo levar ordem ao General Fonseca para que fizesse um movimento, a trote, sobre a direita e seguisse os movimentos da Brigada do Coronel Queiroz.&lt;br /&gt;Dirigi-me a grande galope ao encontro do General, que executou logo a ordem, e o esquadrão de D. Carlos Mascarenhas fazia a frente da coluna que estava formada por divisões. Avançamos, a grande trote, sobre a direita. D. Carlos, chegando á esquerda da Brigada do Coronel Queiroz e encontrando-se com ele, recebeu ordem deste para fazer ombros esquerdos frente carregar dois esquadrões que tinha no flanco direito. O Coronel não via o General Guedes á frente de seis esquadrões e a pequena distancia dele na sua frente. D. Carlos, em lugar de dar a voz de ombros esquerdos, deu a de ombros direitos frente e meteu em linha o seu esquadrão, colocando-se á frente dele, tudo a galope, dando vivas à Rainha e gritando: Abaixo o General Guedes, que via de sabre na mão, á frente dos seus seis esquadrões para o carregarem.&lt;br /&gt;A carga do nosso esquadrão foi brilhante. A rapidez dos seus movimentos foi como um raio que caiu sobre o General Guedes: os seis esquadrões e as seis bocas de fogo, que tinha na sua retaguarda, tudo ficou morto, ferido ou prisioneiro, e as seis bocas de fogo ficaram, desde logo, em poder do bravo D. Carlos. O seu arrojo não parou aqui: vendo diante de si inumeráveis mortos e feridos, seis esquadrões aniquilados e um parque de artilharia fora de combate, estando mortos, ao lado das peças, quase todos os artilheiros e os machos, seguiu o General Guedes, que, acompanhado dalguns dos seus Ajudantes de campo e de algumas ordenanças, tratava de salvar a vida, seguindo o caminho da Atalaia e da Barquinha, perseguindo-o até perto desta ultima vila.&lt;br /&gt;O Brigadeiro francês, Conde de Puiseux, carregou com ímpeto, pela quarta vez, a Brigada do Coronel Queiroz, mas foi repelida a carga e morto o Brigadeiro. O Duque da Terceira ignorava completamente a bela carga e o resultado dela. Atacou de frente a posição e foi levando o inimigo de posição em posição, aprisionando e pondo fora de combate muita da sua força, até que se apoderou de todas as posições, pondo o inimigo em completa derrota, a ponto de abandonar armas e bandeiras. O Coronel Vasconcellos não foi menos feliz do que o Marechal Duque da Terceira e General Nepomuceno. Apoderou-se da posição, aprisionando três batalhões ao inimigo e grande quantidade de armas, pólvora e bandeiras. As forças do General Guedes não foram só derrotadas: ficaram completamente aniquiladas na famosa batalha de Asseiceira. Poucos foram os soldados miguelistas que puderam reunir-se ás bandeiras do seu Rei … &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Quartel General do Duque estabeleceu-se na Atalaia; todos os grandes lavradores da Golegã, Relvas, Honorio e outros muitos, vieram felicitar o Duque e fazer-lhe os seus oferecimentos.&lt;strong&gt;”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As tropas de D. Miguel, segundo alguns historiadores, entre feridos e prisioneiros tiveram baixas de 2915 homens, sendo os prisioneiros mais de 1.400. Por sua vez as tropas de D. Pedro tiveram baixas de 344 homens, 34 mortos, 288 feridos e 22 desaparecidos.&lt;br /&gt;A vitória pelas tropas de D. Pedro, em 16 de Maio de 1834, na batalha de Asseiceira, abriu o caminho para a ocupação da cidade de Santarém, o derradeiro baluarte das tropas de D. Miguel. Com a vitória das tropas liberais na Asseiceira, auxiliadas por tropas estrangeiras (1), no dia 26 de Maio de 1834, na Convenção de Évora Monte, é colocado termo à guerra civil com a rendição de D. Miguel e exílio deste Rei para a Alemanha, país onde viria a falecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por último recordo que 6 dias depois da batalha, em 22/5/1834, do AUTO DE CÂMARA DA ATALAIA, consta que:“ &lt;em&gt;Presentes o Juiz Ordinário, vereadores e mais oficiais da Câmara e outras pessoas. Foi dito que sendo restabelecidos os direitos da Senhora Dona Maria II e o Trono da Monarquia Portuguesa era chegado o momento de se fazer nesta Câmara a devida aclamação e reconhecimento ao Governo Legítimo da mesma Augusta Senhora … o que foi unanimemente acordado ... havendo por ilegítimo todo outro Governo que não seja desta Senhora estabelecido conforme a Carta Constitucional&lt;/em&gt;."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;__________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;1) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;A designada Quádrupla Aliança, tratado assinado em Londres a 22 de Abril de 1834 entre os governos de Guilherme IV do Reino Unido, Luís Filipe de França, D. Pedro IV de Portugal , regente em nome de sua filha D. Maria II, e a regente de Espanha D. Maria Cristina de Bourbon, tinha para as partes contratantes um objectivo essencial o da imposição de regimes liberais nas monarquias ibéricas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;_________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Cartaz: Linhaceira Digital: &lt;a href="http://linhaceira.net/?p=255"&gt;http://linhaceira.net/?p=255&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia: Memórias do Marquês de Fronteira e d'Alorna D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto ditadas por ele próprio em 1861 / rev. e coord. por Ernesto de Campos de Andrada. - Coimbra : Impr. da Universidade, 1928-1932. Biblioteca Nacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-5905760595868117069?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/5905760595868117069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=5905760595868117069&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5905760595868117069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5905760595868117069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/05/175-aniversario-da-batalha-da.html' title='175.º Aniversário da Batalha da Asseiceira'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SgIGn7SRgyI/AAAAAAAABOg/wgy-en8Z-f4/s72-c/batalhaasseiceirasmall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8678826311577370663</id><published>2009-05-04T15:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T15:17:09.829-07:00</updated><title type='text'>8.000 Visitas</title><content type='html'>Agradeço a todos os que me ajudaram, e têm apoiado, na feitura dos vários artigos deste blogue. Só digo que são muitos e bons. Portanto, não devo arriscar a indicação de qualquer nome sob pena de grave omissão.&lt;br /&gt;A todos o meu BEM-HAJA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8678826311577370663?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8678826311577370663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8678826311577370663&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8678826311577370663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8678826311577370663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/05/8000-visitas.html' title='8.000 Visitas'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3591737495544560735</id><published>2009-04-24T07:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T15:24:17.756-07:00</updated><title type='text'>OS PREÇOS DOS BENS ESSENCIAIS NA NOSSA VILA NO SÉC. XIX</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SfHRcObQc6I/AAAAAAAABN4/WnRRCaHZETI/s1600-h/pÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328270116994970530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SfHRcObQc6I/AAAAAAAABN4/WnRRCaHZETI/s320/p%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“Estuda o passado se queres prognosticar o futuro”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Confúcio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Compulsando as actas da Câmara da Atalaia consegui apurar o preço dos géneros na época de 1834. Colhi, portanto, alguns factos históricos que ofereço aos leitores para que efectuem contas à vida da época dos nossos antepassados.&lt;br /&gt;Certo é que, em meados do século XIX, existia grande movimento de barcos nos Portos da Barquinha, Tancos e Punhete. Rio Tejo abaixo e rio Tejo acima. Também, algum movimento de almocreves nos concelhos de Paio de Pele, Tancos e Atalaia. Estes transportavam, de umas para outras terras, os vários produtos alimentares e comercias. Devido à nossa situação geográfica, certamente, efectuar-se-ia o transporte de peixe para o interior e, no sentido inverso, cereais, bem como o transporte de mercadorias agrícolas e artesanais.&lt;br /&gt;É verdadeiramente interessante verificar, nestes documentos, as importantes diferenças de preço, em réis por arrátel, das principais carnes consumidas na nossa Vila da Atalaia, em meados do século XIX.&lt;br /&gt;Carne de Vaca 70 Réis/ Arrátel;&lt;br /&gt;Carne de Carneiro 40 Réis/ Arrátel;&lt;br /&gt;Carne de Capado (porco para engorda) 40 Réis/ Arrátel;&lt;br /&gt;Carne Cabra 35 Réis/ Arrátel.&lt;br /&gt;Verificamos que nas carnes os preços mais acessíveis eram, naquele tempo, as de cabra e de carneiro.&lt;br /&gt;Para acompanhar uma refeição é indispensável o pão feito à base de cereais. Estes, os cereais, foram durante séculos os mais valiosos aliados vegetais do homem contra a fome. Na nossa Vila e nos campos adjacentes eram conhecidas as técnicas da lavoura, muitas de cariz braçal, que permitiam a feitura do alimento mais importante para o seu humano, o pão. Ainda hoje não ter o pão-nosso de cada dia significa, para muitas populações, a miséria (veja-se por exemplo o continente africano frequentemente fustigado por este flagelo). O pão tanto podia ser feito de trigo, como de milho ou cevada.&lt;br /&gt;Para a moagem dos cereais existiam 6 moleiros conforme consta dos censos de 1822. Os moinhos localizavam-se junto da ribeira e ainda hoje se podem ver as suas ruínas ao longo da sua margem.&lt;br /&gt;Os preços dos cereais na Atalaia, em 1834, eram os seguintes:&lt;br /&gt;Cada Arrátel (a) de Pão de Trigo 30 Réis&lt;br /&gt;Cada dois Arrateis de pão de milho 35 Réis&lt;br /&gt;Cada Alqueire (b) de Trigo 480 Réis;&lt;br /&gt;Cada Alqueire de Milho 300 Réis&lt;br /&gt;Cada Alqueire de Cevada 220 Réis&lt;br /&gt;Cada Alqueire de Centeio 300 Réis.&lt;br /&gt;O pão consumido era feito à base de milho e centeio.&lt;br /&gt;O azeite, produto tipicamente mediterrânico, sempre foi utilizado como ingrediente básico na nossa alimentação e ocupava uma posição primordial à data.&lt;br /&gt;O seu preço era o seguinte:&lt;br /&gt;1 Canada de Azeite 18 Réis&lt;br /&gt;Cada Alqueire de Azeite 740 Réis.&lt;br /&gt;Por último o vinho, sempre elemento primordial na mesa de um bom português, pois aquele que se bebe com medida jamais foi causa de dano algum.&lt;br /&gt;Na nossa Vila o preço era o seguinte:&lt;br /&gt;Cada Almude (c) de Mosto 160 Réis.&lt;br /&gt;Disse HIPÓCRATES (460-370 a.C.) "O vinho é bebida excelente para o homem, tanto sadio como doente, desde que usado adequadamente, de maneira moderada e conforme seu temperamento." pelo que, fazendo eu contas, ao preço que este licor está hoje em dia, ao mesmo preço do azeite, felizes eram os nossos antepassados que compravam o saboroso néctar a ¼ do preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a) Arrátel 0.4590 Kg&lt;br /&gt;(b) Alqueire - equivalente a seis Canadas, aproximadamente 15,732 litro, embora varie de região 1 Canada, cerca de 2,622 litros&lt;br /&gt;para região.&lt;br /&gt;(c) Almude - Cerca de 25 litros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3591737495544560735?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3591737495544560735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3591737495544560735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3591737495544560735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3591737495544560735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/04/os-precos-do-bens-essenciais-na-nossa.html' title='OS PREÇOS DOS BENS ESSENCIAIS NA NOSSA VILA NO SÉC. XIX'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SfHRcObQc6I/AAAAAAAABN4/WnRRCaHZETI/s72-c/p%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1703697643340787738</id><published>2009-04-14T13:36:00.001-07:00</published><updated>2009-04-14T14:33:39.232-07:00</updated><title type='text'>A MISERICÓRDIA DA ATALAIA E SEUS EXPOSTOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SeT0fNn9s2I/AAAAAAAABNw/qltQsUA4ues/s1600-h/Expostos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324649476529173346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SeT0fNn9s2I/AAAAAAAABNw/qltQsUA4ues/s320/Expostos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“ &lt;em&gt;Dorme, dorme meu menino&lt;br /&gt;Foi-se o sol nasceu a lua&lt;br /&gt;Qual será o teu destino&lt;br /&gt;Qual sorte será a tua&lt;/em&gt;” (1)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Ao reviver o passado “dos expostos na Roda” fiz um reencontro com o presente. É neste reencontro que a nossa atitude tolerante e humanista engrandece.&lt;br /&gt;Todos estamos conscientes que está nas nossas mãos a defesa dos inocentes e das crianças. Como educadores devemos preservar e perpetuar as nossas raízes humanistas, as tradições de tolerância, a nossa memória patriarcal-maternal e a nossa cultura. É esta mensagem que devemos transmitir aos nossos descendentes recordando que, ainda hoje, há um mundo injusto onde existem muitas crianças abandonadas por falta de recursos financeiros, por conflitos persistentes entre os povos e por denegação de princípios e valores dos seus progenitores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;As crianças abandonadas nas porta&amp;shy;rias dos conventos ou na Roda das misericórdias, ou noutros lugares públicos designavam-se por expostos.&lt;br /&gt;Tal facto, inconcebível para a civilização actual verificou-se na nossa Vila, no País e em toda a Europa até meados do século XIX.&lt;br /&gt;Para regularizar esta situação real e concreta é publicada uma Lei, com data de 30 de Maio de 1783, que obrigava à criação de casas da Roda em todas as Vilas e cabeças de concelho. Este Decreto de 1783 procura ainda garantir o anonimato de quem ali depositava a criança. Normalmente quem colocava a criança na Roda eram pessoas momentaneamente incapacitadas financeiramente para a sustentar ou quem não a queria assumir publicamente (o denominado enjeitado, nascido fora do casamento ou filho de pais incógnitos).&lt;br /&gt;A assistência o tais crianças estava entregue às Misericórdias. Até aos 7 anos estavam ao cuidado de amas. Dos 7 aos 12 regressavam aos hospícios e Misericórdias, ficando sobre a protecção dos Juízes dos Órfãos até aos 21 anos.&lt;br /&gt;O abandono de crianças era um facto social plenamente aceite pelas comunidades até cerca do ano de 1850, e o estudo deste fenómeno social é significativo do estado e da evolução de uma dada comunidade.&lt;br /&gt;Em Alvará de 31 de Janeiro de 1775, determinava-se que: “ As crianças expostas gozam dos direitos dos legítimos e são reputadas em direito como livres e legítimas, porquanto, devendo-se na dúvida preferir o mais favorável, é de crer que os expostos nasceram de matrimónio legítimo e de homens livres, e que, por isso, devem ser admitidos, sem dispensa alguma, não só às ordens sacras e benefícios eclesiásticos, mas também a quaisquer honras e ofícios civis”&lt;br /&gt;A criação dos expostos na nossa Vila era financiada pela Câmara da Atalaia, cabendo a sua administração à Misericórdia da mesma Vila.&lt;br /&gt;A fonte histórica para tal conclusão é o AUTO DA CÂMARA DA ATALAIA, de 14/8/1833. Aí se determinava que: “João António Rebelo Farinha, Juiz dos órfãos desta Vila servisse inteiramente como escrivão da câmara, por impedimento de Rodrigo António da Silva.”&lt;br /&gt;E, no mesmo auto, mais se determinava que:&lt;br /&gt;“Se man&amp;shy;dasse o Recebedor dos Bens de Raiz entregar ao Recebedor do Cabeção (imposto extraordinário anual para perfazer o que não se recolhe das Sisas dos Bens de Raiz e é preciso para preencher as avenças com o Património Real), capitão José Gregório da Silva a quantia de 2496 Réis, para pagamento dos ordenados dos expostos.”&lt;br /&gt;A alimentação das crianças recém recebidas e nascidas obrigava a que existissem amas-de-leite. Existiam vários tipos de amas, as internas ou de dentro, estas limitavam-se a cuidar das crianças enquanto estavam na casa da roda ou as amas externas ou de fora que se ocupavam das crianças até aos 7 anos. Os seus salários eram mutáveis e eram acertados caso a caso. No ano de 1833, na Atalaia, importava acrescentar 2496 Réis aos ordenados (recorda-se que à data um kg. de carne de vaca custava 50 Réis) pelo que, pelo valor desembolsado, se afere da importância dos expostos na nossa Vila.&lt;br /&gt;Muitos atalaienses desconhecem (?) a existência da sua Misericórdia. Ela localiza-se num prédio confinante com a Sociedade Instrutiva e Recreativa da Atalaia, no lado norte, em frente à Casa do Patriarca.&lt;br /&gt;Certamente, numa das suas paredes situar-se-ia o tambor giratório onde as crianças abandonadas eram deixadas, a denominada “Roda dos expostos”, normalmente construída em madeira, com uma abertura ampla para possibilitar a colocação da criança. A Roda estava montada num sistema giratório, e estava virada, certamente, para a Rua Patriarca D. José. Ao rodar quem estava na Misericórdia não via quem entregava a criança garantindo-se assim o anonimato do progenitor ou do depositante. Questionar-se-á, existia a Roda dos expostos na Atalaia? O autor não tem elementos históricos que o provem. Certo é que se não existiu Roda dos expostos então, seguramente, as crianças da Atalaia foram colocados à porta da sua Misericórdia, na actual Rua Patriarca D. José, decerto em cestos para aí serem recebidas, quase sempre sem se saber da sua proveniência ou origem.&lt;br /&gt;Certo é que a nossa Vila teve um juiz de paz e de órfãos, até cerca de 1840, a partir desta data, com a mudança da sede de concelho para Vila Nova da Barquinha, passou aquela Vila a deter um juiz ordinário e dos órfãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) canção de berço – autor desconhecido.&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;Sá, Isabel de Guimarães, A Casa da Roda do Porto e o seu funcionamento, Revista da Faculdade de Letras : História, série II, 1985.&lt;br /&gt;Foto da Roda - retirada da página da Santa Casa da Misericórdia de Santarém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1703697643340787738?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1703697643340787738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1703697643340787738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1703697643340787738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1703697643340787738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/04/misericordia-da-atalaia-e-seus-expostos.html' title='A MISERICÓRDIA DA ATALAIA E SEUS EXPOSTOS'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SeT0fNn9s2I/AAAAAAAABNw/qltQsUA4ues/s72-c/Expostos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8845687947856396864</id><published>2009-04-09T07:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-11T09:57:49.542-07:00</updated><title type='text'>1834- AUTO DE POSSE E JURAMENTO, do último Presidente e Vereadores, da CÂMARA DA ATALAIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sd4NWpeq6dI/AAAAAAAABMs/qEUgaPGJaZY/s1600-h/D.+Maria+II+-+Grevedon,+Henri+1776-1860.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322706492341283282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sd4NWpeq6dI/AAAAAAAABMs/qEUgaPGJaZY/s200/D.+Maria+II+-+Grevedon,+Henri+1776-1860.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"&lt;em&gt;As pessoas que nunca se preocupam com os &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sd4HBQydFyI/AAAAAAAABMk/yKXd8FwSD5M/s1600-h/P4080055.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322699527866357538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sd4HBQydFyI/AAAAAAAABMk/yKXd8FwSD5M/s200/P4080055.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;seus &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;antepassados nunca olharão para a posteridade&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Edmund Burke&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A situação da País em 1834.&lt;br /&gt;As invasões francesas, a exploração dos ingleses, a independência do Brasil, em 1822, destruíram todos os pilares da estrutura comercial, e nos anos seguintes, a agitação social da época vintista e a guerra civil de 1828-1834, não permitem que o País se desenvolva em termos produtivos, políticos, ideológicos e financeiros.&lt;br /&gt;Estávamos, em 1834, perante uma estagnação económica.&lt;br /&gt;A função real era exercida por D. Maria II, que tinha neste ano apenas quinze anos de idade. Tal cargo recaía sobre uma Rainha inexperiente.&lt;br /&gt;As correntes políticas definidas eram duas: a moderada que defendia a vigência de Carta Constitucional de 1828 e a avançada que defendia a Constituição de 1822 (em que o rei tinha um papel diminuto). Alguns políticos mais destacados passavam do vintismo ao cartismo e do cartismo ao vintismo ao sabor da oportunidade. A maioria da população, parafraseando Prof. José Hermano Saraiva, vivia dos campos e da enxada.&lt;br /&gt;Dos documentos que tive acesso, com data de 22/5/1834, consta de um AUTO DE CÂMARA da Atalaia, o seguinte:&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;Presentes o Juiz Ordinário, vereadores e mais oficiais da Câmara e outras pessoas. Foi dito que sendo restabelecidos os direitos da Senhora Dona Maria II e o Trono da Monarquia Portuguesa era chegado o momento de se fazer nesta Câmara a devida aclamação e reconhecimento ao Governo Legítimo da mesma Augusta Senhora … o que foi unanimemente acordado ... havendo por ilegítimo todo outro Governo que não seja desta Senhora estabelecido conforme a Carta Constitucional. (seguem-se 27 assinaturas)”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No auto seguinte, com data de 24/5/1834, consta:&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;O Presidente informou ter recebido um ofício do Doutor Corregedor interino da Comarca, de 17 de Maio, para se aclamar nesta Vila a Senhora Dona Maria II por legítima Rainha destes Reinos e para reintegrar na Câmara os que dela faziam parte em 1828. Ora, tendo o então Presidente, Capitão João Gregório da Silva, pedido isenção de cargo por então Recebedor do Cabeção, coube ao Presidente, de acordo com o Doutor Regedor da Comarca e com a Câmara, nomear outro Juiz Presidente assim como os vereadores que, por ausentes ou falecidos, não puderam tomar posse&lt;/em&gt;. "&lt;br /&gt;Do auto de posse e juramento, com a data de 24/5/1834:&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;Sendo presente o Juiz Presidente José Augusto Marques e mais oficiais da mesma Câmara por eles foi dado posse à vereação de 1828, com excepção do Capitão João Gregório da Silva, substituído por José de Morais Sarmento, e o vereador Manuel Mendes, por morte de Manuel Maia Mação; e Manuel Rodrigues Nunes por ausência de João Filipe.&lt;br /&gt;Prestam juramento de, com boa e sã consciência, servirem bem os seus cargos, administrando a Justiça conforme a Lei destes Reinos, havendo-se em tudo como convenha ao bem comum de Sua Majestade e da Nação.&lt;br /&gt;Assinam,&lt;br /&gt;José António Rebelo (Secretário)&lt;br /&gt;José de Morais Sarmento (Presidente)&lt;br /&gt;Manuel Mendes, Francisco dos Santos Marques, Manuel Rodrigues Nunes e João da Silva (Vereadores).&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Julgamos ser estes os últimos representantes da Câmara da Atalaia, pois no dia 6 de Novembro de 1836, a rainha D. Maria II assinou um decreto que cria o concelho de Vila Nova da Barquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;AGRADECIMENTO&lt;/strong&gt;: Ao meu amigo Carlos Ferraz que teve a gentileza de me ceder alguns autos da Câmara da Atalaia, o meu BEM-HAJA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Bibliografia: SARAIVA, José Hermano, História Concisa de Portugal, Lisboa, Publicações Europa-América, 1983.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foto de: Grevedon, Henri,, 1776-1860 ... Título, [Dona Maria II], Biblioteca Nacional&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8845687947856396864?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8845687947856396864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8845687947856396864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8845687947856396864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8845687947856396864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/04/1834-auto-de-posse-e-juramento-do.html' title='1834- AUTO DE POSSE E JURAMENTO, do último Presidente e Vereadores, da CÂMARA DA ATALAIA'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sd4NWpeq6dI/AAAAAAAABMs/qEUgaPGJaZY/s72-c/D.+Maria+II+-+Grevedon,+Henri+1776-1860.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-670117596518826128</id><published>2009-03-30T14:47:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T15:06:05.645-07:00</updated><title type='text'>O castelo da Atalaia (?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SdE_qY9OILI/AAAAAAAABMc/mEF_FY6fR1A/s1600-h/DSCF0279-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319102632387551410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SdE_qY9OILI/AAAAAAAABMc/mEF_FY6fR1A/s400/DSCF0279-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A nossa geração deve procurar reviver os passos dos nossos antepassados.&lt;br /&gt;Se assim procedermos poderemos compreender aquilo que somos e relativizar muitos dos nossos desgostos da actualidade. Recordando os duros tempos de antanho iremos buscar força e alento ao exemplo dos nossos antecedentes por tudo o que fizeram em prol da Pátria.&lt;br /&gt;Os desafios agora são outros! Dir-me-ão. É verdade ! Todavia, sabendo como os nossos antecessores reagiram no passado estamos mais capazes de enfrentar as dificuldades e os escolhos da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imaginemo-nos no ano de 1139 …&lt;br /&gt;« A Guerra quase contínua, dura há quase quatro séculos, entre sarracenos e cristãos. Paulatina, mas tenazmente, vai progredindo a Reconquista.&lt;br /&gt;Lutas internas violentas rompem a unidade muçulmana no conjunto dos territórios hispano-marroquinos. Desguarnecendo arriscadamente a Península acodem fortes contingentes almoravidas a Marrocos, procurando sufocar o crescente poder da rebelião almoada (&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;Aproveitando tão favorável oportunidade redobram os reinos cristãos de esforço em sua ofensiva.&lt;br /&gt;Corre ao tempo, segundo Viterbo, até hoje não desmentido, a fronteira sul portuguesa de Leiria por Ourém, ao Tejo, cerca do actual Entroncamento, acompanhando, em percurso reduzido o rio até a confluência de Zêzere. Daqui, subindo este último, inflecte depois para leste, procurando o Alto Côa.&lt;br /&gt;Entre as duas fronteiras, moura e cristã, intercala-se, em léguas de largura, a terra de ninguém.&lt;br /&gt;Estende-se a zona de guerra portuguesa do Mondego para o sul e, nela, baliza a sua primeira linha de resistência os castelos de Leiria, Ourém, Cera, Seia e Celorico, o terceiro dos quais hoje destruído, duas léguas ao norte da actual Tomar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#330000;"&gt;Á frente, como postos destacados de vigilância estratégica, parece erguerem-se já sobre o Tejo Médio, num sector de 10 Km , os três pequenos castelos de Cardiga (senão, talvez na Atalaia), de Almourol e de Zêzere, este ultimo, a cavaleiro da foz do mesmo rio e em frente do local onde depois se levantará Constância&lt;/span&gt;. Figuram esses castelos saliente agudo da cobertura estratégica de Afonso Henriques, apontando sobre o Alentejo. Facto interessante ê incluir este saliente dois vaus do Tejo, um, a leste, o da Praia, outro a oeste, o da Barquinha. Separado do primeiro pelo pego do Almourol, comunica o segundo com o mouchão entre o Tejo e a estreita vala do Tejo Velho, vinda do Arrepiado.” (&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;Não me custa admitir que li, sem espanto, no texto supra referido e noutros textos, a possibilidade da existência de uma fortificação ou castelo na Atalaia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda recentemente numa conversa com o Dr. Paulo Picciochi o tema foi abordado.&lt;br /&gt;É muito bom saber que há quem, doutamente, como Ludovico Menezes, coloque esta hipótese histórica.&lt;br /&gt;O facto é que este assunto está no limbo, como muitos outros da nossa terra.&lt;br /&gt;Não existem dúvidas que a Atalaia foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques e que em 1159, o castelo e o território de Ceras foram doados pelo rei à Ordem do Templo com vista à defesa e povoamento do reino. Em 1169, juntava-se o dos castelos de Cardiga e Zêzere, e o de Almourol, reconstruído em 1171. A ordem do Templo passava a deter importantes posições estratégicas na margem direita do Tejo, com o controlo de acessos vitais a Coimbra, a Santarém e controlo das incursões dos povos vindos do sul do rio Tejo.&lt;br /&gt;Poder-se-á questionar se no actual Picoto, local onde de avista o Castelo de Ourém, Cardiga e Santarém, ou em lugar próximo, existia uma torre, fortificação ou um castelo. Não existem vestígios de tal infra-estrutura embora haja quem suponha que no sítio denominado as Barrosas existem restos de paredes de um antigo castelo (&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;Sempre se dirá que este tema não é matéria de fácil esclarecimento, consabido que, por exemplo, e para não irmos mais longe, dos castelos de Cera (&lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; e do Zêzere (&lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt;), referidos nos texto supra, não restam quase nenhuns vestígios da sua presença.&lt;br /&gt;Se existiu fortificação na Atalaia a sua construção seria, provavelmente, anterior à fundação da nacionalidade. Igualmente, se existiu, a fortaleza teria sofrido grandes estragos no decorrer dos séculos, além das devastações que, certamente, os sarracenos lhe aplicaram. Lembra-se, por exemplo, que o castelo de Torres Novas, é tomado pelos Mouros em 1184, e passado pouco tempo estes o abandonaram em grande estado de ruína.&lt;br /&gt;Os Atalaienses gostam de histórias. Espero que também gostem de História e, essencialmente, que este tema nos estimule a todos, bem como aos arqueológicos, a tentar apreender melhor o que desapareceu nesta Vila extraindo daí um entendimento acerca de quem somos e para onde vamos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;) Tendo conquistado o Norte de África até ao Egipto, apercebendo-se do insucesso dos Almorávidas em revigorar os estados muçulmanos na Península Ibérica, bem como em suster a Reconquista cristã, ocuparam sucessivamente grande parte do Al-Andalus.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b&lt;/strong&gt;) Ceras, freguesia de Alviobeira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt;) Praia do Ribatejo.&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;(1) Menezes, Ludovico de, “O Feito de Ourique “, Revista de Estudos Históricos, vol. 3, nº. 1/3, 1926.&lt;br /&gt;(2) Picciochi, Margarida Gomes Coelho, Ata-laâ, Atalaya, Atalaia, Ed. Notícias do Entroncamento, 1987.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-670117596518826128?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/670117596518826128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=670117596518826128&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/670117596518826128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/670117596518826128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/03/castelo-da-atalaia.html' title='O castelo da Atalaia (?)'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SdE_qY9OILI/AAAAAAAABMc/mEF_FY6fR1A/s72-c/DSCF0279-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-1244999420121979989</id><published>2009-03-19T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T17:00:04.365-07:00</updated><title type='text'>Termo do concelho da Atalaia, ano de 1694, desvio do curso do rio Tejo na Quinta da Cardiga.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ScLNM4y82MI/AAAAAAAABLU/TGcFHSVnLi8/s1600-h/Mapa+Rio+Tejo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315036131538819266" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ScLNM4y82MI/AAAAAAAABLU/TGcFHSVnLi8/s400/Mapa+Rio+Tejo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Advertência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Não me podem censurar pela minha concisão e brevidade no tema abordado, e de outros anteriores, pois este (s) aqui inserindo (s) é (são) fruto de pequenas investigações na hora de descanso e alguns factos são cedidos por dedicados amigos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Apenas anseio dar a conhecer um pouco da nossa história deixando aos sábios destas causas para, por si próprios, desenvolverem muitos mais conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos anos de 1543 e 1544 aconteceu no nosso rio Tejo, entre o Arripiado e a Golegã, uma gigantesca obra de engenharia, o desvio do curso do rio Tejo por mão humana, facto impressionante à data.&lt;br /&gt;Tal obra foi ordenada pelo infante D. Luís e foi efectuada num percurso de cerca de 10 km a sul de Tancos, tudo conforme mapa ao lado (&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;clicar para ampliar&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos trabalhos participaram entre 20000 a 30000 homens !&lt;br /&gt;Por ordem do príncipe os trabalhadores desviaram o curso do Tejo mais de 1 km no sentido norte, aproximando-o da Barquinha e da Cardiga, e desviando-o da Carregueira, isto ao longo de 10 km. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tais obras provocaram alterações significativas no leito do rio e posteriores intervenções 150 anos depois. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ScLM47yXeuI/AAAAAAAABLM/SsCgv5aguF0/s1600-h/Cardiga+-+blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315035788744293090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 423px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ScLM47yXeuI/AAAAAAAABLM/SsCgv5aguF0/s400/Cardiga+-+blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passados poucos anos, e com o decorrer do tempo, as correntes do Rio Tejo foram “mudando o seu curso artificial”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nova paisagem surgia aos olhos das populações da beira rio (conforme se pode ver pela figura em anexo o leito aproximou-se da Barquinha e Cardiga).&lt;br /&gt;No ano de 1694 reinava o rei D. Pedro II "O Pacífico”, (1683 a 1706), quando as águas do Tejo, através de erosão, entravam nas terras da Quinta, e já “ &lt;em&gt;tinham levado mais de sessenta mois (1) de terra de semeadura&lt;/em&gt;”. Também, ameaçavam as casas da Quinta e havia uma grande preocupação por parte dos seus habitantes. Tornava-se eminente a ruína porque o rio ia indireitando contra elas e temia-se o desaparecimento dos ricos campos para a agricultura a jusante do Tejo, até à Golegã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perante a gravidade dos factos convocaram-se os técnicos nesta matéria, à data designados por “&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;homens práticos e inteligentes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”, do termo de Coimbra, para resolveram a situação.&lt;br /&gt;A solução passou pela plantação de estacadas de tanchões (cunhas - pregos) de salgueiro e outras árvores.&lt;br /&gt;Todavia, os barqueiros e mareantes das Vilas de Tancos, Alcochete e Abrantes, porque a colocação de estacas e tachões lhe prejudicavam a navegação no rio, cortaram-nas e arrancaram-nas com o argumento que sem estas era mais fácil levar os seus barcos à sirga (corda que serve para rebocar embarcações) e assim podiam melhorar as suas viagens no rio.&lt;br /&gt;Perante a erosão contínua e já danos consideráveis na Quinta da Cardiga era necessário agir de imediato. Assim, não resta outra solução à Coroa do que fazer valer a sua força pelo que faz publicar um Alvará (2), com data de 6 de Agosto de 1694, para que se tomem providências para evitar os danos causados pelos pescadores e mareantes.&lt;br /&gt;Para além da aplicação de coima, no valor de 2,000 réis, era imposta, também, uma pena de prisão por 20 dias, e em caso de reincidência aplicava-se o dobro da pena, fundamento bastante, para compelir os pescadores de tais propósitos.&lt;br /&gt;Texto do alvará na íntegra na imagem ao lado (&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;clicar para ampliar&lt;/span&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(1) Moio – antiga unidade de medida equivalente a 60 alqueires.&lt;br /&gt;(2) Alvará – Vigência temporal de um ano, caso vigorasse ad-eternum, dizia-se Alvará com força de Lei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Universidade Nova de Lisboa, Ius Lusitaniae - Fontes Históricas do Direito Português.&lt;br /&gt;Dias, José Alves "Uma grande obra de engenharia em meados do Século XVI: A mudança do Curso do rio Tejo”, Estampa, Lisboa, 1984.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-1244999420121979989?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/1244999420121979989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=1244999420121979989&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1244999420121979989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/1244999420121979989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/03/termo-do-concelho-da-atalaia-ano-de.html' title='Termo do concelho da Atalaia, ano de 1694, desvio do curso do rio Tejo na Quinta da Cardiga.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/ScLNM4y82MI/AAAAAAAABLU/TGcFHSVnLi8/s72-c/Mapa+Rio+Tejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6677285584923983882</id><published>2009-03-14T08:38:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T09:35:23.536-07:00</updated><title type='text'>Data de construção do cemitério da Atalaia, 1746 ou 1835/1845?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sb5xc95tqZI/AAAAAAAABJk/YfWYw8UILKU/s1600-h/Sem+tÃ&amp;shy;tulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313809352810670482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sb5xc95tqZI/AAAAAAAABJk/YfWYw8UILKU/s400/Sem+t%C3%ADtulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Cemitério: Palavra de origem grega koimetérion "dormitório, quarto de dormir". No latim coemiterium ou cemeterium. Os cristãos crêem que é o local onde dormem aqueles que nos antecederam e viveram na fé cristã e que aguardam o dia da ressurreição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Na nossa Vila, como em outros locais do país, os nossos antepassados eram sepultados dentro da Igreja ou no adro. Sepultar os defuntos dentro dos templos era, para a nossa sociedade predominantemente católica, um imperativo religioso. Numa população devota é fácil de entender que os restos mortais dos seus entes queridos fossem sepultados nos locais de culto. Ficavam, para o povo cristão, eternamente sob a protecção de Deus.&lt;br /&gt;Aconteceu que , em 26 de Novembro de 1845, foi publicado o Decreto de reorganização da saúde pública em Portugal. Este diploma veio impor o enterro dos defuntos nos cemitérios, fora das vilas e aldeias, uma vez que o Decreto de 21 de Setembro de 1835, uma das primeiras iniciativas do Governo liberal, não foi cumprido pelas populações. Tal decreto ordenava que se estabelecessem cemitérios públicos em todas as povoações do País e cominou penas graves ao pároco ou qualquer eclesiástico que consentisse enterramentos dentro dos templos. Houve forte oposição quer ao Decreto de 1835 quer ao de 1845, sobretudo no Norte de Portugal. A contestação a este diplomas legais conduziram a várias revoltas, e a enorme agitação social, e deram origem, no ano seguinte, à chamada revolução da “&lt;em&gt;Maria da Fonte&lt;/em&gt;”. Estas medidas, proibição do enterramento dos defuntos dentro das Igrejas eram, aos olhos do povo, um ultraje e sacrilégio uma vez que permitiam que se enterrassem pessoas no campo, em locais isolados, tal e qual como se fossem animais, afastandoa-as dos locais sagrados e dos templos religiosos.&lt;br /&gt;Fiz este pequeno enquadramento histórico para introduzir, ex novo, a questão do tempo da construção do nosso cemitério e desde quando os nossos antepassados repousam em tal lugar.&lt;br /&gt;Que foram feitos enterramentos no adro da nossa Igreja da Atalaia não existem dúvidas pois sabemos que apareceram ossadas aquando das obras envolventes.&lt;br /&gt;Incertezas existem quanto à data da construção do cemitério. Tudo leva a crer que o nosso cemitério paroquial fosse construído por volta do ano de 1835/1845. E com que fonte histórica podemos afirmar este facto?&lt;br /&gt;Sobre este assunto, das leituras de fiz, não encontrei nenhuma referência histórica à sua edificação.&lt;br /&gt;Num dia solarengo matinal, ao visitar o cemitério, verifiquei que no lado sul ergue-se uma grande cruz de pedra. Analisando-a em pormenor pude verificar a seguinte inscrição “1746”.&lt;br /&gt;Sabendo que o cemitério para o lado sul fora alargado no tempo do Sr. António Vital, atalaiense que muito prezo e respeito, essencialmente pela alegria quando fala das coisas da “nossa” Atalaia, abordei-o no sentido de acrescentar algo à história. Informou-me que aquando da ampliação do cemitério o cruzeiro fora deslocado e acompanhou o seu alargamento.&lt;br /&gt;Hipótese verosímil é a possibilidade do cruzeiro ter sido transferido do adro da Igreja ou de algum cruzamento para o cemitério paroquial.&lt;br /&gt;Assim, é provável que o nosso cemitério fosse construído entre 1835 a 1845. Com que fundamentos fazemos esta afirmação? A lei e os alvarás exigiam, naquele tempo, que o cemitério ficasse a pelo menos a 143m (200 passos) de distância das mais adjacentes habitações, e isto em razão de ser considerado um cemitério como estabelecimento insalubre de primeira ordem, categoria que a Atalaia devia ter à data. Acontece que a distância aproximada do nosso cemitério à nossa Igreja Paroquial e às primeiras casas residenciais, mormente a do Dr. Estáquio Picciochi e Dr. Zagallo, andará muito perto desta distância mínima imposta pelo Decreto de 1835, os tais 200 passos - 143 metros, o que nos levaria a concluir, em primeira hipótese, que o cemitério foi construído depois de 1835 e que a cruz de 1746 teria sido “deslocalizada” do adro da Igreja, ou de algum cruzamento de caminhos, para o cemitério paroquial, situação exequível consabido que na nossa Vila existiam vários cruzeiros.&lt;br /&gt;Esta hipótese – construção depois de 1835 - colhe com as fontes presentes no terreno do cemitério, pelos menos com 2 campas em que a morte ocorreu nos anos de 1877 e 1884.&lt;br /&gt;Assim, é convicção do autor que desde 1835, no actual cemitério, fizeram-se os enterramentos dos defuntos desta Vila. Depois, com o andar dos tempos, melhoramentos significativos foram efectuados por parte das autarquias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novas obras de ampliação e melhoramentos, iniciadas em Fevereiro de 2009, se estão a processar para o tornar mais digno.&lt;br /&gt;Por último, sempre dir-se-á que o tema cemitério, ou morte, não é um tema agradável mas devemos reter que a piedade, o respeito e o culto dos mortos só nos dignifica enquanto vivos.&lt;br /&gt;Para os nossos leitores, sempre atentos, este tema tão controverso fica em aberto …&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;“Plus vident oculi quam oculos” vários olhos vêem mais que um olho !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6677285584923983882?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6677285584923983882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6677285584923983882&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6677285584923983882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6677285584923983882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/03/data-de-construcao-do-cemiterio-da.html' title='Data de construção do cemitério da Atalaia, 1746 ou 1835/1845?'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sb5xc95tqZI/AAAAAAAABJk/YfWYw8UILKU/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3694402596522736831</id><published>2009-03-05T15:03:00.000-08:00</published><updated>2009-03-24T17:03:17.197-07:00</updated><title type='text'>1808 Tancos – Torre de Almourol – Rio Zêzere - Punhete</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SbBoqw0sALI/AAAAAAAABHc/E5NNjWsHEuM/s1600-h/Almourol+e+Punhete.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309859044539498674" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SbBoqw0sALI/AAAAAAAABHc/E5NNjWsHEuM/s400/Almourol+e+Punhete.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Tancos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; fica numa língua de terra, a base de uma íngreme montanha junto ao Tejo. Tem sofrido consideravelmente com as inundações daquele rio. Mesmo em frente de Tancos, desagua no rio Tejo o rio Culebra e, após violentas chuvadas, precipita-se sobre os edifícios de Tancos com tal impetuosidade que já deitou abaixo muitas casas, agora em ruínas. Por isso, vários habitantes mudaram-se mais para baixo, para a Barquinha, e levaram consigo o espírito de comércio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Adam Neal refere que a Vila de Tancos sofria com a inundação do Rio Tejo, o que não é novidade. O que nos surpreende é a violência do rio Culebra (vindo do lado nascente do Arripiado), com a destruição de várias habitações de Tancos, isto antes de Novembro de 1808.&lt;br /&gt;Eis uma sustentável explicação para compreender a ascensão da Barquinha, no adjectivo do mesmo autor “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;florescente aldeia da Barquinha&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Há, face às constantes cheias que se verificavam na época, uma deslocalização de população mercantil de Tancos para a Barquinha. Certamente um local mais calmo, e menos fustigado pelas cheias, facto histórico que importa reter.&lt;br /&gt;Mais adiante refere o atento autor,&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Cerca de um quarto de milha adiante da povoação, a meio do Tejo, ergue-se uma rocha de granito coroada com as ruínas de um antigo castelo mourisco, chamado &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Torre de Almourol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Estas ruínas são extremamente pitorescas e um belo espectáculo quando vistas da colina acima de Tancos. Aproveitei um pequeno barco de pesca, cujo pobre dono me chamou quando eu ia pela praia, oferecendo-se para me levar até à ilha. Tem muitos choupos, e as ruínas estão cobertas de figueiras-do-inferno. Quando estas plantas se cobrem de flores amarelas, esta planta faz uma linda sebe. Dá um pequeno fruto, de sabor bastante agradável. As senhoras de Lisboa costumavam oferecer este fruto aos nossos jovens oficiais. Se lhes pegavam apressadamente, ficavam com os dedos muito feridos por um número infinito de picos minúsculos, invisíveis, que são muito difíceis de extrair. O pobre inglês berra, as jovens riem, mas os nossos compatriotas amaldiçoam a brincadeira. A este fruto chamam os portugueses figos-da-inferno, e bem merece o nome&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Deveras curiosa é a descrição da ilha do Castelo de Almourol em 1808, nas suas palavras: “&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;extremamente pitorescas e um belo espectáculo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;!”.&lt;br /&gt;Recordamos que as primeiras descrições do Castelo constam nos registos paroquiais ou autos de posse do século XVIII e nos artigos de Dicionários de Américo Costa (1868-1869) e de Pinho Leal (1873-1890).&lt;br /&gt;Na sua carta diz-nos, também, que existem inúmeros choupos e figueiras-do-inferno na ilha. Estas adornavam-na o que o levou, certamente, perante tal beleza, a falar das damas de Lisboa e das sua brincadeiras, isto apesar de vivermos em tempo de guerra.&lt;br /&gt;Continuando na sua viagem à beira do rio Tejo, no sentido da sua nascente,&lt;br /&gt;Diz Adam Neale,&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Ao sair de Tancos, seguimos por uma extensa charneca até chegarmos às íngremes margens do rio Zêzere, bem cobertas de olivais. Depois de atravessarmos o rio numa ponte de barcas, entrámos na povoação de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Punhete&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Punhete tem uma situação favorável, numa língua de terra formada pela junção do Zêzere com o Tejo. Na ponta extrema estão as ruínas de um velho castelo, junto do qual fica o porto de Punhete, que, quando por lá passámos, estava apinhado de barcos, que levavam carregamentos de marmelos, maçãs e castanhas para o mercado de Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;As ruínas a que se refere o autor são as do castelo de Ozêzar que existia, pelo menos, desde 1169, data da sua doação.&lt;br /&gt;Facto curioso é em Punhete (Constância) haver uma ponte de barcas que era montada na Primavera e desmontada no Outono.&lt;br /&gt;Ora, no ano em que Adam Neale escreve a sua XXIV carta, mais precisamente em 3 de Novembro de 1808, neste dia, a ponte de barcas permitia atravessar o rio Zêzere.&lt;br /&gt;Todavia, singular é que, um ano antes, em Novembro de 1807, quando Junot procurou atravessar o rio Zêzere, já a ponte das barcas estava desmontada, seguramente por astúcia dos portugueses tendo em vista retardar a chegada a Lisboa do Exército Napoleónico e permitir a fuga da família real para o Brasil.&lt;br /&gt;Por último, acontecimento invulgar é o grande número de barcos nesse dia em Constância “&lt;em&gt;o porto estava apinhado&lt;/em&gt;”. Ora se no dia anterior, 2 de Novembro de 1808, na Barquinha, nas suas ruas ecoavam os sons dos malhos de construção de barcos e o rio Tejo mostrava muitas velas brancas, tudo isto atesta, inequivocamente, que o rio era o meio privilegiado de circulação ao longo do qual se transportavam mercadorias (fruta, legumes, lenha, carvão, etc.) para abastecer os mercados de Lisboa e meio para a migração das populações dos campos para a cidade.&lt;br /&gt;Para termos uma noção dos meios materiais e humanos que conviviam no rio vejamos os quadros infra:&lt;br /&gt;A - Quadro de Adrien Balbi, "Essai Statisque", Paris, 1822:&lt;br /&gt;Localidades:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Barquinha&lt;/span&gt;:Barcos = 25; Tripulantes=75&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Tancos&lt;/span&gt;: Barcos = 14; Tripulantes=46&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Paio de Pelle&lt;/span&gt;: Barcos = 77; Tripulantes=154&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Atalaia&lt;/span&gt;: Barcos = 30; Tripulantes=260&lt;br /&gt;B - Censos de 1822, conforme distribuição das profissões por localidades, Memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa:&lt;br /&gt;Localidades:&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Tancos&lt;/span&gt;; Gentes do Mar= 41&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Paio de Pelle&lt;/span&gt;; Gentes do Mar= 159&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Atalaia&lt;/span&gt;; Gentes do Mar= 246&lt;br /&gt;Enaltecemos a memória destas Terras, as Terras dos nossos antepassados e dos nossos egrégios ascendentes, fervilhante de vida e de comércio nas margens do Tejo, dignifiquemo-las para que os vindouros digam o mesmo de nós.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;AGRADECIMENTO&lt;/strong&gt;: AO MEU AMIGO JOSÉ LUIS ASSIS (UNIV. ÉVORA) QUE ME OFERECEU AS OBRAS ABAIXO INDICADAS, FICO ETERNAMENTE GRATO!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sousa, Maria Leonor Machado, “A Guerra Peninsular em Portugal, Relatos Britânicos”, Casal de Cambra, Caleidoscópio, 2007.&lt;br /&gt;- Neale, Adam, “Letters from Portugal and Spain” Comprising an Account of the Operations of the Armies Under Their Excellencies Sir Arthur Wellesley and Sir John Moore from the Landing of Troops in Mondego Bay to the Battle at Corunna. French Revolution Collection. London: Richard Phillips, 1809.&lt;br /&gt;- Censos de 1822, in Memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- litografia de: MELO, Conde de, 1801-1865, Ruinas do castello d'Almorôl, sobre o Tejo [Visual gráfico / Conde de Mello copiou do natural ; Franco lith.. - [Lisboa?. : s.n., ca. 1830?] ([Lisboa] : Off. R. Lith. - 1 gravura : , Data atribuída segundo o período de actividade da impressora. - Dim da comp. sem letra: 12,2x16,6 cm (com esquadria) - Biblioteca Nacional&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;- Pintura de: HAY, Leith, fl. ca. 1820-1830 (?) Punhete from the oposite bank of Tagus [Visual gráfico / drawn by Colonel Leith Hay ; eng.d by W. H. Lizars. - London : John Hearne, [ca. 1825?]. - 1 gravura : água-forte, aguarealada - Biblioteca Nacional &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3694402596522736831?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3694402596522736831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3694402596522736831&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3694402596522736831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3694402596522736831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/03/1808-tancos-situacao-da-vila-torre-de.html' title='1808 Tancos – Torre de Almourol – Rio Zêzere - Punhete'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SbBoqw0sALI/AAAAAAAABHc/E5NNjWsHEuM/s72-c/Almourol+e+Punhete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3245777942477161399</id><published>2009-02-28T04:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T15:22:19.289-08:00</updated><title type='text'>A obra "Os Patriarcas de Lisboa"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SamI8xY6F_I/AAAAAAAABGM/fAVxiyLfMuE/s1600-h/cardeal+livro1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307924213464176626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SamI8xY6F_I/AAAAAAAABGM/fAVxiyLfMuE/s400/cardeal+livro1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No dia 26 de Fevereiro de 2009, na Sacristia nobre do Mosteiro de S. Vicente de Fora, o P.e José Manuel Laranjeira, José Luís Assis, Júlio Barata, António José Bernardo, Henrique Fortunato e Fernando Freire, estiveram presentes no lançamento do livro “ Os Patriarcas de Lisboa”, iniciativa do Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa e da Alêtheia Editores SA, dia em que se comemorava o 30º aniversário episcopal de D. José da Cruz Policarpo.&lt;br /&gt;Numa Sacristia, de enorme beleza, apinhada de ilustres convidados, fez o discurso de apresentação da obra a Dr.ª Leonor Beleza. Incidiu a sua intervenção no binómio poder temporal versus poder espiritual ao longo de 3 séculos de história que compreende os anos de 1716 a 1998. Por último, Dom José Policarpo fez uma breve intervenção, na qualidade que já nos habitou, onde referiu que &lt;span style="color:#990000;"&gt;é importante reavivar a memória pois toda a história humana é um contraste de luzes e sombras pelo que, sem esquecer as sombras, é essencial preservar a luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ficámos deveras encantados com o trabalho realizado, pela Dr.ª Celina Bastos e Dr. João Soalheiro, sobre o 2.º Patriarca de Lisboa D. José Manuel da Câmara (1754-1758), natural da Atalaia e aqui sepultado (fls 23 a 32 do livro).&lt;br /&gt;Do livro retirei a seguinte descrição do seu funeral:&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;As cerimónias fúnebres ti&amp;shy;veram por palco principal o palácio da família e a Igreja Matriz. No primeiro, com as salas decoradas a damasco carme&amp;shy;sim e franjas de ouro, celebrou-se ofício de corpo presente, no dia 11, com participação de todos os párocos de Tor&amp;shy;res Novas e seu termo&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Os religiosos arrábidos de Santo Antoninho, da mes&amp;shy;ma Vila, cantaram as vésperas, coube o primeiro nocturno de matinas aos car&amp;shy;melitas, o segundo nocturno aos fran&amp;shy;ciscanos de Santa Rita da Ericeira e de Santo Onofre da Golegã, e o terceiro aos antoninhos de Nossa Senhora do Loreto de Tancos, tendo o clero canta&amp;shy;do as laudes e restante ofício. No fim, o caixão do extinto patriarca foi encer&amp;shy;rado num outro, enviado de Lisboa, e de seguida trasladado à Matriz.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nesta, a 12, celebrou-se missa de pontifical, a que presidiu o principal Faro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os despojos do segundo patriarca de Lisboa foram encerrados num túmulo erguido na capela-mar da Igreja Matriz de Atalaia.&lt;br /&gt;O túmulo poderá ter sido encomenda do irmão do patriarca, o 1.º marquês de Tancos, que lhe sobreviveu, ou, como querem alguns, de sua devotada sobrinha, D. Constança Manoel, que re&amp;shy;colheu a sucessão da Casa de Atalaia, por morte de seu pai, D. João Manoel de Noronha, em 1761. E talvez não seja demasiado venturoso, atendidas as afinidades, ver na sua traça o engenho do arquitecto Mateus Vicente de Oliveira ou do arqui&amp;shy;tecto Joaquim de Oliveira, a quem anda atribuído o desenho da Igreja das Mer&amp;shy;cês, em Lisboa, tão ligada que se achou à família dos Manoéis…" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Publicação pioneira no panorama da historiografia religiosa em Portugal, de enorme qualidade científica e fotográfica, assegurada pela colaboração de prestigiados investigadores (as) nacionais, esta obra divulgará, pelo País, uma das mais Ilustres figuras históricas da nossa Vila da ATALAIA, D. José Manoel, e também a nossa Igreja Matriz – Monumento Nacional, in fls. 31, merecendo, certamente, a terra de todos nós, novos interesses por parte dos investigadores. A obra contribui para que sejamos mais conhecidos. Queiram os Atalaienses rever e renascer as tradições históricas da hoje florescente Vila ... eis o meu desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Retrato do Patriarca D. José Manoel, a óleo sobre tela, Mosteiro de S. Vicente de Fora - Museu&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3245777942477161399?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3245777942477161399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3245777942477161399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3245777942477161399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3245777942477161399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/02/obra-os-patriarcas-de-lisboa.html' title='A obra &quot;Os Patriarcas de Lisboa&quot;'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SamI8xY6F_I/AAAAAAAABGM/fAVxiyLfMuE/s72-c/cardeal+livro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8741690353506934062</id><published>2009-02-23T11:07:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T02:44:32.862-08:00</updated><title type='text'>1744 - Atalaya - Tombo da Quinta do Vale do Seixo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SaMav9MmSOI/AAAAAAAABF8/b7sSVUgqfjc/s1600-h/Cardeal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306114197156153570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SaMav9MmSOI/AAAAAAAABF8/b7sSVUgqfjc/s400/Cardeal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SaL0Yl8MtqI/AAAAAAAABFs/L2ua-S3PA10/s1600-h/62.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306072014334506658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SaL0Yl8MtqI/AAAAAAAABFs/L2ua-S3PA10/s400/62.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Tombo abre assim,&lt;br /&gt;A primeira folha com desenho, com o lema VALOR, VITÓRIA E IMPÉRIO, um escudo com as armas a vermelho, ouro, verde, amarelo, castanho e creme, pintado à mão e com a data de 1744, insígnia cardinalícia onde se encontra as armas dos Condes da Atalaia.&lt;br /&gt;A segunda folha, com uma cercadura artisticamente desenhada, figurando fo&amp;shy;lhas, frutos, flores e laços e, no centro: “Tombo da Quinta do Vale do Seixo, que mandou fazer o Exm.º e Rev.º Principal D. José Manoel, do concelho de Sua Magestade, e Deão do Collegio da Santa Igreja de Lisboa” A vermelho e preto.&lt;br /&gt;A folhas 3 surge a seguinte inscrição:&lt;br /&gt;"Juiz Doctor Manoel de Faria Soutto - Anno de 1744.&lt;br /&gt;Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo … aos 15 dias do mês do Junho … a instancia de D. José Manoel, do concelho de Sua Magestade, e Deão do Collegio da Santa Igreja de Lisboa … para que tombasse medida e demarcasse a sua quinta ..&lt;br /&gt;As folhas seguintes, todas enumeradas e rubrica&amp;shy;das, estão escritas em português arcaico (melhor diríamos trabalhadas artisticamente) com largos floreados e arabescos.&lt;br /&gt;O tombo conta que esta Quinta do Vale do Seixo está situada no termo do concelho de Atalaya e Torres Novas, tem casa de brasão, casas térreas, moinho, lagar de azeite, terras de pão, olivais, vinha, pomar, matos e pinhais.&lt;br /&gt;Procede à sua demarcação, identifica os terrenos confinantes, (para este acto são chamados os seus representantes legais e colocados éditos) aplicados marcos na divisão, procede à identificação dos seus proprietários e mede toda a sua extensão.&lt;br /&gt;O Tombo acaba com vários dizeres, duas assinaturas do mesmo Juiz. Antes das assinaturas tem como que um selo desenhado à mão e termina com uma cruz e quatro pontos no alto, certamente o selo de D. José Manoel. No final da última página, em baixo, está escrito que todas as páginas vão numeradas e rubricadas pelo proprietário. Segue-se a data: Atalaya 21 de Junho de 1744.&lt;br /&gt;Este tombo da Quinta do Vale-do-Seixo, com 80 folhas de pergaminho, já amareladas pelo tempo, é um testemunho de que aqui existiu, no século XVIII, uma quinta dos Condes, com pelo menos 2 brasões, um dos quais se encontra colocado na parede interior, lado nascente, da Junta de Freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;Agradecimento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Quero agradecer à D. Luísa e Sr. Manuel Oliveira (proprietários da Casa do Patriarca - Turismo Rural) que me fizeram o especial favor de ceder, para a consulta, o Tombo da Quinta do Vale Seixo donde foi possível extrair os elementos supra referidos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8741690353506934062?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8741690353506934062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8741690353506934062&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8741690353506934062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8741690353506934062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/02/1744-tombo-da-quinta-do-vale-do-seixo.html' title='1744 - Atalaya - Tombo da Quinta do Vale do Seixo'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SaMav9MmSOI/AAAAAAAABF8/b7sSVUgqfjc/s72-c/Cardeal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-6660160227635961984</id><published>2009-02-09T16:06:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T08:34:38.203-08:00</updated><title type='text'>A sedução pelo desconhecido e pelos Descobrimentos dos habitantes do nosso concelho.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SZDJ2lx1jiI/AAAAAAAABE0/MA_9Sl9Yztc/s1600-h/Dserve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300958701106335266" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SZDJ2lx1jiI/AAAAAAAABE0/MA_9Sl9Yztc/s320/Dserve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No Século XV, mais precisamente entre 1414-1415, e no rio Zêzere, junto a Punhete (Constância), fazem-se os derradeiros preparativos para a conquista de Ceuta, cidade onde chegavam os produtos orientais vindos da Índia, pelas Rotas Caravaneiras do Sahara, terra onde abundava o ouro, as especiarias e, essencialmente, local estratégico que permitia controlar a navegação entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico.&lt;br /&gt;Nas nossas terras, no Rio Zêzere, perto de Punhete, longe da capital do reino e dos espiões, procuravam os nossos patrícios não chamar a atenção dos estrangeiros e proteger a missão da sua curiosidade, o que de todo não foi conseguido.&lt;br /&gt;Um relatório, redigido em Lisboa e datado de 23 de Abril de 1415, do espião castelhano Ruy Dias de Vega ao rei D. Fernando I de Aragão dava-lhe a notícia dos preparativos da Armada que então se constituía em Portugal e nas margens do nosso rio Zêzere (Sesar).&lt;br /&gt;Dizia então o relatório: «&lt;em&gt;EI Prior et los maestres mandan fazer senhas galeotas de sesenta rremos cada una, saluo el maestre de Santyago. Et fazenlas en el rryo de Sesar [Zêzere] que es cerça de Punete, et entra en Tajo aquel rrio a syete leguas de Santareno Et ellos estan todos en sus tierras, adereçando pela la partyda, que an todos de partyr con el rrey&lt;/em&gt;.»&lt;br /&gt;Ora, se as embarcações eram feitas na nossa região e seguiam rio abaixo, para Lisboa, é certo, e natural, que os residentes acompanharam os preparativos secretos da armada criada no rio e daqui também nelas partissem nas suas guarnições (foram cerca de 20.000 homens que compuseram a expedição) e, obviamente, se envolvessem na novel aventura dos Descobrimentos.&lt;br /&gt;O escritor, Diogo Gomes, conta-nos, também, o seguinte:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Em certo tempo o Infante D. Henrique desejando descobrir lugares no Oceano Ocidental, com o intuito de averiguar se existiam ilhas ou terra firme pra além das descritas por Ptolomeu, mandou caravelas a procurar essas terras. Seguiram viagem e viram a ocidente trezentas léguas além do Cabo Finisterra e vendo que eram ilhas, entraram na primeira. Aquelas caravelas voltaram a Portugal a comunicar ao referido Infante as descobertas que tinham feito, com o que ele folgou muitíssimo.... O Infante D. Henrique mandou certo cavaleiro por nome de Frei Gonçalo Velho, para capitanear as caravelas que conduziam animais domésticos que se distribuíram por cada uma das ilhas&lt;/em&gt;...” .&lt;br /&gt;Consabido que Frei Gonçalo Velho povoou as ilhas Ocidentais dos Açores e que era Comendador de Almourol, poder-se-á ter como certo que o mesmo levou animais e gente da sua comenda para a aventura dos Descobrimentos fazendo participar na maior empresa nacional de todos os tempos os filhos desta terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Bibliografia: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Silva, Joaquim Candeias, &lt;em&gt;Abrantes na Expansão Ultramarina&lt;/em&gt;, Gráfica Gil Ldª, 1992&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dias, João José Alves, &lt;em&gt;Paio de Pele - A vila e a região do Séc. XII ao Séc. XVI,&lt;/em&gt; Assembleia Distrital de Santarém, 1989&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Gravura retirada da página da Direcção-Geral de Arquivos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-6660160227635961984?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/6660160227635961984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=6660160227635961984&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6660160227635961984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/6660160227635961984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/02/seducao-pelo-desconhecido-e-pelos.html' title='A sedução pelo desconhecido e pelos Descobrimentos dos habitantes do nosso concelho.'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SZDJ2lx1jiI/AAAAAAAABE0/MA_9Sl9Yztc/s72-c/Dserve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-5334621705750075677</id><published>2009-01-25T15:14:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T16:43:05.018-08:00</updated><title type='text'>As ordenanças e milícias – os nossos Capitães</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SX3AqgsGO7I/AAAAAAAABEs/Zv0kYdrWNI0/s1600-h/tt+online.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295600573419502514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SX3AqgsGO7I/AAAAAAAABEs/Zv0kYdrWNI0/s400/tt+online.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por meio de um aviso (carta oficial) expedido em 22 de Outubro de 1785, Francisco Xavier Teles de Melo, secretário do Conselho de Guerra ao Visconde da Lourinhã, ao tempo governador das Armas do Alentejo, definia o que eram as ordenanças:&lt;br /&gt;«as Ordenanças não são verdadeiramente Corpos militares, e só se devem considerar como um viveiro de Paisanos, donde saiem, e para onde se recolhem os indivíduos, que hão-de ir servir nos Corpos regulares, e Auxiliares, e para onde voltam os que se inutilizam», sendo que «os Oficiais destes Corpos [não têm] senão o nome de Oficiais, honrando-se com aqueles Títulos para se encarregarem das divisões, e subdivisões em que for preciso dividirem-se todos estes paisanos para melhor se compreenderem, e sem confusão se poder dispor deles …”&lt;br /&gt;Também, no Auto das Cortes, Cidade de Lisboa, em Dezanove de Setembro de 642, Estado do Povos, Lisboa, António Alvarez Impressor Del Rey N.S., 1645, descrevia:&lt;br /&gt;«Que suposto o Reino contribuio com o dinheiro para vinte mil infantes, e dois mil e oitocentos cavalos, não serão obrigados os povos, nem os lavradores acudir as fronteiras, senão nas ocasiões precisas, que se declaram no Regimento das Décimas, tirados os auxiliares, pessoas desobrigadas, que se hão de tirar de cada companhia [de Ordenanças] en todas as Comarcas para estarem prevenidos, e armados para sem opressão dos povos acudirem nas ocasiões, e aos lugares onde for necessario.» págs. 22 e 23, e Doc. n.°3 - Alvará de 24 de Novembro de 1645.&lt;br /&gt;Os oficiais que integravam das Ordenanças faziam parte da nobreza local.&lt;br /&gt;Eis a lista dos militares do nosso concelho que, à data, tinham um poder de patrocínio social nas comunidades locais, poder certamente invejado uma vez que eram estes que escolhiam quem ia para a guerra ou quem ficava dispensado de tal dever.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Atalaia&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;LUIS DE BARROS DA SILVA, Capitão de Ordenanças da vila da Atalaia, comarca de Tomar, que vagou por morte de José Ferreira Maia. Em 13-VIII-1775.&lt;br /&gt;MANUEL ESCUDEIRO DE SOUSA, Capitão de Ordenanças da vila de Atalaia, que vagou por morte de Luís de Barros da Silva. Em 11-V-1807.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Paio de Pele&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;FRANCISCO DE MELO CARRILHO VELASCO, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de Belchior Garcia. Em 03-III-1760.&lt;br /&gt;JOSÉ SIMÕES LOBATO, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de João da Silva Barbosa. Em 02-XII-1806.&lt;br /&gt;JACINTO MANUEL FRANCISCO, Capitão da 14.ª Companhia de Ordenanças. Em 27-IV-1830.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Tancos&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;FERNANDO JOSÉ DA MOTA FIGUEIREDO, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de António Marques Anjo. Em 03-III-1760.&lt;br /&gt;MANUEL DA SILVA, Capitão de Ordenanças, que vagou por morte de Fernando José da Mota Figueiredo. Em 07-VIII-1789.&lt;br /&gt;EUSÉBIO DA SILVA CARDOSO, Capitão de Ordenanças agregado. Em 30- XI -1806.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bibliografia: Borrego, Nuno Gonçalo Pereira, As Ordenanças e Milícias em Portugal – subsídios para o seu estudo, Guarda-mor, 2006&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Fotografia: Imagem retirada da página on-line da Direcção-Geral de Arquivos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-5334621705750075677?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/5334621705750075677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=5334621705750075677&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5334621705750075677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/5334621705750075677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/01/as-ordenanas-e-milcias-os-capites-do.html' title='As ordenanças e milícias – os nossos Capitães'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SX3AqgsGO7I/AAAAAAAABEs/Zv0kYdrWNI0/s72-c/tt+online.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-246753255727926869</id><published>2009-01-16T17:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-17T13:05:56.906-08:00</updated><title type='text'>A população do nosso concelho, in censos de 1822, 1883, 1940 e 2001</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SXH7n0O0vbI/AAAAAAAABCQ/cbai7Z48P08/s1600-h/Punhete.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292287698591333810" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 271px; height: 400px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SXH7n0O0vbI/AAAAAAAABCQ/cbai7Z48P08/s400/Punhete.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SXE6gvjEHFI/AAAAAAAABBs/cDF15GfqIcM/s1600-h/censos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292075371330804818" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 320px; height: 281px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SXE6gvjEHFI/AAAAAAAABBs/cDF15GfqIcM/s320/censos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há 125 anos, corria o ano de 1883, a Barquinha detinha 962 habitantes (almas) era cabeça de concelho (concelho que viria a ser extinto em 21-11-1895 e renascido por Decreto de 13-1-1898), pertencia à Comarca da Golegã, tinha estação de caminhos-de-ferro (linha de leste), direcção de correio e estação de telégrafo.&lt;br /&gt;Naquele tempo a freguesia da Atalaia tinha 1319 habitantes. Recorda-se que em 6 de Novembro de 1836, por decreto assinado por Dona Maria II, dá-se a reorganização distrital sendo criado o Concelho da Barquinha e extintos os concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos, os quais passaram a freguesias do novo Concelho.&lt;br /&gt;A Praia do Ribatejo (Paio de Pelle) possuía 1148 habitantes, em Tancos residiam 246 habitantes, era campo de exercícios militares e possuía estação de telégrafo.&lt;br /&gt;Há 68 anos, por censos de 1940, Barquinha possuía 1173 habitantes, a Atalaia 1068 habitantes, a Praia do Ribatejo 2697 habitantes e Tancos 280 habitantes.&lt;br /&gt;Há 7 anos, por censos de 2001, a Barquinha detinha 1426 habitantes, a Atalaia 1735, a Praia 2087 e Tancos 295.&lt;br /&gt;Pelo gráfico acima podemos verificar que a população da Barquinha tem vindo progressivamente a crescer, a da Atalaia teve uma quebra em 1940 mas a partir dessa data aumentou, a da Praia desde 1940 tem vindo a diminuir e, por último, a população de Tancos, durante 125 anos, mantêm-se estável.&lt;br /&gt;Neste pesquisa encontra-se omitidos os dados referentes à população da Moita do Norte, freguesia criada por Lei n.º 30/88, de 1 de Fevereiro já que em 1883 e 1940 pertencia à freguesia da Atalaia. Por censos de 2001 apresentava, esta freguesia, uma população de 2.080 habitantes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No mapa supra (lado direito - &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;strong&gt;carregar para ampliar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) pode ver-se a distribuição das profissões por localidades, conforme consta dos Censos de 1822, in Memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa. Da amostra é deveras interessante fazer uma pequena análise. O elevado número de "gente do mar" na freguesia da Atalaia (246), o grande número de oleiros (16) o que demonstra que esta terra sempre foi dedicada a esta arte, os carpinteiros (16) a que não será alheia a construção de embarcações para levar a lenha da Barquinha para Lisboa, e os moleiros (6) que, certamente, laboravam junto da ribeira da Atalaia, onde ainda hoje se podem ver vários moinhos em ruínas. Por último um dado curioso, e que se repete hoje em dia, o número de viúvas em 1822 era de 111 e os viúvos era de 34, ou seja há uma proporção de 3/1. Face a estes dados estatísticos podemos afirmar que as mulheres têm uma longevidade bem acentuada ... Perante estes factos, e consabendo que os homens ainda vão obtendo certas vantagens, será justo falar de um "sexo fraco"? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:85%;" &gt;Fontes: Diccionario da chorographia de Portugal contendo a indicação de todas as cidades, villas e freguezias... / coord. por J. Leite de Vasconcellos. - Porto : Livraria Portuense de Clavel, 1884. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:85%;" &gt;Picciochi, Margarida Gomes Coelho, Ata-laâ, Atalaya, Atalaia, Ed. Notícias do Entroncamento, 1987.&lt;br /&gt;Instituto Nacional de Estatística&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-246753255727926869?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/246753255727926869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=246753255727926869&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/246753255727926869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/246753255727926869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/01/quantos-ermos-em-1883-em-1940-e-em-2001.html' title='A população do nosso concelho, in censos de 1822, 1883, 1940 e 2001'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SXH7n0O0vbI/AAAAAAAABCQ/cbai7Z48P08/s72-c/Punhete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8755497564814441280</id><published>2009-01-03T13:38:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T14:50:47.018-08:00</updated><title type='text'>Bom ano de 2009 - "dinamismo e empreendedorismo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SV_rso_v9SI/AAAAAAAABA0/qzVSnjfRu70/s1600-h/PC300053.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287203639707825442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SV_rso_v9SI/AAAAAAAABA0/qzVSnjfRu70/s320/PC300053.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SV_nDie9m7I/AAAAAAAABAs/k5Dxb0volu4/s1600-h/PC300017.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E num ápice chegámos ao ano de 2009.&lt;br /&gt;A minha mudança de ano ocorreu na capital da Europa, em Bruxelas, onde tudo se inicia e onde, quase tudo, se decide.&lt;br /&gt;Hoje vou dissertar sobre a diáspora belga e do seu exemplo que quero reter neste novo ano de 2009. Na sequência da guerra nas províncias ultramarinas, e nos princípios da década de sessenta, muitas famílias portuguesas procuraram uma vida melhor na Bélgica e na França.&lt;br /&gt;Mas, ao contrário do que acontecia na França, o governo belga nunca limitou a criação de empresas, sociedades ou do exercício individual de comércio aos emigrantes portugueses. Aliás, a Constituição Belga era já uma das mais liberais à época. Concedia a liberdade de actividade comercial a todos os residentes não permitindo qualquer discriminação entre cidadãos belgas ou de outras nações.&lt;br /&gt;A excelência das capacidades profissionais e morais levaram os portugueses, rapidamente, a afirmarem-se na sociedade belga.&lt;br /&gt;Quando estes atingiram uma dimensão significativa surgiram, também, junto dos bairros onde estes se instalaram pequenos espaços comercias (cafés, restaurantes, lojas, etc.) que passaram a ser explorados por portugueses e eram, e são, locais de encontro e de debate de causas nacionais. Com a adesão à CEE e com o benefício da livre circulação de bens, pessoas e serviços, e com a implementação da moeda única a comunidade portuguesa quase duplicou.&lt;br /&gt;A sua presença, e influência, não passa despercebida ao simples transeunte. Os nomes desses locais de comércio vão desde os nomes de muitas de terras portuguesas à de símbolos nacionais.&lt;br /&gt;São pessoas que não querem perder as suas raízes e as suas referências.&lt;br /&gt;Gente com dinamismo e empreendedorismo que dão fruto numa terra que não é deles.&lt;br /&gt;Transportemos para a nossa vida o valor do TRABALHO e do profissionalismo dos homens da diáspora e façamos, nós os residentes, de Portugal uma nação mais próspera.&lt;br /&gt;Tudo depende de organização e vontade. Tenhamos estes princípios e valores, destes homens e mulheres, na nossa mão neste ano de 2009. Apelemos ao cumprimento dos nossos direitos mas também ao cumprimento dos nossos DEVERES. Teríamos, concerteza, um Portugal mais justo, mais rico e mais fraterno.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8755497564814441280?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8755497564814441280/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8755497564814441280&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8755497564814441280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8755497564814441280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2009/01/bom-ano-de-2009.html' title='Bom ano de 2009 - &quot;dinamismo e empreendedorismo&quot;'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SV_rso_v9SI/AAAAAAAABA0/qzVSnjfRu70/s72-c/PC300053.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-3328867555479776755</id><published>2008-12-13T03:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T13:14:22.006-08:00</updated><title type='text'>Homenagem a João Caetano</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SUbIj15jLEI/AAAAAAAABAc/sIJ9NtrLuGQ/s1600-h/Fotos+JoÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280128131227921474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SUbIj15jLEI/AAAAAAAABAc/sIJ9NtrLuGQ/s320/Fotos+Jo%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei com que verbo hei-de fazer este artigo depois do que já disse, neste blog, sobre o Sr. João Caetano.&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;Há uma lei da natureza, mística e maravilhosa, que nos diz que três das coisas pelas quais nós mais ansiamos na vida – felicidade, liberdade e paz de espírito – são sempre alcançadas quando as damos a outra pessoa&lt;/em&gt;” autor desconhecido.&lt;br /&gt;Numa época em que existe descontentamento, cepticismo, decepção, mal-estar e insegurança internacional é bom pegarmos no exemplo deste homem, ser de coragem para inovar, e acreditar que nesta terra a mudança é possível.&lt;br /&gt;Todos nós temos que crer. De desanimados e espectadores desta mudança devemo-nos converter neste grande palco que é o mundo em sãos actores.&lt;br /&gt;Foi isto que soube fazer o Sr. João durante 50 anos como oleiro, actor e cidadão.&lt;br /&gt;Olhando para trás, nos anos 40 e 50, a vida era bem mais dura que na actualidade. Nem por isso o homenageado deixou de ir à luta e enfrentar todas as dificuldades que lhe apareciam no caminho da vida. Neste dia 7 de Dezembro de 2008 fiquei com a sensação, melhor certeza, que este homem viveu uma vida com prazer, com um sabor de felicidade e realização. No universo dos presentes, perto de 4 centenas de convivas, houve lágrimas sentidas dos novos e velhos companheiros, abraços de amigos, de gerações de artistas, houve festa em honra do Sr. João “Avança”.&lt;br /&gt;Também, aqueles que se encontravam longe quiserem participar. À Quinta da Ponte da Pedra, na Atalaia, chegaram mensagens de Itália e do Brasil.&lt;br /&gt;Reescrevo, pela enorme grandeza, a do seu amigo Sérgio Duarte: “João, poderia dizer muita coisa e afinal nem sei como dizer... Sei que a nossa querida Ivone Silva, que conheci graças a ti, era capaz de dizer melhor que eu e punha o pessoal a rir. Sei que outros artistas transmitiriam de outra forma diferente, mas temos a honrar da prata da casa. Peço a essa exímia fadista de Vila Nova da Barquinha, por quem sinto um carinho enorme e que daqui do Rio Grande do Sul lhe mando um abraço tão grande, como a extensão de oceano que nos separa, que cante para o nosso querido João um fado tão bonito e que a sua alma artista sabe dizer e ele sentir, como é o ... "Eu queria cantar-te um fado".... (escolha o tom).Por favor... não me emocionem mais, que as lágrimas... essas já estão nos meus olhos, ao escrever estas palavras. Vamos Julieta.... Vamos cantar esse fado ao nosso querido João. Julieta ao palco!.... Palmas a esta artista e....SILÊNCIO, CANTA-SE O FADO, na voz da Julieta!...”.&lt;br /&gt;A mensagen foi cumprida e tanto a Julieta, como todos os outros artistas, (Teresa Tapadas, Sidónio Pereira, António Caeiro, Henrique Leitão, Maria José Valério, Raul Caldeira, João de Sá, João Chora, Luísa Soares, João Paulo Marques, Silvina de Sá, Tina Jofre, Pedro Correia, Rita Inácio e Manuel João Ferreira), actuando a título gratuito, cantaram e encantaram.&lt;br /&gt;Era um dia de alegria e de paixão.&lt;br /&gt;Em todas as actuações o João deixava vaguear os olhos enamorado por este panorama real.&lt;br /&gt;A medalha que transportava ao peito, medalha de honra do concelho, as lembranças e as dádivas são pequenos símbolos para tão grande homem.&lt;br /&gt;Justa homenagem da SIRA a quem arriscou e conseguiu ir demasiado longe !&lt;br /&gt;Justa festa a quem, muitas vezes, fechou a cortina do palco mas também conseguiu ver a cortina que se abriu !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-3328867555479776755?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/3328867555479776755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=3328867555479776755&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3328867555479776755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/3328867555479776755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2008/12/no-sei-com-que-verbo-hei-de-fazer-este.html' title='Homenagem a João Caetano'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SUbIj15jLEI/AAAAAAAABAc/sIJ9NtrLuGQ/s72-c/Fotos+Jo%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-704707953698321502</id><published>2008-10-23T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-10-25T03:06:39.879-07:00</updated><title type='text'>Maestro Arnaldo Gomes Coelho Zagallo Duarte Silva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SQLvMjJfnFI/AAAAAAAAA_M/iwucsBr-qho/s1600-h/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SQLvMjJfnFI/AAAAAAAAA_M/iwucsBr-qho/s320/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261030313594690642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi, manifestamente, o maior músico que passou pela Vila da Atalaia.&lt;br /&gt;Na sua obra havia criatividade, dimensão e diversidade.&lt;br /&gt;Um Homem que tinha a capacidade de compor música numa proximidade quotidiana com uma calma brilhante e sentido de vida.&lt;br /&gt;Já em 1941 participava em diversos eventos musicais às vezes acompanhado da sua concertina e acordeão.&lt;br /&gt;Aquando da sua presença em terras de África, nomeadamente em Nampula, Moçambique, a arte, para ele, não podia ser palavra fútil entre os seus pares e a sua família de Ferroviários.&lt;br /&gt;Na final da década de 40 fazia-se ouvir com o seu piano em público e em variados concertos na sua terra adoptiva, Moçambique.&lt;br /&gt;Parafraseando um seu velho amigo “&lt;i style=""&gt;Tinha uma excepcional paixão pela música clássica, culto, entusiasta pela vida, excepcional chefe de família, católico praticante, funcionário dedicado dos Caminhos de Ferro Moçambique, de educação esmerada, era enfim um homem com quem apetecia conviver. Era um homem de outros tempos, no nosso tempo&lt;/i&gt;.”Homem do mundo e para o mundo, não se estranhou a sua envolvência no Clube Ferroviário. Neste Clube existiam as secções de Orfeão, Banda de Música, Orquestra de Dança e Variedades, Grupo Bandolinista, Teatro, Coreografia e Educação Física.Maestro Arnaldo Duarte Silva, com a dinâmica que a todos contagiava, foi dirigente do Clube e um dos obreiros do seu Orfeão que ele muitas vezes ensaiou e dirigiu com brilhante proficiência.Associava sempre à sua enorme estrutura moral, francamente cavalheiresca – onde a nobreza de carácter, pendor cívico e dignidade impoluta avultavam – uma vasta cultura e boa formação intelectual.&lt;br /&gt;Foi com a sua preciosa ajuda que o Cine-Clube de Nampula se tornou num pólo cultural do Norte de Moçambique.&lt;br /&gt;Outra faceta peculiar do Maestro era o gosto pelos aviões pois cultivava o risco do perigo e espírito de aventura que o levavam a apaixonar-se pelas máquinas voadoras.&lt;br /&gt;De regresso a Portugal foi vereador da Câmara Municipal de V.N.Barquinha e membro dos corpos sociais da Santa Casa da Misericórdia. Era a outra face do homem músico - homem cidadão.&lt;br /&gt;Sabemos que a música é uma forma de potencializar determinadas expressões, aumentar a sensibilidade do homem e ao mesmo tempo perceber as suas próprias emoções. Com ela existe a alegria de conhecer os sons, e a alegria de transmiti-la é uma forma de liberdade. Foi isto que nos quis transmitir o Maestro.Diz a máxima latina “&lt;i style=""&gt;Mors omnia solvit&lt;/i&gt;” a morte tudo apaga, tudo faz desaparecer. Com a mistura maravilhosa de música, poesia e exemplo o Maestro Arnaldo contraria esta máxima.&lt;br /&gt;Que o seu ensinamento vá passando de geração &lt;st1:personname productid="em geração. Que" st="on"&gt;em  geração. Que&lt;/st1:personname&gt; cada um de nós saiba perpetuar a sua memória para que no futuro se lhe dê apreço.&lt;br /&gt;Homenagem, pois, a tão nobre Atalaiense.    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-704707953698321502?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/704707953698321502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=704707953698321502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/704707953698321502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/704707953698321502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2008/10/maestro-arnaldo-gomes-coelho-zagallo.html' title='Maestro Arnaldo Gomes Coelho Zagallo Duarte Silva'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SQLvMjJfnFI/AAAAAAAAA_M/iwucsBr-qho/s72-c/Apresenta%C3%A7%C3%A3o1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-671322079136255024</id><published>2008-09-13T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T10:12:55.285-07:00</updated><title type='text'>A Barquinha e a Cardiga em 1808</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SMvNfDrGDCI/AAAAAAAAAuA/2LC0soYtv80/s1600-h/Adam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245512124448771106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SMvNfDrGDCI/AAAAAAAAAuA/2LC0soYtv80/s320/Adam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Adam Neale (1) era um médico militar britânico. Em 1809, na sua obra "Cartas de Portugal e Espanha", descreve-nos factos do ano de 1808 sobre a Golegã, Cardiga, Barquinha e Tancos. Na sua viagem pelo país vai fazendo uma observação “&lt;em&gt;clínica&lt;/em&gt;” do estado de Portugal, das suas gentes e da sua paisagem.&lt;br /&gt;Da sua experiência na Guerra Peninsular, enquanto elemento da retaguarda do Exército Britânico, fez história , de enorme beleza, e descreve-nos, numa antítese brilhante, um país pacífico e ... um país que se encontra em guerra !&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução do original - Lina Palhota (2):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#993300;"&gt;“ A estrada da Golegã passa por uma terra, quase coberta na sua totalidade por oliveiras, até chegar a uma aldeia, Cardiga, situada nas margens do Tejo. Também aqui os camponeses andavam na apanha da azeitona.&lt;br /&gt;Na Cardiga existe um bonito e velho convento com uma altíssima torre redonda, suspensa sobre a estrada e que sobressai numa das paisagens mais bonitas do Tejo. Ao atravessar o pequeno curso de água para a Cardiga, deparamo-nos com uma paisagem soberba. Uma pequena ponte e a torre redonda apareciam em primeiro plano, numa paisagem onde se via à distância umas colinas bastante bem cultivadas, no meio das quais se podia ver, bem integrada, no outro extremo do já referido rio Tejo, a alva aldeia da Barquinha.&lt;br /&gt;Muitas velas brancas, como que esvoaçando pelo límpido rio abaixo, em cujas margens, cobertas de canaviais, acena um alto bosque de choupos pretos e por baixo dos seus ramos a estrada conduzia-nos à Cardiga.&lt;br /&gt;Barquinha é uma pequena mas próspera aldeia que floresceu com a decadência da antiga vila de Tancos.&lt;br /&gt;Deparámo-nos aqui com uma grande azáfama e actividade.&lt;br /&gt;Pelas ruas ecoavam os sons dos malhos de construção de barcos e os ásperos berros dos barqueiros que apinhavam os pequenos barcos que se encontravam na margem, à medida que iam embarcando as suas cargas de lenha, destinadas ao fornecimento de Lisboa.&lt;br /&gt;Quando se deixa a Barquinha para trás a estrada serpenteia ao longo do Tejo junto do declive abrupto de uma montanha de granito, e mais ou menos a meia-légua de distância, chegámos a este lugar (Tancos), onde pernoitaremos.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(1) Neale, Adam, “Letters from Portugal and Spain” Comprising an Account of the Operations of the Armies Under Their Excellencies Sir Arthur Wellesley and Sir John Moore from the Landing of Troops in Mondego Bay to the Battle at Corunna. French Revolution Collection. London: Richard Phillips, 1809.&lt;br /&gt;(2) O meu muito obrigado à minha querida prima pela tradução do Inglês da época de 1800.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-671322079136255024?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/671322079136255024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=671322079136255024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/671322079136255024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/671322079136255024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2008/09/adam-neale-1-era-mdico-militar-britnico.html' title='A Barquinha e a Cardiga em 1808'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B0U/S220/Foto+Fernando_000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SMvNfDrGDCI/AAAAAAAAAuA/2LC0soYtv80/s72-c/Adam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2823209148008312294.post-8174613278952779550</id><published>2008-08-31T12:47:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T09:54:52.537-07:00</updated><title type='text'>Férias nas ilhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SLvNHevXtsI/AAAAAAAAAsM/pE_ufkLF6Nc/s1600-h/CIMG2358.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241008119770232514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SLvNHevXtsI/AAAAAAAAAsM/pE_ufkLF6Nc/s320/CIMG2358.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SLr5cohfJaI/AAAAAAAAAsE/Up1JPue2lFg/s1600-h/CIMG2082.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240775386708518306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 121px" height="216" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/SLr5cohfJaI/AAAAAAAAAsE/Up1JPue2lFg/s320/CIMG2082.JPG" width="305" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de umas merecidas férias volto à presença dos leitores. Durante o mês de Agosto deliciei-me com a visita a 5 ilhas dos Açores: São Miguel, Santa Maria, Faial, Pico e São Jorge. Quão agradável foi apreciar a beleza das suas paisagens, a temperatura das suas águas cristalinas e a lhaneza dos seus habitantes. É verdade que tive o privilégio e inconfundível acompanhamento de mão amiga. Mas a vida é isso mesmo, a possibilidade de fazer amigos que nos acompanham nos bons e nos maus momentos. Em S. Miguel foi o Carlos, a Helena e a Inês, que nos trataram como príncipes e, inclusive, nos mimaram com iguarias comensais e regionais divinais. No Pico foi o Paulo, pois sabendo que estava na ilha, e depois de atravessarmos o Canal, foi-nos buscar ao cais da Madalena, serviu de guia para a visita às célebres quintinhas, património mundial, convidou-nos a visitar a “adega” e a provar o inconfundível néctar do Pico e, como se não bastasse, nos ofertou com umas vejas (peixe frito) de estalo.&lt;br /&gt;Nas ilhas de águas tépidas, onde os peixes brincam com os humanos, era obrigatório o banho ao pôr-do-sol, rito que eu e o meu filhote realizámos em todas elas.&lt;br /&gt;Entretanto, aproveitei para por a leitura em dia.&lt;br /&gt;Como no ano anterior tida lido o primeiro romance de Miguel Sousa Tavares, “O Equador”, este ano deliciei-me com “Rio das Flores”. A obra, oferecida à minha cara metade, é uma enciclopédia histórica sobre 30 anos da história de Portugal com incidência na ditadura do Estado Novo, da problemática e do confronto sangrento da Guerra de Espanha e das potencialidades dessa nação imensa e sublime que é o Brasil.&lt;br /&gt;Da sua leitura, que vivamente recomendo, retiro esta máxima inscrita a pág.527:&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;Há decisões que se tomam e que se lamentam a vida toda e há decisões que se amarga o resto da vida não ter tomado. E há ainda ocasiões em que uma decisão menor, quase banal, acaba por se transformar, por força do destino, numa decisão imensa, que não se buscava mas que vem ter connosco, mudando para sempre os dias que se imaginava ter pela frente&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Até tive tempo para ler “O Ingénuo” de Voltaire, obra de forte pendor filosófico.&lt;br /&gt;Por último, era de leitura obrigatória a obra oferecida pela Atalaiense, Maria Filipa Oliveira, “Não tenho nada a ver com isso ! …”, edição de 2005.&lt;br /&gt;Para quem não conhece a escrita da nossa conterrânea nada melhor que reescrevê-la:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Eu sou aquela que poucos viram, que poucos conheceram e conhecem. De mim, geralmente, vêem só o exterior, pois nada mais mostro. Ninguém fora de casa sabe quando eu me sinto mal ou bem, doente ou saudável, triste ou alegre. A minha cara nunca o deixa entender.&lt;br /&gt;É por isso que as pessoas me apelidam de antipática, mal disposta, brusca …&lt;br /&gt;O que eles não sabem, é que até sou simpática, bem disposta, meiga e muito suave. Também não sabem, é que eu me pareço com o bambu, maleável quanto baste.&lt;br /&gt;É que eles não sabem o que eu sei, nem nunca o saberão&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Afastado o tema leitura, tive a curiosidade em saber as novidades da Atalaia.&lt;br /&gt;A festa anual correu bem mas houve menos lucros que no ano anterior. Ficará a comissão com menos capacidade financeira para socorrer os menos afortunados pelo destino.&lt;br /&gt;A festa das “sopas”, na SIRA, teve boa concorrência o que significa que a colectividade se encontra viva e recomenda-se.&lt;br /&gt;A UDA empatou 3-3, com a Meia-Via, em encontro amigável, e a equipa promete.&lt;br /&gt;Com as baterias (re) carregadas principiemos um novo ciclo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2823209148008312294-8174613278952779550?l=atalaia-barquinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/feeds/8174613278952779550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2823209148008312294&amp;postID=8174613278952779550&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8174613278952779550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2823209148008312294/posts/default/8174613278952779550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://atalaia-barquinha.blogspot.com/2008/08/frias.html' title='Férias nas ilhas'/><author><name>Fernando Freire</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18284214383744253400</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_klmgH31iaKI/Sjlf8t5_O6I/AAAAAAAABUw/LJrsXmT-B
